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Nem aos quartos chegámos

Opinião  »  2010-07-01  »  Denis Hickel

Depois de ter empatado a zero com a selecção do Brasil, num jogo em que a selecção de Portugal surgiu disposta num sistema claramente defensivo, numa preocupação de não perder o jogo e de tentar ganhá-lo num golpe de sorte a aproveitar eventual erro dos brasileiros, o que não sucedeu, Carlos Queirós mostrou neste jogo as suas preocupações defensivas, não arriscando um milímetro que fosse, enquanto a selecção canarinha tentava chegar ao golo mas sem mostrar grande necessidade nesse objectivo, jogando de forma lenta sem forçar a capacidade física dos seus jogadores, guardada para outros jogos mais importantes na fase seguinte. Bastava-lhe manter o empate para sair na frente do grupo e evitar defrontar a selecção espanhola, que se apresenta como uma das mais fortes candidatas ao título deste campeonato do Mundo.

E foi exactamente o que sucedeu. O Brasil, mesmo a jogar a passo, demonstrou ser, tal como a selecção de Espanha, forte candidata a campeã do Mundo, enquanto a selecção de Portugal, depois de golear a muito frágil selecção da Coreia do Norte, confirmou que não tem condições nem capacidade para disputar provas desta dimensão.

E esta constatação foi confirmada no jogo seguinte. A selecção de Portugal não conseguiu evitar o confronto com a selecção espanhola e os receios manifestaram-se de forma muito clara. Os portugueses depois do jogo com o Brasil ficaram decepcionados e receosos do que iria suceder na partida com a selecção de Espanha.

O jogo iniciou-se com uma forte entrada dos espanhóis e nos primeiros cinco minutos foi Eduardo, o guarda-redes português, que evitou, com grande abnegação, que as suas redes fossem violadas por três vezes, o que é sintomático da diferença de valores entre as duas selecções. A partir daqui, a selecção portuguesa equilibrou as operações, a defesa e o meio campo da selecção dos Navegadores começou a controlar de forma mais eficaz o ataque e o meio campo da selecção roja, ao mesmo tempo que aproveitava alguns passes errados dos espanhóis para se apoderar da bola e lançar o ataque da selecção de Portugal que causou alguns embaraços à defesa espanhola, estando à beira de marcar num lance em que o defesa central espanhol Puyol quase metia a bola na sua própria baliza. Noutros lances, merece destaque as bolas paradas a favor da selecção de Portugal, e numa delas o guarda-redes espanhol sentiu dificuldades na defesa da bola que foi afastada quase em cima da linha de golo por um defensor.

A selecção de Espanha dominava o jogo em toda a linha, enquanto a selecção de Portugal, à imagem do seu treinador, não arriscava nada limitando-se a manter forte coesão defensiva e suster os continuados ataques dos espanhóis que esbarravam, invariavelmente, no muro de protecção das redes portuguesas. O treinador espanhol Vicente del Bosque, reconhecido não só pela sua grande experiência mas principalmente pela qualidade futebolística que emprega nas equipas que treina, procedeu ao refrescamento do seu ataque, substituindo Fernando Torres pelo possante ponta de lança Llorente que criou imensas dificuldades ao sistema defensivo de Portugal. Cinco minutos depois surge o golo da selecção de Espanha. Passe magistral de Xavi para David Villa, de calcanhar, entrada na área e golo de Espanha. Em posição legal, diga-se. Portugal estava fora do Mundial. Os minutos que se seguiram foram dramáticos. Portugal começou a despejar bolas para a área espanhola, sem qualquer sucesso. A ganhar, a selecção espanhola guarda muito bem a bola e impede qualquer veleidade aos adversários. Foi uma vitória justa da selecção de Espanha. Tem mais futebol, mais qualidade. Mereceu.

A selecção de Portugal sai derrotada. As ilusões acabaram. Surgem os já habituais lamentos. Cristiano Ronaldo, que praticamente não se viu desde a fase de apuramento para o Mundial, responde aos jornalistas no fim do jogo que perguntem ao Queirós o porquê da derrota. Hugo Almeida, substituído incompreensivelmente por suposto esgotamento físico, responde que não percebeu a substituição porque se sentia muito bem fisicamente. Deco diz, enigmaticamente, que entre os jogadores está tudo bem. Enfim. Agora preparem bem o próximo campeonato da Europa. Mas algo tem de mudar.

 

 

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