• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Quarta, 18 Setembro 2019    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Sáb.
 22° / 17°
Céu nublado com chuva moderada
Sex.
 29° / 16°
Céu nublado
Qui.
 29° / 16°
Céu nublado
Torres Novas
Hoje  30° / 16°
Períodos nublados
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

O Homem Português, quem é, donde veio!

Opinião  »  2011-04-22  »  Ana Sentieiro

Estamos em 2011 e enquanto Nação quase milenária somos surpreendidos, mais uma vez, por uma situação de quase bancarrota que nos obriga a sermos governados pelos organismos internacionais. Na prática, deixamos de ser um povo soberano a mandar na nossa pátria, pelo que, vou tentar caracterizar o Homem Português, sendo que, o que sabemos das nossas genealogias são aquelas que os nossos intelectuais, académicos e escritores, nos têm transmitid os reis, rainhas, príncipes e cavaleiros e as guerras entre eles; os castelos, conventos e mosteiros. As pedras vivas (no dizer da António Sérgio), as pessoas, simples e humildes, essas pouco contam para a História.

O portugueses, que Ferreira de Castro, em 1929, na ”Selva”, designa de ”desbravadores e deserdados” e Alves Redol, em 1939, nos Gaibéus, lhes chama ”alugados, sobre as ordens do capataz”, homem de estatura mediana e de crânio oval.

Afinal, quem são e foram ”o ilustre peito Lusitano”, como o disse Luís de Camões, há 437 anos?

Quem são os ”lusitanos”, os ”magriços”, os ”tugas” e os nossos ”egrégios avós?”.

Ou resumimo-nos ao fado, da Amália, ao futebol, do Eusébio, e à Senhora da Fátima, das aparições ?

Ou os portugueses, enquanto integrados num colectivo nacional, nunca ultrapassaram a tradicional trilogia de clero, nobreza e povo, grupos sociais bem caracterizados, dos quais estavam excluídos o povão e os escravos, ou seja, a maioria dos que trabalhavam?

Hoje, sabemos que há centenas de milhares de anos se regista a presença humana nesta faixa ocidental, banhada pelo mar Atlântico, com 96 mil Km2 e que constitui, desde 1249, o território de Portugal, data em que empurrámos os sarracenos para o norte de África e depois, em 1415, iniciámos, em Ceuta, as aventuras marítimas por esses mares fora, fomos à Madeira, Açores, Cabo Verde, São Tomé, Angola, Moçambique, Brasil, Índia, Guiné, Timor, China e Macau. Fomos os maiores!

A todos estes – o homem simples e comum – os historiadores ignora-os. Para a história só constam os nomes sonantes – os dominantes instalados!

Que língua se falava no tempo do Condado Portucalense, quando o Papa concedeu a bula e fez nascer Portugal como nação independente?

Quando se fala nos Portugueses e em Portugal devemos ter em atenção a sua pequena densidade populacional. No primeiro censo, realizado em 1864, éramos, apenas, 4.188.419, reduzidas gentes para tamanha aventura onde nos metemos, sem resultados concretos para o desenvolvimento do país!

Fomos sempre colonizados por Espanha, França, Inglaterra e agora, pela Alemanha, França, Itália, as nações que mandam na União Europeia!

A nossa cultura foi sempre estrangeirada, embora, desde Fernão Lopes, passando pelo século XVI e seguintes, muita gente tivesse deixado obra feita.

Ajudámos a expulsar os muçulmanos da Ibéria; entregámos a governação aos Filipes de Espanha; abastecemo-nos com os ”restos” daquilo que sobrava das riquezas das colónias

O bom foi para Inglaterra, para sustentar a sua primeira revolução industrial. Em 1820 tentámos imitar as monarquias constitucionais; fomos mais uma vez enganados pela Regeneração, de 1852, quando surgiram os ”bigodaças” burgueses que ficaram conhecidos pelos ”vencidos da vida” e são eles que, com a República de 1910, lançam o país numa grande confusão, até à ditadura de Maio de 1926 que vigorou até 1974, com o consentimento e silêncio da esmagadora maioria da população, cuja solução foi a emigração!

Há muitos anos que me interrogo sobre as razões do nosso histórico atraso cultural! A nação mais antiga do Mundo não passa da cepa-torta. Qual a razão?

O que tem falhado para o Homem Português não passar de ser um servil dos outros povos?

É trágico e penoso ver o patrioteiro fatalismo nacional que, diz-nos, sempre foi assim!

Trágico e penoso constatar que continuamos a ser um povo com elevado número de analfabetos e de analfabetos funcionais!

Trágico e penoso ver que a educação e o ensino retroagiu para o patriotismo-empirista e que o estudo da filosofia, da história, da matemática e do português, foi substituído pelos telemóveis, computadores e Internet!

As crianças que hoje têm entre 3 e 10 anos de idade nunca ouviram falar da cartilha de João de Deus !!!

Ou conseguimos revolucionar as mentalidades nas nossas escolas, ou daqui por 100 anos estaremos muito mais atrasados em relação ao Mundo, porque foi isso que sempre quiseram os dominantes instalados!

Nem o 25 de Abril abriu novos horizontes ao Homem Português!

 

 

 Outras notícias - Opinião


Descalabros, duelos, metamorfoses e Inferno »  2019-09-07  »  Jorge Carreira Maia

O DESCALABRO DA DIREITA. As sondagens têm vindo a indicar que a direita democrática está à beira de um resultado desastroso, por volta dos 25%, somando velhos e novos partidos.
(ler mais...)


O nome da terra, por João Carlos Lopes »  2019-09-06  »  João Carlos Lopes

É sintomático que, em tempo de eleições, nenhum dos partidos tenha dito uma palavra sobre essa vaca sagrada que é o futebol e sobretudo acerca do estado de guerra em que as claques dos “três grandes” transformam as terras por onde passam.
(ler mais...)


Turismo ou nem por isso »  2019-09-05  »  António Gomes

A época que atravessamos é propicia à reflexão sobre esta actividade económica, o turismo.
O turismo, como toda a gente sabe, atravessa em Portugal um período particularmente estonteante. São as grandes metrópoles as mais beneficiadas com tal actividade, é lá que se encontram as maiores fontes de atracção e é lá que as infraestruturas estão mais adaptadas e melhor respondem às solicitações.
(ler mais...)


Antiga Fábrica de Fiação e Tecidos: sonho ou possível realidade? »  2019-08-25  »  Anabela Santos

Falar da valorização de um espaço que é tão importante para uma grande parte dos torrejanos é imperativo mas não é novidade.
Já muitos falaram e escreveram sobre o assunto, desejando que alguma mente iluminada e com vontade de fazer o melhor pela cidade tome alguma iniciativa no sentido de valorizar o património arquitectónico e histórico de uma fábrica que deu tanto à nossa cidade.
(ler mais...)


Repuxos, por Inês Vidal »  2019-08-25  »  Inês Vidal

Esta malta dos jornais é lixada. Parece que está do contra, sempre a dizer coisas. Ou então é de esquerda, só pode. Atrevem-se a noticiar as coisas que acontecem, esses filhos da mãe. Caso contrário, íamos fazendo as coisas à mesma, a nosso bel-prazer, mas ninguém dava por elas ou as questionava.
(ler mais...)


A greve dos motoristas »  2019-08-23  »  Jorge Carreira Maia

PÔR O REGIME À PROVA. Na greve dos motoristas de matérias perigosas coincidiram duas vertentes que, para os próprios interessados, não deveriam ter coincidido. A luta laboral por reivindicações que merecerão respeito e um desafio às instituições políticas e ao regime.
(ler mais...)


À mulher de César não basta ser séria… »  2019-08-09  »  António Gomes

Vem isto a propósito da aquisição de imóveis pela Câmara de Torres Novas, sitos em Riachos. Só o BE votou contra.

Os proprietários propuseram a aquisição e a Câmara comprou.
(ler mais...)


Bons Sons »  2019-08-09  »  Inês Vidal

Treze anos, dez edições, uma aldeia em manifesto. Arrancou ontem, dia 8, mais uma edição do festival Bons Sons, que anualmente traz a Cem Soldos, concelho de Tomar, milhares de pessoas e música, muita música portuguesa.
(ler mais...)


Carteiro »  2019-08-09  »  Ana Sentieiro

A genética é, de facto, uma coisa incrível! Contudo, no meu caso, a genética desempenha mais o papel de progenitor ausente, que se esquece do meu aniversário, não sabe o meu número de telemóvel e saca duas notas de vinte da carteira de pele quando está folgado e diz, “Para te divertires, mas não digas à tua mãe!”.
(ler mais...)


Livros para férias »  2019-08-09  »  Jorge Carreira Maia

COMO MORREM AS DEMOCRACIAS. Autores Steven Levitsky & Daniel Ziblatt, ambos professores em Harvard. Uma reflexão com incidência americana, mas apoiada no estudo das mortes da democracia nos anos trinta do século passado, na Europa, e nos anos 60 e 70, também do XX, na América Latina.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2019-08-25  »  Inês Vidal Repuxos, por Inês Vidal
»  2019-08-23  »  Jorge Carreira Maia A greve dos motoristas
»  2019-08-25  »  Anabela Santos Antiga Fábrica de Fiação e Tecidos: sonho ou possível realidade?
»  2019-09-06  »  João Carlos Lopes O nome da terra, por João Carlos Lopes
»  2019-09-07  »  Jorge Carreira Maia Descalabros, duelos, metamorfoses e Inferno