Falar por falar
Opinião
» 2017-12-12
» Anabela Santos
"Estamos a viver a quadra natalícia. Uma época que dura meses e meses, não tem fim"
Hoje, sentei-me no sofá em frente à lareira. Trouxe comigo caneta e papel – ainda não me sinto conquistada pelas novas tecnologias – e pensei: “Se estou aqui, “munida com estas armas”, é porque me apetece escrever”. Mas escrever sobre o quê?
Poderia voltar a falar no que está menos bem na nossa cidade. Falar do lixo que encontro, diariamente, nas ruas e que insiste em ficar à espera que alguém de bom senso se lembre que não é ali o seu lugar.
Mas já tantas pessoas escrevem sobre as mazelas deste concelho. O lixo, o rio, o centro histórico, aldeias abandonadas… Não, não quero, não me apetece falar!
Também podia escrever sobre a eleição do nosso presidente da Câmara, Pedro Ferreira, para o conselho diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Parabéns, senhor presidente! Mas outros falarão e também não quero, não me apetece falar!
E sobre o Natal?
Estamos a viver a quadra natalícia. Uma época que dura meses e meses, não tem fim. Sim, é verdade. Não vivemos intensamente, com fé e alegria, a noite e dia de Natal. Não nos limitamos a celebrar, em paz e amor, num período de vinte e quatro horas, o nascimento do Menino Jesus. Muitos nem se lembram que é esta a razão de tanta luz, alegria, euforia, sorrisos e abraços nesta altura do ano. O Natal não se limita a uma noite e um dia mágico em família. Somos invadidos pelo “espírito” natalício desde Outubro e esta invasão dura e perdura até Janeiro, até ao dia de Reis.
Mas, também, todos escrevem sobre este tema. O Natal dos ricos, dos pobres, o consumismo, a injustiça social, o “encoberto”. E não falo de D. Sebastião que um dia nos deixou e, ainda hoje, desejamos que volte, pois acreditamos que só o seu regresso nos voltará a fazer ter esperança num país melhor.
O Natal… que seja vivido com muito amor, paz e confiança. Mas não é sobre isto que quero falar, não me apetece!
Entretanto, lembrei-me de algo importante. Lembrei-me das dezenas e dezenas de homens, mulheres (de mais ou menos idade), jovens e crianças que durante todo o ano, e principalmente nesta época, dedicam muitas horas dos seus dias em prol dos outros. Pessoas que, todos os dias, se lembram que não há Natal em muitas casas do nosso concelho. E, o que é de louvar, é que não se lembram só nesta época em que todos levantamos a bandeira da solidariedade. Eles sabem, eles conhecem, eles têm a certeza que é urgente o Natal durante todo o ano.
Ligados a organizações, instituições, associações, grupos, pessoas individuais… Tantos que festejam, todo o ano, o nascimento do Menino Jesus. Durante trezentos e sessenta e cinco dias, carregam a bandeira da solidariedade levando, assim, um pouco de alento aos torrejanos menos favorecidos. Sim, podemos fingir que não sabemos, mas há muitos torrejanos a viver com dificuldades e que dependem, infelizmente, da bondade e da generosidade dos outros.
É nossa obrigação reconhecer e agradecer todo o seu trabalho e dedicação. A preocupação vivida por estas pessoas, diariamente, mostra-nos o verdadeiro espírito natalício. Obrigada!
Afinal, acabei por escrever. Sobre o quê? Não sei… falei só por falar.
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Falar por falar
Opinião
» 2017-12-12
» Anabela Santos
Estamos a viver a quadra natalícia. Uma época que dura meses e meses, não tem fim
Hoje, sentei-me no sofá em frente à lareira. Trouxe comigo caneta e papel – ainda não me sinto conquistada pelas novas tecnologias – e pensei: “Se estou aqui, “munida com estas armas”, é porque me apetece escrever”. Mas escrever sobre o quê?
Poderia voltar a falar no que está menos bem na nossa cidade. Falar do lixo que encontro, diariamente, nas ruas e que insiste em ficar à espera que alguém de bom senso se lembre que não é ali o seu lugar.
Mas já tantas pessoas escrevem sobre as mazelas deste concelho. O lixo, o rio, o centro histórico, aldeias abandonadas… Não, não quero, não me apetece falar!
Também podia escrever sobre a eleição do nosso presidente da Câmara, Pedro Ferreira, para o conselho diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Parabéns, senhor presidente! Mas outros falarão e também não quero, não me apetece falar!
E sobre o Natal?
Estamos a viver a quadra natalícia. Uma época que dura meses e meses, não tem fim. Sim, é verdade. Não vivemos intensamente, com fé e alegria, a noite e dia de Natal. Não nos limitamos a celebrar, em paz e amor, num período de vinte e quatro horas, o nascimento do Menino Jesus. Muitos nem se lembram que é esta a razão de tanta luz, alegria, euforia, sorrisos e abraços nesta altura do ano. O Natal não se limita a uma noite e um dia mágico em família. Somos invadidos pelo “espírito” natalício desde Outubro e esta invasão dura e perdura até Janeiro, até ao dia de Reis.
Mas, também, todos escrevem sobre este tema. O Natal dos ricos, dos pobres, o consumismo, a injustiça social, o “encoberto”. E não falo de D. Sebastião que um dia nos deixou e, ainda hoje, desejamos que volte, pois acreditamos que só o seu regresso nos voltará a fazer ter esperança num país melhor.
O Natal… que seja vivido com muito amor, paz e confiança. Mas não é sobre isto que quero falar, não me apetece!
Entretanto, lembrei-me de algo importante. Lembrei-me das dezenas e dezenas de homens, mulheres (de mais ou menos idade), jovens e crianças que durante todo o ano, e principalmente nesta época, dedicam muitas horas dos seus dias em prol dos outros. Pessoas que, todos os dias, se lembram que não há Natal em muitas casas do nosso concelho. E, o que é de louvar, é que não se lembram só nesta época em que todos levantamos a bandeira da solidariedade. Eles sabem, eles conhecem, eles têm a certeza que é urgente o Natal durante todo o ano.
Ligados a organizações, instituições, associações, grupos, pessoas individuais… Tantos que festejam, todo o ano, o nascimento do Menino Jesus. Durante trezentos e sessenta e cinco dias, carregam a bandeira da solidariedade levando, assim, um pouco de alento aos torrejanos menos favorecidos. Sim, podemos fingir que não sabemos, mas há muitos torrejanos a viver com dificuldades e que dependem, infelizmente, da bondade e da generosidade dos outros.
É nossa obrigação reconhecer e agradecer todo o seu trabalho e dedicação. A preocupação vivida por estas pessoas, diariamente, mostra-nos o verdadeiro espírito natalício. Obrigada!
Afinal, acabei por escrever. Sobre o quê? Não sei… falei só por falar.
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
|
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
|
» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
|
» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
|
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
|
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |