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Os bombeiros e a cidade - João Carlos Lopes

Opinião  »  2024-02-07 

Declaração de interesses: sou sócio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos há mais de 20 anos, sócio de quotas pagas e dos que não desistem de vez em quando e voltam a entrar, ao sabor das circunstâncias. E isto, sobretudo, por respeito aos pioneiros dos tempos antigos e difíceis e à herança histórica que nos deixaram. Interessa-me, por isso, o presente e o futuro da Associação.

1. O momento actual é complicado e único, na gravidade de que se parece revestir. Recapitulemos o filme dos acontecimentos. Ao fim de um longo reinado de duas décadas à frente da direcção da instituição, Arnaldo Santos achou que era de tempo de dar o lugar a outros e chegou uma nova direcção, com Arnaldo Santos a ficar como presidente da Assembleia Geral. A direcção em funções entendeu que estava no seu direito não reconduzir o comandante José Sénica no cargo, uma vez que este acabava a sua comissão de serviço e se mostrava renitente em acatar as novas orientações que emanavam da direcção eleita. O comandante não gostou, houve bombeiros que não gostaram, Arnaldo Santos aparentemente também não gostou. A nova direcção manteve a decisão e quis conhecer com detalhe alguns aspectos da gestão das direcções anteriores, lideradas por Arnaldo Santos. Alegada má gestão, indícios de alegada fuga ao fisco vão ser esclarecidos pelas instâncias próprias. A pedido de um grupo de sócios, Arnaldo Santos convoca uma assembleia geral para destituir a direcção eleita, depois de recusar o pedido da direcção para convocar uma assembleia para rever aspectos dos estatutos que permitem, no entendimento da direcção, patrocinar “golpes de estado” na instituição forçados por uma dúzia de sócios, dizendo que essas disposições são ilegais. A direcção foi explicar-se às forças políticas locais depois de ter tentado fazê-lo aos sócios. O comandante nega as acusações de que é alvo. O quadro é complicado e grave, bastante grave, e caberá às entidades próprias, em sede própria, esclarecer tudo, ouvidos uns e outros. Nesta edição, os leitores podem conhecer com mais detalhe todos estes episódios.

O que é por demais evidente é que nada voltará a ser como antes, depois de concluído este processo. E também é claro que uma instituição que exerce um serviço público da importância do que está em causa, e é financiada pelo Estado e autarquia à razão de centenas de milhares de euros por ano, não pode estar sujeita à instabilidade gratuita e à imposição de interesses corporativos ou de grupos, nem pode viver sem um escrutínio apertado ao modo como gere fundos e recursos. Finalmente, não pode continuar a viver nesta ambiguidade de gerir um corpo de “bombeiros voluntários” quando essa realidade está ultrapassada, nem vai conseguir fazê-lo nos moldes actuais. Se o corpo de bombeiros é formado por profissionais e se o seu financiamento é público, então o estatuto dos bombeiros torrejanos tem de moldar-se à realidade e talvez tenha chegado ao fim o papel histórico da Associação Humanitária que um dia sonhou formar um corpo de bombeiros.

2. A importância do papel dos bombeiros, por mais evidente que seja, não pode sobrepor-se aos interesses da cidade, para mais quando se revelam inusitados, inexplicáveis e bizarros. No devido tempo e em sede própria, tive oportunidade de defender que o alargamento do actual quartel era um erro grave. Era falta de visão e era pensar pequeno, era prejudicar a cidade e também o futuro do serviço de bombeiros. E que deveria optar-se por avançar para um quartel novo, em zona nova da cidade, com novas funcionalidades e espaço livre para o que o futuro, que não conhecemos, viesse a impor. Esgotados todos os argumentos dos que se opuseram a essa ideia, restaram desculpas patéticos do tipo “os bombeiros não podem sair dali porque gostam de ver quem passa”.

Não foram precisos vinte anos (o argumento final foi este: “ao menos esta opção chega para os próximos vinte anos”) para se provar o erro da decisão então tomada. Os bombeiros querem uma oficina, mas querem-na ao pé da porta. E depois de, sem deliberação oficial da Câmara, se ter começado a arrasar parte do pomar de laranjeiras, zona verde definida para continuidade do jardim municipal e que a autarquia comprou porque era também era esse o motivo, eis que, na sombra, direcção dos bombeiros e presidente da Câmara, conspiram para viabilizar a implantação de uma oficina, pasme-se, uma oficina no centro da cidade, destruindo o pomar de laranjeiras destinado a zona de sombra e passeio público, e assim considerado pela própria Câmara no plano de requalificação daquela zona, já projectado e definido. Sim, é um escândalo, é um atentado contra a cidade, é uma aberração, é um anacronismo. E a direcção eleita dos bombeiros, que tão interessada está no esclarecimento de todas as situações, devia pensar também que os “interesses dos bombeiros” têm limites e não podem sobrepor-se ao interesse público mais geral, ao planeamento da cidade, ao bom senso.

 

 

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