O Ribatejo foi, mais uma vez, adiado
Opinião
» 2019-01-30
» Gabriel Feitor
" eis a hegemonização política de Abrantes, com a complacência e fretes dos senhores presidentes da região"
Estou de consciência tranquila quando defendi, em agosto passado, no âmbito da consulta dos investimentos prioritários para a região, a conclusão da ligação do antigo IC3, previsto no PRN desde 1985, entre a Atalaia (Barquinha) e Almeirim. Defendi então, como continuo a defender, que este assunto era importante para a região, não para o Médio Tejo, que não entendo ser uma região, mas sim para o Ribatejo uno e coeso. A questão da travessia do Tejo é mais um exemplo de porque se devia trazer novamente à ordem do dia o assunto da regionalização, a defesa do Ribatejo uno e questionar este tipo de divisões administrativas que nos querem impingir a partir dos gabinetes de Lisboa. Esta empreitada resolveria dois problemas graves: o desvio de transito pesado das localidades de Almeirim, Alpiarça e Chamusca – e lembremo-nos da importância do Eco Parque do Relvão – e a construção de uma nova travessia do Tejo que colmatará a actual e vergonhosa situação da Ponte da Chamusca.
O Plano Nacional de Investimentos 2030 foi conhecido esta semana e, como seria de esperar, este projecto não fora contemplado. Sucedeu o que eu havia avisado em agosto: a hegemonização política de Abrantes, que vai ficar com uma nova ponte sobre o Tejo através da conclusão IC9 entre aquela cidade e Ponte de Sor, com a complacência e fretes dos senhores presidentes de câmara da região. E eu volto a repetir: isto não é nada contra Abrantes; eu só peço é o equilíbrio territorial que não se verifica.
Tal era de esperar porquê? Fácil. Semanas antes da realização da reunião do órgão executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), o Conselho Intermunicipal, de onde deveriam sair as conclusões da discussão sobre os investimentos prioritários para a região num caderno de decisões a apresentar ao Governo, já um deputado à Assembleia da República, eleito pelo círculo de Santarém, se andava a vangloriar pelas redes sociais do seu papel na decisão de uma nova travessia do Tejo, como se a marosca já estivesse pronta, e a presidente da CIMT, também presidente da autarquia abrantina, se desdizia em declarações sobre o assunto em que não se percebia muito bem onde começava o exercício de um cargo e acabava o de outro.
Valeu bem a pena a CIMT vir para a comunicação social desfazer-se em comunicados com uma estéril listagem de projectos que não é mais do que um expediente político mediático.
Além da importância estratégica para a região, este projecto era, definitivamente, um factor de arranque da união e coesão do Ribatejo. O Ribatejo foi, mais uma vez, adiado.
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
O Ribatejo foi, mais uma vez, adiado
Opinião
» 2019-01-30
» Gabriel Feitor
eis a hegemonização política de Abrantes, com a complacência e fretes dos senhores presidentes da região
Estou de consciência tranquila quando defendi, em agosto passado, no âmbito da consulta dos investimentos prioritários para a região, a conclusão da ligação do antigo IC3, previsto no PRN desde 1985, entre a Atalaia (Barquinha) e Almeirim. Defendi então, como continuo a defender, que este assunto era importante para a região, não para o Médio Tejo, que não entendo ser uma região, mas sim para o Ribatejo uno e coeso. A questão da travessia do Tejo é mais um exemplo de porque se devia trazer novamente à ordem do dia o assunto da regionalização, a defesa do Ribatejo uno e questionar este tipo de divisões administrativas que nos querem impingir a partir dos gabinetes de Lisboa. Esta empreitada resolveria dois problemas graves: o desvio de transito pesado das localidades de Almeirim, Alpiarça e Chamusca – e lembremo-nos da importância do Eco Parque do Relvão – e a construção de uma nova travessia do Tejo que colmatará a actual e vergonhosa situação da Ponte da Chamusca.
O Plano Nacional de Investimentos 2030 foi conhecido esta semana e, como seria de esperar, este projecto não fora contemplado. Sucedeu o que eu havia avisado em agosto: a hegemonização política de Abrantes, que vai ficar com uma nova ponte sobre o Tejo através da conclusão IC9 entre aquela cidade e Ponte de Sor, com a complacência e fretes dos senhores presidentes de câmara da região. E eu volto a repetir: isto não é nada contra Abrantes; eu só peço é o equilíbrio territorial que não se verifica.
Tal era de esperar porquê? Fácil. Semanas antes da realização da reunião do órgão executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), o Conselho Intermunicipal, de onde deveriam sair as conclusões da discussão sobre os investimentos prioritários para a região num caderno de decisões a apresentar ao Governo, já um deputado à Assembleia da República, eleito pelo círculo de Santarém, se andava a vangloriar pelas redes sociais do seu papel na decisão de uma nova travessia do Tejo, como se a marosca já estivesse pronta, e a presidente da CIMT, também presidente da autarquia abrantina, se desdizia em declarações sobre o assunto em que não se percebia muito bem onde começava o exercício de um cargo e acabava o de outro.
Valeu bem a pena a CIMT vir para a comunicação social desfazer-se em comunicados com uma estéril listagem de projectos que não é mais do que um expediente político mediático.
Além da importância estratégica para a região, este projecto era, definitivamente, um factor de arranque da união e coesão do Ribatejo. O Ribatejo foi, mais uma vez, adiado.
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
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» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
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» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
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» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
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» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
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» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |