Abrilando
Opinião
» 2018-05-03
» Margarida Oliveira
"A generosidade maior de Abril foi dar a liberdade a todos,"
A jornada diária de oito horas de trabalho, banal nos dias de hoje, foi conquistada um pouco por todo o mundo, com sangue, suor e lágrimas. Comemorada no primeiro de todos os dias de maio, foi uma das muitas comemorações reprimidas pela PIDE, por ser combustível dos anseios do povo. Foi e é um dia temido pelos poderes opressores. Como o são todos os dias, manifestações ou motivos de esperança de quem trabalha, de quem sonha, de quem produz. De quem luta.
O de 74’ foi o primeiro comemorado em liberdade. Com emoções ao rubro, apenas seis dias volvidos do mais belo dia de todos os Abris. E o mais belo dos Abris tem pai. E mãe.
E aqueles que não o foram (pai ou mãe), renegam-lhe despudoradamente os seus obreiros. Não podendo apagar a mais linda viragem da história do nosso país e do seu povo, exemplo para o mundo, não podendo sequer dizer-se contra essa página de luz, não por falta de liberdade, que a têm, mas por vergonha na cara, fazem do 25 de Abril de 1974 não só um dia órfão, mas, pulhice maior, dizem-no irmão mais velho de um outro 25, sabujo e sujo, ganancioso e ressabiado.
Perene nos corações dos que verdadeiramente amam. E lutam, por todos e mais bonito ainda, para todos, 74’ só tem um 25 que é de amor, luta e liberdade. O de Abril.
Fazem-se comemorações ocas, de sentimento e conteúdo, ofendendo a Abril, os seus ideais e liberdades, e a Maio, os direitos conquistados e reconhecidos, a jornadas de trabalho dignas, a tempo para o lazer e para a família, a relações laborais justas, a salários que reconheçam o contributo dos trabalhadores para o desenvolvimento do país e que lhes permitam viver o tempo não laboral, que tão duramente conquistaram, com tranquilidade, com acesso à cultura, ao lazer, que não seja ficar fechado em casa, dormente, porque assim o tempo passa mais depressa e não se gasta o dinheiro que não se tem, para viver uma vida que tanto se merece.
A generosidade maior de Abril foi dar a liberdade a todos, de forma democrática e indiscriminada, mesmo àqueles que de forma mais ou menos aberta lutaram e lutam ainda hoje contra os seus ideais. A de Maio foi o orgulho, orgulho na dignidade de quem trabalha, de quem produz, de quem gera riqueza para si e para o outro.
São a marca de água do carácter bonito da nossa história popular, indelével, porque «as portas que Abril» abriu foram arrancadas dos gonzos e deitadas por terra.
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Abrilando
Opinião
» 2018-05-03
» Margarida Oliveira
A generosidade maior de Abril foi dar a liberdade a todos,
A jornada diária de oito horas de trabalho, banal nos dias de hoje, foi conquistada um pouco por todo o mundo, com sangue, suor e lágrimas. Comemorada no primeiro de todos os dias de maio, foi uma das muitas comemorações reprimidas pela PIDE, por ser combustível dos anseios do povo. Foi e é um dia temido pelos poderes opressores. Como o são todos os dias, manifestações ou motivos de esperança de quem trabalha, de quem sonha, de quem produz. De quem luta.
O de 74’ foi o primeiro comemorado em liberdade. Com emoções ao rubro, apenas seis dias volvidos do mais belo dia de todos os Abris. E o mais belo dos Abris tem pai. E mãe.
E aqueles que não o foram (pai ou mãe), renegam-lhe despudoradamente os seus obreiros. Não podendo apagar a mais linda viragem da história do nosso país e do seu povo, exemplo para o mundo, não podendo sequer dizer-se contra essa página de luz, não por falta de liberdade, que a têm, mas por vergonha na cara, fazem do 25 de Abril de 1974 não só um dia órfão, mas, pulhice maior, dizem-no irmão mais velho de um outro 25, sabujo e sujo, ganancioso e ressabiado.
Perene nos corações dos que verdadeiramente amam. E lutam, por todos e mais bonito ainda, para todos, 74’ só tem um 25 que é de amor, luta e liberdade. O de Abril.
Fazem-se comemorações ocas, de sentimento e conteúdo, ofendendo a Abril, os seus ideais e liberdades, e a Maio, os direitos conquistados e reconhecidos, a jornadas de trabalho dignas, a tempo para o lazer e para a família, a relações laborais justas, a salários que reconheçam o contributo dos trabalhadores para o desenvolvimento do país e que lhes permitam viver o tempo não laboral, que tão duramente conquistaram, com tranquilidade, com acesso à cultura, ao lazer, que não seja ficar fechado em casa, dormente, porque assim o tempo passa mais depressa e não se gasta o dinheiro que não se tem, para viver uma vida que tanto se merece.
A generosidade maior de Abril foi dar a liberdade a todos, de forma democrática e indiscriminada, mesmo àqueles que de forma mais ou menos aberta lutaram e lutam ainda hoje contra os seus ideais. A de Maio foi o orgulho, orgulho na dignidade de quem trabalha, de quem produz, de quem gera riqueza para si e para o outro.
São a marca de água do carácter bonito da nossa história popular, indelével, porque «as portas que Abril» abriu foram arrancadas dos gonzos e deitadas por terra.
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
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» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
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» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
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» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
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» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
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» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |