Matando a galinha
Opinião
» 2012-05-18
» Jorge Cordeiro Simões
Para tentar fazer face aos prejuízos das ruinosas parcerias público privadas das auto-estradas, oferecidas com níveis de rentabilidade ”obscenos” pelo anterior governo a alguns seus amigalhaços, o governo actual introduziu portagens demasiado caras. O tráfego reduziu-se substancialmente e o prejuízo manteve-se ou terá mesmo aumentado.
Para aumentar sempre mais os enormes lucros conseguidos ao longo de muitos anos, a banca em geral (não apenas a portuguesa) fomentou o crédito a todo o tipo de consumo e investimento, facilitando e estimulando o endividamento de pessoas singulares, famílias e empresas. Com isso, foi conseguindo lucros fabulosos, se bem que em grande parte apenas contabilísticos, ou seja, sem tradução em efectiva liquidez. O resultado está à vista: falência de pessoas, famílias e empresas e alguns bancos em situação aflitiva com seus ”ratings” pelas ruas da amargura.
Tendo em vista a obtenção de grandes lucros e a amortização muito rápida do capital investido, a administração do TorresShopping impôs e impõe às empresas e comércios ali instalados contratos de arrendamento absurdamente insustentáveis. As empresas vão fechando e abandonando o local, que cada vez menos por estar cada vez mais vazio e menos frequentado.
Foi inaugurado em Torres Novas um modelar parque de estacionamento subterrâneo. Contudo, numa cidade onde não existe hábito de pagar estacionamento, foram estabelecidas tarifas de utilização suficientemente caras para que o parque seja muito pouco utilizado, estando quase sempre sem utilizadores. As receitas apuradas não devem dar para os custos de exploração/conservação.
Tendo em vista a maximização do seu valor por via da especulação imobiliária, os proprietários de imóveis em ruínas e de espaços comerciais devolutos, pedem para sua venda ou aluguer, em muitos casos, valores excessivos e completamente fora do da realidade em que vamos ter de viver. O resultado, agora potenciado pela crise, é o centro da cidade cada vez mais abandonado e em ruínas, resultando que tais imóveis irão valer cada vez menos.
Outros casos podiam ser aqui referidos: são apenas exemplos de diferentes modos de utilizar a bem afiada faca da ganância, para matar a lendária galinha que já deu muitos ovos de ouro e que sem essa faca podia e deveria continuar a dá-los.
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Matando a galinha
Opinião
» 2012-05-18
» Jorge Cordeiro Simões
Para tentar fazer face aos prejuízos das ruinosas parcerias público privadas das auto-estradas, oferecidas com níveis de rentabilidade ”obscenos” pelo anterior governo a alguns seus amigalhaços, o governo actual introduziu portagens demasiado caras. O tráfego reduziu-se substancialmente e o prejuízo manteve-se ou terá mesmo aumentado.
Para aumentar sempre mais os enormes lucros conseguidos ao longo de muitos anos, a banca em geral (não apenas a portuguesa) fomentou o crédito a todo o tipo de consumo e investimento, facilitando e estimulando o endividamento de pessoas singulares, famílias e empresas. Com isso, foi conseguindo lucros fabulosos, se bem que em grande parte apenas contabilísticos, ou seja, sem tradução em efectiva liquidez. O resultado está à vista: falência de pessoas, famílias e empresas e alguns bancos em situação aflitiva com seus ”ratings” pelas ruas da amargura.
Tendo em vista a obtenção de grandes lucros e a amortização muito rápida do capital investido, a administração do TorresShopping impôs e impõe às empresas e comércios ali instalados contratos de arrendamento absurdamente insustentáveis. As empresas vão fechando e abandonando o local, que cada vez menos por estar cada vez mais vazio e menos frequentado.
Foi inaugurado em Torres Novas um modelar parque de estacionamento subterrâneo. Contudo, numa cidade onde não existe hábito de pagar estacionamento, foram estabelecidas tarifas de utilização suficientemente caras para que o parque seja muito pouco utilizado, estando quase sempre sem utilizadores. As receitas apuradas não devem dar para os custos de exploração/conservação.
Tendo em vista a maximização do seu valor por via da especulação imobiliária, os proprietários de imóveis em ruínas e de espaços comerciais devolutos, pedem para sua venda ou aluguer, em muitos casos, valores excessivos e completamente fora do da realidade em que vamos ter de viver. O resultado, agora potenciado pela crise, é o centro da cidade cada vez mais abandonado e em ruínas, resultando que tais imóveis irão valer cada vez menos.
Outros casos podiam ser aqui referidos: são apenas exemplos de diferentes modos de utilizar a bem afiada faca da ganância, para matar a lendária galinha que já deu muitos ovos de ouro e que sem essa faca podia e deveria continuar a dá-los.
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade. |
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
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» 2026-06-23
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes |
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» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia |
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» 2026-06-20
» Carlos Paiva
CH4 |
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» 2026-06-20
» António Mário Santos
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» 2026-06-20
» António Gomes
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