Inoperância e indignação
Opinião
» 2016-09-21
» João Quaresma
"A limpeza e conservação de linhas de água devem constituir uma ação fundamental para a sustentabilidade de um bom meio ambiente"
O atual executivo camarário está muito longe de compreender a necessidade de conservação e manutenção dos recursos hídricos existentes no concelho de Torres Novas, começando pelas margens do Rio Almonda (com particular incidência nas margens do centro de Torres Novas) e terminando nas muitas ribeiras existentes o concelho. Não há planeamento e não houve ao longo do tempo preocupação.
Sucede que, agora, a população está já a indignar-se com tamanha inoperância de todas as entidades com competência para o controlo e fiscalização da gestão dos recursos hídricos, onde se inclui a Câmara Municipal de Torres Novas.
A limpeza e conservação de linhas de água devem constituir uma ação fundamental para a sustentabilidade de um bom meio ambiente. E esta é uma das preocupações que não existem em Torres Novas. Só assim se justifica que a cidade seja atravessada por um rio, estando as suas margens completamente degradadas, com vegetação a crescer sem controlo, edificação em ruinas e um completo desaproveitamento de todas essas margens. Como já há vimos dizendo, a cidade e o concelho vivem desde há muitos anos de costas voltadas para o rio.
Nos últimos meses com a problemática que envolve a poluição da Ribeira da Boa Água, muitas têm sido as reuniões, as deslocações aos locais que constituem o foco dos problemas, as palavras ditas aos munícipes e as aparições em locais onde a presença dessa poluição, com destaque para o mau cheiro, mais se faz sentir, procurando-se sossegar a população com singelas e inócuas de provas de vida e promessas vãs de erradicação de todo o mal estar causado.
Pode e deve fazer-se mais, pelas ribeiras do concelho, pelo rio Almonda, por todo o meio ambiente do concelho de Torres Novas e por todas as pessoas que aqui vivem. Não se admite o constante mau cheiro que se sente na Meia Via, venha ele de onde vier, seja quem for o responsável. Não se pode admitir o sofrimento da população do Bairro do Nicho obrigada a respirar tão pestilento cheiro. E esta indignação era facilmente aferida pelo executivo da câmara, se residissem num destes dois locais.
A Câmara Municipal de Torres Novas pode fazer mais e a sua preocupação passiva é de lamentar a cada dia que passa. Articule-se com as entidades administrativas e policiais competentes, fiscalize, e dentro daquelas que forem as suas competências, atue, seja com levantamento de autos de contraordenação, seja com outras medidas administrativas que ponham termos a tamanha desfaçatez dos agentes poluidores. Mais, pode cortar vegetação, aplicar glifosato após corte, estabilizar taludes, entre muitas outras coisas. Mas façam. Façam de facto alguma coisa pela população que tem vindo a sofrer as consequências de tal poluição.
Mas façam essa abordagem, uma vez que se vai gastar dinheiro público, não numa perspectiva de agradar no imediato à população, mas sim numa perspetiva de médio longo prazo e num sentido de uma requalificação desses locais para efeitos de futura fruição pela população.
Reabilitem as linhas de água, aproveitando para renovar o tecido urbano, dando azo as que as freguesias que envolvem os leitos possam dar uma nova expressão às urbes que as constituem, com a construção (a titulo de exemplo) de percursos pedonais e/ou cicláveis contínuos ao longo das linhas de água, potenciando maior e positivo envolvimento da população, construindo uma maior sustentabilidade da cidade e a melhor qualificação de todo o concelho.
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Inoperância e indignação
Opinião
» 2016-09-21
» João Quaresma
A limpeza e conservação de linhas de água devem constituir uma ação fundamental para a sustentabilidade de um bom meio ambiente
O atual executivo camarário está muito longe de compreender a necessidade de conservação e manutenção dos recursos hídricos existentes no concelho de Torres Novas, começando pelas margens do Rio Almonda (com particular incidência nas margens do centro de Torres Novas) e terminando nas muitas ribeiras existentes o concelho. Não há planeamento e não houve ao longo do tempo preocupação.
Sucede que, agora, a população está já a indignar-se com tamanha inoperância de todas as entidades com competência para o controlo e fiscalização da gestão dos recursos hídricos, onde se inclui a Câmara Municipal de Torres Novas.
A limpeza e conservação de linhas de água devem constituir uma ação fundamental para a sustentabilidade de um bom meio ambiente. E esta é uma das preocupações que não existem em Torres Novas. Só assim se justifica que a cidade seja atravessada por um rio, estando as suas margens completamente degradadas, com vegetação a crescer sem controlo, edificação em ruinas e um completo desaproveitamento de todas essas margens. Como já há vimos dizendo, a cidade e o concelho vivem desde há muitos anos de costas voltadas para o rio.
Nos últimos meses com a problemática que envolve a poluição da Ribeira da Boa Água, muitas têm sido as reuniões, as deslocações aos locais que constituem o foco dos problemas, as palavras ditas aos munícipes e as aparições em locais onde a presença dessa poluição, com destaque para o mau cheiro, mais se faz sentir, procurando-se sossegar a população com singelas e inócuas de provas de vida e promessas vãs de erradicação de todo o mal estar causado.
Pode e deve fazer-se mais, pelas ribeiras do concelho, pelo rio Almonda, por todo o meio ambiente do concelho de Torres Novas e por todas as pessoas que aqui vivem. Não se admite o constante mau cheiro que se sente na Meia Via, venha ele de onde vier, seja quem for o responsável. Não se pode admitir o sofrimento da população do Bairro do Nicho obrigada a respirar tão pestilento cheiro. E esta indignação era facilmente aferida pelo executivo da câmara, se residissem num destes dois locais.
A Câmara Municipal de Torres Novas pode fazer mais e a sua preocupação passiva é de lamentar a cada dia que passa. Articule-se com as entidades administrativas e policiais competentes, fiscalize, e dentro daquelas que forem as suas competências, atue, seja com levantamento de autos de contraordenação, seja com outras medidas administrativas que ponham termos a tamanha desfaçatez dos agentes poluidores. Mais, pode cortar vegetação, aplicar glifosato após corte, estabilizar taludes, entre muitas outras coisas. Mas façam. Façam de facto alguma coisa pela população que tem vindo a sofrer as consequências de tal poluição.
Mas façam essa abordagem, uma vez que se vai gastar dinheiro público, não numa perspectiva de agradar no imediato à população, mas sim numa perspetiva de médio longo prazo e num sentido de uma requalificação desses locais para efeitos de futura fruição pela população.
Reabilitem as linhas de água, aproveitando para renovar o tecido urbano, dando azo as que as freguesias que envolvem os leitos possam dar uma nova expressão às urbes que as constituem, com a construção (a titulo de exemplo) de percursos pedonais e/ou cicláveis contínuos ao longo das linhas de água, potenciando maior e positivo envolvimento da população, construindo uma maior sustentabilidade da cidade e a melhor qualificação de todo o concelho.
O rio que maltratamos mata-nos a sede
» 2026-05-18
» António Mário Santos
Em 20 de Março último publiquei, neste periódico, um artigo intitulado «Falemos de Cultura e do que o Município pode criar». Apontava, entre outros aspectos, um dos erros que, na minha opinião, menorizava a dimensão da actividade, neste sector específico do município: a sua municipalização, assente na pura opção dos seus técnicos, sem atenção ao que, na comunidade, se ia construindo. |
Da importância da redenção
» 2026-05-18
» Jorge Carreira Maia
Descansemos do triste estado do mundo e falemos de outra coisa. Façamos mesmo como os jogadores de Xadrez do poema de Ricardo Reis: Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia /Tinha não sei qual guerra, / Quando a invasão ardia na Cidade / E as mulheres gritavam, / Dois jogadores de xadrez jogavam / O seu jogo contínuo. |
Obras públicas concelhias
» 2026-05-18
» António Gomes
Deviam ser levadas a sério, com rigor e transparência. Mas não, em Torres Novas parece que é tudo ao contrário. Muitos se lembrarão ainda do que foi o calvário para concluir o edifício do antigo hospital, hoje Paços do Concelho, e mais recentemente o “bairro dos pobres”, bairro na Calçada António Nunes, entre outros… fez-se este caminho e parece que vai continuar. |
Todo bem vestido e sem sítio para ir
» 2026-05-18
» Carlos Paiva
Existirá sempre um leque de temas infelizes, más decisões, incompetências, desleixos, corrupção, para alimentar qualquer cronista em qualquer jornal local. A abundância temática por vezes é tal que se perde o foco no essencial e deriva-se para o acessório. |
A aposta na mobilidade não pode parar
» 2026-05-04
» António Gomes
Comemorámos o 25 de Abril e foi uma grande comemoração. Fiquei um pouco mais descansado quanto ao futuro da nossa Liberdade, a rua em 1974 foi o que decidiu o desfecho daquela data e agora, no 52.º aniversário, a rua voltou a não deixar dúvidas absolutamente nenhumas, tantas foram as pessoas por esse País fora que quiseram dizer presente para assegurar a Democracia e a Liberdade. |
Todo o mundo é composto de mudança
» 2026-05-04
» António Mário Santos
E o povo saiu à rua, dançou, cantou, sorriu. Andou de cravo na mão, a dizer aos governantes que o 25 de Abril, ainda que o não tenham maioritariamente, vivido, representa algo de muito importante, para cada geração: a liberdade. |
Resistência
» 2026-05-04
«Chegou a altura de lançarmos um grito de revolta e de alerta. Não era um país com este contexto que queríamos quando fizemos o 25 de Abril». «É inaceitável a crescente injustiça social, o fosso cada vez maior que se está a cavar entre os mais ricos e os mais pobres. |
Pão, Paz e Liberdade
» 2026-05-04
» José Mota Pereira
Não parecia possível. Pela Europa, o fascismo e o nazismo avançavam. Também ali em França, a desumanidade se organizava. Mas o que parecia impossível, tornou-se possível: o Partido Radical, o Partido Socialista Francês e o Partido Comunista Francês, com um entendimento histórico ergueram a Frente Popular. |
Os males do presente
» 2026-05-04
» Jorge Carreira Maia
Por que razão vivemos num momento de grande turbulência mundial? Haverá muita gente com respostas, umas mais sensatas do que outras. Aventuras geopolíticas das grandes potências imperiais e os habituais interesses económicos são razões que surgem para dar um sentido ao que estamos a viver. |
O MERCADO DA INDIFERENÇA
» 2026-04-28
Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, decidiu isentar a organização do Rock in Rio do pagamento de 3 milhões de euros de taxas municipais devidas pela realização daquele mega-evento. Isto é, o autarca prefere abdicar de 3 milhões de euros em favor de uma grande multinacional do entretenimento, que lucra centenas de milhões de lucro nas suas iniciativas planetárias, a alocar esses 3 milhões, que cobraria, para as necessidades da educação, da acção social ou do desporto da população da capital. |
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» 2026-04-28
O MERCADO DA INDIFERENÇA |
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» 2026-05-04
» António Mário Santos
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» José Mota Pereira
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