Peculiaridades Torrejanas
Opinião
» 2017-09-20
» Jorge Cordeiro Simões
"Estamos de volta ao passado regredindo 30 anos com o problema dos cheiros"
Em tempo de balanço e escolha das melhores soluções para o Governo da nossa autarquia, quero deixar aos futuros edis que vierem a ser eleitos para os diversos cargos, contributos que julgo deverem ser tidos em conta para o seu bom desempenho:
- Que consiga recordar, das cidades portuguesas (e mesmo de algumas vilas) que conheço, Torres Novas é a única que não dispõe de qualquer troço de ciclovia ou ecopista, embora tenha nas redondezas zonas belíssimas onde as mesmas podem ser executadas. Sou dos que por experiência própria, sei do que falo e do bem que faz à saúde e ao ambiente a opção pela bicicleta, mesmo que por falta de condições, ande a correr riscos excessivos e a atrapalhar o trânsito de veículos e de peões.
- Creio ser também a única cidade onde o estacionamento nas zonas nobres do seu centro é gratuito, o que é em meu entender mais um contributo para a ruína do comércio tradicional. Recordo que o espaço público pertence a todos e não apenas aos donos dos automóveis que gratuitamente o ocupam durante todo o dia.
- Afora as obras de “encher o olho dos eleitores” ou seja o Mercado do Peixe e Monstro Branco/Praça Claras, o centro da cidade no que se refere ao melhoramento das condições de vida/habitabilidade, foi deixado ao abandono. Ter-se-á gasto cerca de um milhão de € para fazer o “Monstro Branco” que não melhorou a atractividade para residência. Agora e apesar de parecerem haver milhões para “torrar” em mais projectos aberrantes ao abrigo do PEDU, não se dispõe duns poucos milhares de € para reparar os pavimentos, por exemplo da rua Direita de S. Pedro que, sendo adjacente àquele espaço, tem desde longa data o piso em péssimas condições. E recordo que com muito menos gastos e custos de manutenção, se podia ter ali hoje uma aprazível e solarenga praça, com muito mais serventia para os poucos que como eu, insistem em residir nesta zona da cidade. Cuidado pois com os projectos estapafúrdios, por norma dispendiosos e de manutenção onerosa.
- Depois de nos anos 80 do século passado se ter conseguido encontrar solução para graves problemas de poluição e maus cheiros que então por vezes invadiam a cidade, estamos de volta ao passado regredindo 30 anos com o problema dos cheiros, agora insuportavelmente fétidos da Ribeira da Boa Água, sem que se vislumbre solução para o problema. E para além do sofrimento de quem vive nas suas proximidades, bem mais que no passado, Torres Novas passa a ser conhecida também pelo mau cheiro, sentido por quem por aqui passa na A23.
- Na cerimónia pública das comemorações do 25 de Abril, que eu ainda tenho como o dia em que deve ser celebrada a Liberdade, alguns políticos locais de cravo na lapela e competência para censores, atreveram-se a criticar a liberdade dos órgãos de comunicação que teimam em não mostrar a desejada docilidade, perante problemas e situações condenáveis que lhes compete denunciar. Estranhamente, em vez de protestos recolheram aplausos de assistentes igualmente de cravo na lapela, os quais eu admito que enfadados de palavras sem conteúdo, não terão talvez prestado a mínima atenção ao conteúdo dos discursos. Situação a não repetir.
- Dada a futura desocupação do edifício dos actuais Paços do Concelho, convirá desde já trabalhar-se para encontrar ocupação para o referido espaço, de modo a garantir por ali actividade e presença humana.
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Peculiaridades Torrejanas
Opinião
» 2017-09-20
» Jorge Cordeiro Simões
Estamos de volta ao passado regredindo 30 anos com o problema dos cheiros
Em tempo de balanço e escolha das melhores soluções para o Governo da nossa autarquia, quero deixar aos futuros edis que vierem a ser eleitos para os diversos cargos, contributos que julgo deverem ser tidos em conta para o seu bom desempenho:
- Que consiga recordar, das cidades portuguesas (e mesmo de algumas vilas) que conheço, Torres Novas é a única que não dispõe de qualquer troço de ciclovia ou ecopista, embora tenha nas redondezas zonas belíssimas onde as mesmas podem ser executadas. Sou dos que por experiência própria, sei do que falo e do bem que faz à saúde e ao ambiente a opção pela bicicleta, mesmo que por falta de condições, ande a correr riscos excessivos e a atrapalhar o trânsito de veículos e de peões.
- Creio ser também a única cidade onde o estacionamento nas zonas nobres do seu centro é gratuito, o que é em meu entender mais um contributo para a ruína do comércio tradicional. Recordo que o espaço público pertence a todos e não apenas aos donos dos automóveis que gratuitamente o ocupam durante todo o dia.
- Afora as obras de “encher o olho dos eleitores” ou seja o Mercado do Peixe e Monstro Branco/Praça Claras, o centro da cidade no que se refere ao melhoramento das condições de vida/habitabilidade, foi deixado ao abandono. Ter-se-á gasto cerca de um milhão de € para fazer o “Monstro Branco” que não melhorou a atractividade para residência. Agora e apesar de parecerem haver milhões para “torrar” em mais projectos aberrantes ao abrigo do PEDU, não se dispõe duns poucos milhares de € para reparar os pavimentos, por exemplo da rua Direita de S. Pedro que, sendo adjacente àquele espaço, tem desde longa data o piso em péssimas condições. E recordo que com muito menos gastos e custos de manutenção, se podia ter ali hoje uma aprazível e solarenga praça, com muito mais serventia para os poucos que como eu, insistem em residir nesta zona da cidade. Cuidado pois com os projectos estapafúrdios, por norma dispendiosos e de manutenção onerosa.
- Depois de nos anos 80 do século passado se ter conseguido encontrar solução para graves problemas de poluição e maus cheiros que então por vezes invadiam a cidade, estamos de volta ao passado regredindo 30 anos com o problema dos cheiros, agora insuportavelmente fétidos da Ribeira da Boa Água, sem que se vislumbre solução para o problema. E para além do sofrimento de quem vive nas suas proximidades, bem mais que no passado, Torres Novas passa a ser conhecida também pelo mau cheiro, sentido por quem por aqui passa na A23.
- Na cerimónia pública das comemorações do 25 de Abril, que eu ainda tenho como o dia em que deve ser celebrada a Liberdade, alguns políticos locais de cravo na lapela e competência para censores, atreveram-se a criticar a liberdade dos órgãos de comunicação que teimam em não mostrar a desejada docilidade, perante problemas e situações condenáveis que lhes compete denunciar. Estranhamente, em vez de protestos recolheram aplausos de assistentes igualmente de cravo na lapela, os quais eu admito que enfadados de palavras sem conteúdo, não terão talvez prestado a mínima atenção ao conteúdo dos discursos. Situação a não repetir.
- Dada a futura desocupação do edifício dos actuais Paços do Concelho, convirá desde já trabalhar-se para encontrar ocupação para o referido espaço, de modo a garantir por ali actividade e presença humana.
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
» Carlos Paiva
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade. |
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
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» 2026-06-23
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes |
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» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia |
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» 2026-06-20
» Carlos Paiva
CH4 |
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» 2026-06-20
» António Mário Santos
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança? |
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» 2026-06-20
» António Gomes
Julgam-se donos disto tudo |