• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Terça, 13 de Novembro de 2018
Pesquisar...
Sex.
 20° / 10°
Períodos nublados com chuva fraca
Qui.
 21° / 11°
Períodos nublados
Qua.
 21° / 10°
Céu limpo
Torres Novas
Hoje  20° / 9°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

O que se perfila

Opinião  »  2017-11-30  »  Jorge Carreira Maia

"Parte dos socialistas parece ansiosa em libertar-se do apoio da esquerda para voltar às suas velhas políticas, que conduziram o país onde se sabe."

Apesar dos trágicos acontecimentos ligados aos incêndios e de algumas patetices governamentais, a esquerda continua, nas sondagens, a ser largamente maioritária. O problema começa agora que os acordos, que estabeleceram a coligação parlamentar, estão praticamente cumpridos. O primeiro problema é o próprio tipo de solução política existente. O facto do governo não ser de coligação, com um acordo político sólido e com a responsabilidade partilhada por toda a esquerda, conduz a que todos comecem a calcular o que pode ser mais benéfico para si próprios. Um governo de coligação distribuiria mais justamente pelos três partidos os méritos e os deméritos da governação, sem que tivéssemos de assistir ao espectáculo impúdico que, por vezes, nos é oferecido do regatear de méritos na praça pública.

O segundo problema é que a partir de agora a idiossincrasia de cada partido vais ser mais forte do que a necessidade de sustentar uma solução política consistente. O PS está a retornar ao que é há muito. O caso das rendas da EDP é um sinal importante de que assim é. Como foi sublinhado por Miguel Sousa Tavares, o silêncio do governo – mas também da oposição de direita – perante o discurso de Mariana Mortágua, na aprovação do Orçamento, foi revelador de que o PS não deixou de ser o que era. Juntamente com o PSD e o CDS, um sustentáculo dos interesses instalados que devoram a fazenda pública e a privada. Parte dos socialistas parece ansiosa em libertar-se do apoio da esquerda para voltar às suas velhas políticas, que conduziram o país onde se sabe.

Também o BE e o PCP estão pouco dispostos a trocar, no futuro, o conforto ideológico de partidos de contestação por um papel de partidos de governo dentro do actual quadro de compromissos do país na esfera europeia e do euro. O que o país precisa das esquerdas é de um programa sério de reforma do Estado, construindo uma transparência que não existe, um projecto de diminuição do papel dos governos na instrumentalização das instituições públicas, um desígnio de modernização da economia e um plano sólido da preparação dos cidadãos para enfrentar os desafios da economia globalizada. Tudo isto dentro de um quadro de reforço da liberdade de iniciativa privada e de igualdade de oportunidades. O que o eleitorado de esquerda vai ter à sua disposição, a continuarmos no actual caminho, será bem diferente. Um PS amancebado, mais uma vez, com os grandes interesses, o BE preso em causas fracturantes e o PCP limitado à reivindicação social. O país e o eleitorado de esquerda mereciam outra coisa.

http://kyrieeleison-jcm.blogspot.pt/

 

 

 Outras notícias - Opinião


Joaquim Paço d`Arcos »  2018-11-09  »  Jorge Carreira Maia

Foi só agora que cheguei à leitura de Joaquim Paço d’Arcos (1908-1979). Não fazia parte daquele grupo de escritores tidos por referência, apesar de ter sido bastante lido nos anos 40 e 50 do século passado.
(ler mais...)


Orçamento municipal 2019 »  2018-11-09  »  António Gomes

O OM é o documento orientador mais importante da gestão municipal.

É um documento técnico que deve ter plasmadas as contas do município, mas é sobretudo um documento político que espelha as prioridades e as opções de quem aqui governa.
(ler mais...)


Coesão »  2018-10-27  »  João Carlos Lopes

A criação da província do Ribatejo, em 1936, surgiu na sequência de movimentações das “forças vivas” de toda uma vasta região que, grosso modo, vai de Vila Franca a Abrantes, e cujo potencial económico (a agricultura, sobretudo, mas já os grandes polos industriais emergentes), enunciava razões de sobra para um “destaque” face à imensa e diversa Estremadura.
(ler mais...)


O campo das piscinas »  2018-10-27  »  António Gomes

Entendamo-nos: o acesso à fruição de piscinas por puro recreio, manutenção física ou prática desportiva deveria ser de acesso fácil. Infelizmente, em Torres Novas, a generalidade da população, na época do calor, no verão, não tem onde refrescar-se, não temos piscinas de verão e as que já tivemos são recordadas com muita saudade.
(ler mais...)


Compreender e prevenir as doenças cardiovasculares »  2018-10-27  »  Juvenal Silva

Na categoria de doenças cardíacas e cardiovasculares, estão englobadas vários tipos de doenças, entre as quais destaco: aterosclerose, angina de peito e ataque cardíaco.
As artérias desempenham um importantíssimo trabalho de transporte de sangue do coração para outras partes do nosso corpo.
(ler mais...)


O desejo da barbárie »  2018-10-24  »  Jorge Carreira Maia

Vive-se, em Portugal, uma doce ilusão, a de que ainda não fomos tocados pelo vírus do populismo. É um facto que os principais agentes políticos têm evitado recorrer ao mais sombrio populismo político.
(ler mais...)


Casimiro Pereira… dedicação e simplicidade »  2018-10-12  »  Anabela Santos

Pego na caneta, no papel, sento-me na mesa do café e questiono-me: como me atrevo a escrever sobre este senhor? – Não sei, corro o risco, simplesmente.

Era uma miúda, criança mesmo, quando Casimiro Pereira começou a sua vida autárquica em Torres Novas.
(ler mais...)


Como prevenir e tratar infeções urinárias »  2018-10-12  »  Juvenal Silva

Como prevenir e tratar infeções urinárias

As infeções urinárias são muito incómodas e mais recorrentes nas mulheres, que as obrigam a consultas médicas algumas vezes ao ano. Normalmente, o tratamento consiste na toma de antibióticos, que matam a infeção presente, mas deixam a bexiga vulnerável a uma próxima invasão bacteriana.
(ler mais...)


Venha daí um refrigerante fresquinho! »  2018-10-12  »  Miguel Sentieiro

Sumol é um dos actuais alvos da implacável máquina fiscal. Essa refrescante bebida de laranja, com bolhinhas, que nos alivia o calor no pingo do verão, afinal é um vilão cheio de sacarose para nos envenenar.
(ler mais...)


Passa »  2018-10-12  »  Inês Vidal

A Golegã auto intitula-se capital do cavalo. Veiga Maltez gostava de cavalos, havia cavalos na vila, sacou daquela da cartola e um dia disse: “cavalos são na Golegã”. A ideia pegou, vendeu e hoje já não é só o presidente que lhe chama assim.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)
»  2018-11-09  »  Jorge Carreira Maia Joaquim Paço d`Arcos
»  2018-11-09  »  António Gomes Orçamento municipal 2019