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Porto 12; Benfica 3

Opinião  »  2010-09-17  »  Denis Hickel

PORTO recebeu e venceu o Braga por 3-2 num jogo que foi um excelente espectáculo de futebol, bem jogado, de elevada intensidade, com grande emoção dentro e fora do relvado e muitos golos.

Duas grandes equipas de futebol, com destaque para o Braga que provou no Dragão, frente ao Porto, ser uma das melhores equipas a disputar a Liga Sagres Zon e que justifica, por si só, a sua participação na UEFA Champions League.

Porto e Braga entram cautelosas no jogo, estudando-se mutuamente, sem criarem quaisquer dificuldades às suas linhas atrasadas, com o jogo a desenrolar-se de forma lenta, no meio do terreno, com trocas de bola inconsequentes. Mas aos dezasseis minutos tudo mudou. Grande golo do Braga na marcação de um livre directo, superiormente apontado a cerca de trinta metros da baliza azul e branca que não deu qualquer hipótese de defesa ao guarda-redes do Porto.

A partir deste lance, o Porto partiu para cima do Braga na procura do golo do empate, que conseguiu aos trinta e três minutos numa jogada de grande nível de Hulk que ofereceu a bola a Varela para uma cabeçada fulminante.

Com as equipas empatadas ao intervalo, a segunda parte foi jogada com grande intensidade e emoção. O Braga voltou a adiantar-se no marcador marcando um grande golo novamente aos dezasseis minutos, numa bomba disparada do meio da rua por um jogador bracarense sem qualquer marcação. Dois minutos depois, o Porto voltou a empatar o jogo em mais um grande golo, agora de Hulk, que fuzilou o guarda-redes do Braga, sem possibilidades de defender aquela bola tal a violência do remate.

O Braga, que pretendia vencer o jogo, voltou a incomodar a extrema defesa do Porto na procura do golo da vitória, mas o seu ataque não foi capaz de suplantar eficácia defensiva da equipa azul e branca. O Porto também queria a vitória e procurou conquistá-la exercendo grande pressão no meio campo e ataque, conseguindo o golo da vitória num excelente golo, de novo por Varela que disparou com violência no lado esquerdo do ataque do Porto, já dentro da área do Braga, voltando a fuzilar. Grande jogo de futebol e vitória merecida, mas feliz, do Porto, com mais nove pontos que o Benfica.

BENFICA de mal a pior. Nova derrota por 2-1 na sua deslocação à cidade berço para discutir com o Vitória de Guimarães o quarto jogo da Liga Sagres, na qual os encarnados averbaram a terceira derrota. Inacreditável. Os benfiquistas, que não esperavam estar agora a tão longa distância dos seus principais concorrentes neste início de campeonato, estão naturalmente desapontados com a sua equipa. Embora, nesta altura, para aqueles adeptos e dirigentes mais expressivos, com a resposta na ponta da língua, a culpa não seja da equipa mas sim de outros factores externos.

O Benfica já não pratica o futebol que foi a sua imagem de marca na época transacta. A principal culpa é da equipa, treinador e jogadores, muitos deles longe da plenitude que os consagrou aos olhos dos seus adeptos. A defesa mostra-se intranquila, talvez pela falta de confiança no seu guarda-redes. David Luís falhou rotundamente no lance do golo que deu a vitória aos vimaranenses. O meio campo não funciona como dantes. Cardozo está exactamente como é. Não procura jogo. Não desequilibra.

Vitória merecida do Vitória de Guimarães, num jogo não muito bem jogado. O Benfica só pode queixar-se de si próprio. Só ganhará se melhorar o seu futebol.

SPORTING voltou a claudicar, agora em Alvalade. Empate 0-0 frente ao Olhanense, equipa algarvia que veio a Lisboa arrancar um precioso empate.

Jogo de grande intensidade ofensiva por parte do Sporting, mas inconsequente, com várias intermitências ao longo dos noventa minutos. A linha avançada do Sporting não mostra capacidade de finalização, principalmente quando enfrenta defesas de elevada estatura como foi o caso da defesa do Olhanense. Talvez falte o ”pinheiro” de que fala Paulo Sérgio, treinador do Sporting, para o seu ataque. Mas não parece que o problema seja esse. Falta agressividade ao Sporting no meio campo e ataque.

 

 

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