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Um médico não pode fazer isto

Opinião  »  2016-12-14  »  Juvenal Silva

"Bandalheira, crendice, adivinhação, ciências ocultas, charlatanice, bruxaria,” são epítetos ofensivos"

Nunca gostei de alimentar polémicas, nem irei fazê-lo seguramente, porque a minha intenção é, somente, esclarecer sobre a verdade da mentira do artigo publicado na edição de 29/11/2016 deste jornal, com o título “A banha da cobra”, de autoria e responsabilidade do Dr. Helder Simões, médico especialista em endocrinologia. É verdade que existe uma “guerra” contra as terapêuticas não convencionais, vulgo medicina natural, visando a intoxicação pública e a desinformação.
É verdade que têm sido publicados alguns artigos com linguagem imprópria, mas normalmente de indivíduos que não são médicos e que procuram protagonismo, repetindo sempre o mesmo, tanta é a ignorância…
Neste caso, fiquei perplexo com o teor do texto, com as imprecisões, com linguagem ofensiva e desrespeitadora para com milhões de utentes destas medicinas. Linguagem ofensiva para muitos milhares de profissionais destas medicinas que também estudaram e se especializaram e que estão inscritos na ACSS (Associação Central do Sistema de Saúde). Linguagem também ofensiva para com os próprios colegas médicos, que respeitam e professam as práticas da medicina natural. Sim, repito e afirmo, médicos que também professam as práticas da medicina natural. E são mesmo muitos, muito mais do que possam imaginar…
Mas, mais grave ainda, é ofender a Casa da Democracia, os partidos políticos, os deputados, o Parlamento Português, onde foram democraticamente votadas as leis e, pasme-se, ofender o chefe supremo da nação, o Presidente da República, que promulgou as leis.
“Bandalheira, crendice, adivinhação, ciências ocultas, charlatanice, bruxaria,” são epítetos ofensivos, que merecem um ato de contrição público. Sou defensor dos bons médicos que os há e sou defensor da medicina convencional, que é necessária, assim como é necessária a medicina natural. Devo confessar que fiquei muito triste, porque o digníssimo autor é um jovem médico, com boa reputação humana e profissional, com atividade científica e premiado por diversas vezes.
Por conseguinte, é uma pessoa com idoneidade intelectual e, com obrigação de ser imparcial na análise e na transmissão do conhecimento.
Para que fique bem esclarecido: a Lei 45/2003, de 22 Agosto, reconhece como actividade profissional as seguintes práticas: acupuntura, fitoterapia, homeopatia, medicina tradicional chinesa, naturopatia, osteopatia, quiropraxia. A mais recente Lei 71/2013, de 2 de Setembro, define os requisitos do exercício e de acesso à profissão, que implica uma formação ao nível de licenciatura, que aguarda neste momento nova portaria ao nível do ensino.
É importante realçar que já estão a decorrer as licenciaturas de osteopatia, ano lectivo 2016/2017. Em relação ao licenciamento dos locais para o exercício da actividade, a portaria 182/2014, de 12 de Setembro, estabelece os requisitos relativos à organização e funcionamento, bem como instalações técnicas.
Os profissionais das terapêuticas não convencionais, à semelhança de todos os profissionais de saúde, têm obrigatoriamente de obter a cédula profissional na ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde). Todos os inscritos tiveram que fazer prova das suas habilitações, formações e especialidades, de acordo com todos os preceitos legais.
É importante referir que existem vários médicos que abandonaram completamente a carreira para se devotarem ao exercício das práticas naturais e outros que, sendo cientistas e investigadores e oncólogos, recorrem às práticas naturais para tratarem os seus pacientes, tendo também a bondade de transmitir ao mundo as suas descobertas e os seus êxitos.
Sobre evidências científicas? Estão disponíveis para quem queira estudar e consultar. Estudos científicos de plantas medicinais reconhecidos internacionalmente? Existem vários tratados publicados pela Fundação Calouste Gulbenkian, “manuais universitários” elaborados por conceituados investigadores portugueses. João Beles, naturopata português, editou recentemente “Naturopatia – A Natureza Cura a Natureza”, onde divulga mais de 1000 estudos científicos.
Outros manuais de fitoterapia com carácter internacional,elaborados pelos famosos investigadores, Dr. Efrain Olszewer, Volker Fintelmann, Rudolf Fritz Weiss. Médicos famosos e investigadores na área oncológica, praticantes e divulgadores das práticas naturais, existem milhares, mas apenas citarei alguns:
Dra. Kelly A. Turner, Drª. Odile Fernandez, Dr. Henri Joyeux, Dr. Joel Fuhrman, Dr. Joel K. Kahn. Os tratados de saúde Natural do médico Ernest Schneider, o famoso médico japonês Dr. Hiromi Shinya, célebre por ter realizado a primeira cirurgia ao cólon sem incisão abdominal, também praticante das terapêuticas naturais, e um crítico da medicina da doença. Por último, não poderia deixar de citar um médico português de prestigiado valor, o Dr. Manuel Pinto Coelho, que ultimamente publicou “Chegar Novo a Velho”, em que nos ensina métodos naturais para viver com energia e vigor.
A propósito de tudo isto e, sem qualquer interesse crítico, mas apenas para reflexão, por ser a intenção do autor, o médico Dr. José Fragata Luis Martins: “O Erro em Medicina”,um autêntico acto de amor e humildade, que deveríamos ler.
Em 2015, numa entrevista à Revista Expresso, o Prof. João Lobo Antunes dizia: “Com o tempo, a pessoa-médico que sou, foi aprendendo a não lutar contra a Natureza”.

 

 

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