• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Quinta, 17 Janeiro 2019    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Dom.
 14° / 8°
Períodos nublados com chuva fraca
Sáb.
 16° / 9°
Céu nublado com chuva fraca
Sex.
 13° / 3°
Céu nublado com chuva moderada
Torres Novas
Hoje  14° / 6°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

“Médio Tejo não é uma região”

Sociedade  »  2018-08-31 

Independentes de Alcanena querem um ribatejo uno e coeso

É a primeira vez que um autarca diz, preto no branco, o que muitos sentem mas nunca ousaram dizer: Gabriel Feitor, vereador da câmara de Alcanena, lançou o grito de Ipiranga para pôr fim a um desvario político-administrativo que destruiu a região do Ribatejo por conta de cargos e interesses partidários.

O contexto é a obrigação que as comunidades intermunicipais têm de, até ao dia 13 de Setembro, apresentarem uma posição concertada ao Governo central sobre os investimentos que entendem prioritários para o próximo quadro comunitário de apoio. A comunidade intermunicipal do chamado “Médio Tejo” e a sua congénere da parte sul da região, chamada “da Lezíria”, cada uma agrupando os seus municípios, deveriam, pois, acordar cada uma nos empreendimentos estruturantes que acham necessários.

O problema é que há quem considere que os investimentos e as prioridades deveriam ser vistos numa perspectiva mais global da região, aquilo que em termos gerais é o antigo Ribatejo ou, por outro lado, o antigo distrito de Santarém, por não fazer sentido duas pequenas unidades territoriais fazerem-no isoladamente.

Uma das questões que está em cima da mesa é a conclusão da A13, que implica uma nova travessia do Tejo. A via liga a A2, junto à Marateca, até próximo de Santarém (neste momento), faltando concluir o resto do troço a partir de Almeirim, previsto até à Atalaia, onde ligará à A23 seguindo sempre pela margem esquerda até próximo da velha ponte da Chamusca, o que implica uma nova ponte. Este investimento figura no plano rodoviário nacional desde 1985 e visa retirar o tráfego intenso dos núcleos urbanos de Almeirim, Alpiarça e Chamusca, resolvendo também o problema da ponte da Chamusca, actualmente um imbróglio para o trânsito de veículos.

Na reunião do executivo municipal de Alcanena, do passado dia de 20 de agosto, o vereador dos Cidadãos por Alcanena, Gabriel de Oliveira Feitor, apelou a que esta negociação tenha em conta toda a região do Ribatejo e não a já “tradicional centralização em Abrantes”, como referiu.

Gabriel Feitor questionou directamente a presidente da câmara, tentando saber se a maioria socialista tem algo pensado sobre o assunto, mas Fernanda Asseiceira disse apenas que em Setembro levará à reunião da câmara algo já definido. O jovem vereador foi peremptório: “Compreendemos que este assunto é importante para a região, não para o Médio Tejo, que não entendemos ser uma região, mas sim para o Ribatejo uno e coeso. A questão da travessia do Tejo é mais um exemplo de porque devemos trazer novamente à ordem do dia o assunto da regionalização, a defesa do Ribatejo uno e questionar este tipo de divisões administrativas que nos querem impingir a partir dos gabinetes de Lisboa”, disse o jovem investigador da história local alcanenenese.

Gabriel Feitor considera também que os investimentos estruturantes não devem ser definidos “novamente por uma hegemonização política de Abrantes com os municípios limítrofes mais pequenos a seu reboque, como parece ser evidente nas palavras e atitudes de Abrantes na comunicação social. Não é nada concreto contra Abrantes ou contra as suas gentes, mas, e isso sim, a reivindicação da igualdade territorial que não se tem verificado ao longo destes anos”, assegurou.
Feitor alude a eventuais manobras tendentes a desviar o troço em falta da A13 mais para norte, ou mesmo na “concertação” de uma nova travessia do Tejo junto ao Tramagal como prioridade, para servir as empresas locais, deixando a ver navios, por mais longos anos, a conclusão do troço da A13 até à Atalaia e a respectiva travessia junto à Chamusca.

Para os Cidadãos por Alcanena, é mesmo prioritária a conclusão do troço a A13 entre Almeirim e Atalaia, já que que iria “resolver dois problemas essenciais: o desvio de trânsito pesado das localidades de Almeirim, Alpiarça e Chamusca e a construção de uma nova travessia do Tejo que colmatará a actual e vergonhosa situação da Ponte da Chamusca. Entendemos, portanto, que esta é a prioridade na nossa visão de um Ribatejo uno e coeso”.

OPINIÃO

Ribatejo e fundos comunitários: um chico-espertismo vergonhoso


Há décadas que, para efeitos de planeamento do território, investimentos estruturantes da administração central e também para questões de organização administrativa do Estado no domínio da desconcentração de serviços, o país está dividido em cinco regiões-plano, cada uma sob a tutela de Comissões de Coordenação (CCR): CCR Norte, CCR Centro, CCR Lisboa e Vale do Tejo, CCR Alentejo e CCR Algarve. Cada uma destas regiões, que tinha e tem organismos desconcentrados da administração do Estado (na segurança social, na saúde, na educação, na cultura) era sub-dividida e formada por sub-regiões. A Região de Lisboa e Vale do Tejo (CCRLVT), no caso, era composta pela Península de Setúbal, Área Metropolitana de Lisboa, Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo. Estas unidades administrativas-territoriais tinham e têm também funções de unidades de referência estatística, para os mais diversos indicadores, nomeadamente de desenvolvimento social, estatísticas que depois servem para justificar políticas e apoios financeiros de forma diversa consoante as diversas realidades.

Há uns anos, a Região de Lisboa e Vale do Tejo, no seu conjunto, tinha atingido índices de desenvolvimento que a retiravam do conjunto de regiões que recebem mais fundos europeus, isto é, do dinheiro da Europa para obras faustosas e caprichos paroquiais. O que fez o governo português, em alegre conluio com os autarcas do arco da governação autárquica? Retirou a Lezíria do Tejo, para fins relacionados com os apoios comunitários, da CCRLVT, e espetou-a, sem vergonha, na CCR Alentejo. E enfiou o Médio Tejo na CCR Centro. Com esta trapaça, juntaram estas duas sub-regiões da RLVT a outras com índices de desenvolvimento muito mais baixos e, fazendo as contas, continuaram a receber dinheiro da Europa à tripa forra.

A consequência foi o retalho grotesco e vergonhoso de uma região, o Ribatejo, que estava toda incluída na RLVT: no turismo, Santarém depende do Alentejo. Isto quer dizer que o Alentejo começa ali a seguir ao portão da Cardiga. Torres Novas ou Alcanena estão na mesma “região”, dependente de Coimbra, que vai de Torres Vedras a Figueira de Castelo Rodrigo, isto porque o Oeste também, foi metido, sem apelo nem agravo, na região Centro, que vai até às margens do Douro. É um autêntico filme de terror que deveria envergonhar um país, mas é claro que a aldrabice para enganar a Europa na caça aos dinheiros dos fundos também só é possível porque, nos corredores da política europeia, há cúmplices que acompanharam a parada de um país habituado ao truque baixo e à manhosice desbragada.

Em grande parte das áreas relacionadas com a economia, emprego, segurança social, saúde, administração em geral, etc, os concelhos do antigo distrito de Santarém continuam a integrar a Região de Lisboa e Vale do Tejo. Mas para efeitos de fundos comunitários e, portanto, de planeamento estratégico e política de investimentos estruturantes, quando se pensava que era aí que teria de haver uma visão para um território coerente, os milhões da Europa vão ser mais uma vez dizimados a retalho, segundo as estratégias políticas pessoais e de "família" e, de preferência, a fazer pendant com calendários eleitorais.

Na altura em que se arquitectou esta trapaça, os autarcas não esconderam de ninguém a sua ética e coerência política. "O que interessa é os milhões continuarem a pingar". Foi a mesma coisa que se ouviu agora, em Pedrógão Grande, daqueles que vieram desculpabilizar os aldrabões que, segundo rezam as crónicas, se terão aproveitado da generosidade alheia. A mesma conversa de sempre, dos mesmos de sempre. J.C.L

 

 

 Outras notícias - Sociedade


JORNAL TORREJANO de luto: morreu Joaquim da Silva Lopes »  2019-01-17 

Joaquim da Silva Lopes, primeiro director desta série do JORNAL TORREJANO, tinha 72 anos e era natural de Curvaceiras (Paialvo, Tomar).

Radicado em Torres Novas desde o início da década de 70 do século passado, residira entretanto durante alguns anos em Riachos, onde colaborou estreitamente com o jornal “O Riachense”, de que foi sub-director.
(ler mais...)


Constância: mais de 100 mil euros para criar espaço multiusos no centro da vila »  2019-01-14 

Estão a decorrer obras de remodelação do Largo Cabral Moncada, no centro de Constância, com o objectivo de o transformar num espaço multiusos, informou a câmara municipal em comunicado. Na mesma informação prestada pelo município, lê-se que a solução encontrada foi objecto de uma “reflexão cuidada” e a ideia é transformar aquele ermo num novo “cartão de visita”.
(ler mais...)


Alcanena: antigo “kalifa” subiu ao palco do São Pedro »  2019-01-11 

O Cine-Teatro São Pedro recebeu, no dia 5 de Janeiro, com casa cheia, o concerto de Ano Novo pela filarmónica da Sociedade Musical Mindense, dirigida pelo maestro João Carlos Roque Gameiro. O concerto contou com a participação de três gerações de percussionistas: Rui Venâncio, Isaac Achega e José Pedro Menezes.
(ler mais...)


Águas do Ribatejo reforça abastecimento no concelho de Torres Novas »  2019-01-11 

Ampliação do reservatório do Cerejal custa cerca de um milhão de euros e vai aumentar cinco vezes a reserva de água para a cidade e lugares envolventes

 As obras de construção de duas novas células junto do reservatório do Cerejal, em Torres Novas, estão em curso, prevendo-se que a empreitada esteja concluída no último trimestre de 2019.
(ler mais...)


Barquinha: Ilha de Almourol requalificada para acolher melhor os visitantes »  2019-01-10 

Os mais de 70.000 visitantes anuais do castelo de Almourol, concelho de Vila Nova da Barquinha, tem agora melhores condições de segurança e conforto para visita ao monumento nacional como fim das obras de valorização e arranjo paisagístico da ilha, esclarece uma nota da autarquia.
(ler mais...)


Rodoviária do Tejo: sindicatos anunciam greve para amanhã »  2019-01-02 

Segundo uma nota da estrutura distrital da CGTP, vai ter lugar amanhã, dia 3 de Janeiro, com prolongamento até ao final do dia 4, a greve dos trabalhadores das empresas Rodoviária do Tejo e Rodoviária do Lis.

A complementar esta forma de luta, diz a CGTP, estão a ser organizados pelo Sindocato dos Transportes, sindicato afecto à CGTP-IN, piquetes de greve nas principais filiais de ambas as empresas no distrito de Santarém, adiantando que os trabalhadores vão deslocar-se para a sede do Grupo Barranqueiro (Lisboa), onde se concentrarão em protesto.
(ler mais...)


Novo ano com fogo e luz em Torres Novas e na Chamusca »  2018-12-30 

A chegada do novo ano, em Torres Novas, vai ser assinalada na praça central da cidade, onde a partir das dez horas da noite deverá iniciar-se a animação musical. À meia-noite, as atenções vão estar viradas para o castelo, de onde será lançado fogo-de-artifício.
(ler mais...)


Torres Novas: Anonymous for the Voiceless vão estar na praça, amanhã »  2018-12-28 

Ligado a ideias ambientalistas e de defesa dos animais, com forte empenho na defesa de uma alimentação vegan (que rejeita a inclusão de produtos de origem animal), o grupo Anonymous for the Voiceless vai estar amanhã, sábado, pelas 15 horas, na praça 5 de Outubro, para uma acção de divulgação.
(ler mais...)


50 anos do Zeca em Lapas evocados em dois concertos na sexta à noite »  2018-12-26 

A passagem dos cinquenta anos do concerto de José Afonso nas grutas de Lapas (28 de Dezembro de 1968) vai ser assinalada em Torres Novas por duas iniciativas, no mesmo dia, à mesma hora.

O grupo LaFontinha tinha anunciado há mais de um ano e divulgado num semanário local, há cerca de três meses, a realização de um concerto para celebrar a efeméride, e era intenção do grupo realizá-lo exactamente nas grutas de Lapas.
(ler mais...)


Barquinha: posto de carregamento de veículos eléctricos já funciona »  2018-12-19 

Já pode carregar o seu automóvel eléctrico no centro histórico de Vila Nova da Barquinha, anuncia a autarquia em nota de imprensa. Hoje, 19 de Dezembro, entrou em funcionamento o novo carregador rápido (20 – 30 minutos) de veículos eléctricos instalado na Rua Marechal Carmona, em frente à igreja matriz, com capacidade para dois veículos.
(ler mais...)

 Mais lidas - Sociedade (últimos 30 dias)
»  2018-12-19  Barquinha: posto de carregamento de veículos eléctricos já funciona
»  2019-01-17  JORNAL TORREJANO de luto: morreu Joaquim da Silva Lopes
»  2018-12-19  Destilaria da Brogueira: passagem de ano com o Fatias de Cá
»  2018-12-26  50 anos do Zeca em Lapas evocados em dois concertos na sexta à noite
»  2018-12-28  Torres Novas: Anonymous for the Voiceless vão estar na praça, amanhã