Saúde: vereadora da CDU quis apresentar moção, maioria socialista disse-se indisponível para a votar naquele momento
Sociedade » 2015-04-30
Ana Filipa Rodrigues apresentou, no período antes da ordem do dia, uma proposta na qual pedia à câmara que tomasse uma posição sobre os cuidados de saúde no hospital de Torres Novas, nomeadamente que “exigisse” do conselho de administração do centro hospitalar que a unidade de Torres Novas volte a ser contemplada com um serviço de urgência médico-cirúrgica e que seja reaberto o serviço de medicina interna.
Pedro Ferreira, presidente da câmara municipal (PS), reconheceu que a proposta “representa o espírito da câmara” mas disse que não estava disponível para a votar naquela reunião, propondo o seu agendamento para uma posterior. O edil acrescentou que a proposta poderia ser “melhorada” e sublinhou que, à luz das actuais regras, não podem ser votadas nas reuniões de câmara propostas que não constem da ordem de trabalhos. Filipa Rodrigues protestou e considerou que estava a ter um tratamento diferente relativamente a outros elementos do executivo, e lembrou que naquela mesma sessão acabara de ser aprovado um voto de pesar e que a mesma não estava agendada.
No que respeita à proposta, a vereadora da CDU referia que as populações “estão a sofrer com a falta de meios adequados quando recorrem ao CHMT”, nomeadamente com o facto de encontrarem recorrentemente as urgências sobrelotadas, com a falta de internamento (apesar de ter estado aberto durante o surto de gripe) e a atribuição de altas precoces que conduzem a reinternamentos - razões que, na óptica da CDU justificam a medicina interna e a reclassificação das urgências.
“Considerando que o CHMT tem verbas disponíveis para contratar médicos e que todas as categorias profissionais de saúde consideram fundamental a existência do serviço de medicina interna nos três hospitais, a CDU entende estarem reunidas as condições para o reforço de meios do hospital de Torres Novas”.
Entretanto, na assembleia da comunidade intermunicipal realizada na terça-feira, dia 28, elementos da CDU quiseram submeter à aprovação a mesma proposta mas “o PS impediu por razões formais a aprovação da proposta da CDU”, refere Ramiro Silva, que substituiu Manuel Ligeiro naquela sessão.
“A CDU lamenta tal atitude, uma vez que a proposta poderia ser enriquecida com as intervenções até então feitas pelos membros da assembleia. Com esta atitude negativa do PS, ficam a perder as populações da região”, conclui.
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Saúde: vereadora da CDU quis apresentar moção, maioria socialista disse-se indisponível para a votar naquele momento
Sociedade » 2015-04-30Ana Filipa Rodrigues apresentou, no período antes da ordem do dia, uma proposta na qual pedia à câmara que tomasse uma posição sobre os cuidados de saúde no hospital de Torres Novas, nomeadamente que “exigisse” do conselho de administração do centro hospitalar que a unidade de Torres Novas volte a ser contemplada com um serviço de urgência médico-cirúrgica e que seja reaberto o serviço de medicina interna.
Pedro Ferreira, presidente da câmara municipal (PS), reconheceu que a proposta “representa o espírito da câmara” mas disse que não estava disponível para a votar naquela reunião, propondo o seu agendamento para uma posterior. O edil acrescentou que a proposta poderia ser “melhorada” e sublinhou que, à luz das actuais regras, não podem ser votadas nas reuniões de câmara propostas que não constem da ordem de trabalhos. Filipa Rodrigues protestou e considerou que estava a ter um tratamento diferente relativamente a outros elementos do executivo, e lembrou que naquela mesma sessão acabara de ser aprovado um voto de pesar e que a mesma não estava agendada.
No que respeita à proposta, a vereadora da CDU referia que as populações “estão a sofrer com a falta de meios adequados quando recorrem ao CHMT”, nomeadamente com o facto de encontrarem recorrentemente as urgências sobrelotadas, com a falta de internamento (apesar de ter estado aberto durante o surto de gripe) e a atribuição de altas precoces que conduzem a reinternamentos - razões que, na óptica da CDU justificam a medicina interna e a reclassificação das urgências.
“Considerando que o CHMT tem verbas disponíveis para contratar médicos e que todas as categorias profissionais de saúde consideram fundamental a existência do serviço de medicina interna nos três hospitais, a CDU entende estarem reunidas as condições para o reforço de meios do hospital de Torres Novas”.
Entretanto, na assembleia da comunidade intermunicipal realizada na terça-feira, dia 28, elementos da CDU quiseram submeter à aprovação a mesma proposta mas “o PS impediu por razões formais a aprovação da proposta da CDU”, refere Ramiro Silva, que substituiu Manuel Ligeiro naquela sessão.
“A CDU lamenta tal atitude, uma vez que a proposta poderia ser enriquecida com as intervenções até então feitas pelos membros da assembleia. Com esta atitude negativa do PS, ficam a perder as populações da região”, conclui.
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