O Homem Português, quem é, donde veio!
Opinião
» 2011-04-22
» Ana Sentieiro
Estamos em 2011 e enquanto Nação quase milenária somos surpreendidos, mais uma vez, por uma situação de quase bancarrota que nos obriga a sermos governados pelos organismos internacionais. Na prática, deixamos de ser um povo soberano a mandar na nossa pátria, pelo que, vou tentar caracterizar o Homem Português, sendo que, o que sabemos das nossas genealogias são aquelas que os nossos intelectuais, académicos e escritores, nos têm transmitid os reis, rainhas, príncipes e cavaleiros e as guerras entre eles; os castelos, conventos e mosteiros. As pedras vivas (no dizer da António Sérgio), as pessoas, simples e humildes, essas pouco contam para a História.
O portugueses, que Ferreira de Castro, em 1929, na ”Selva”, designa de ”desbravadores e deserdados” e Alves Redol, em 1939, nos Gaibéus, lhes chama ”alugados, sobre as ordens do capataz”, homem de estatura mediana e de crânio oval.
Afinal, quem são e foram ”o ilustre peito Lusitano”, como o disse Luís de Camões, há 437 anos?
Quem são os ”lusitanos”, os ”magriços”, os ”tugas” e os nossos ”egrégios avós?”.
Ou resumimo-nos ao fado, da Amália, ao futebol, do Eusébio, e à Senhora da Fátima, das aparições ?
Ou os portugueses, enquanto integrados num colectivo nacional, nunca ultrapassaram a tradicional trilogia de clero, nobreza e povo, grupos sociais bem caracterizados, dos quais estavam excluídos o povão e os escravos, ou seja, a maioria dos que trabalhavam?
Hoje, sabemos que há centenas de milhares de anos se regista a presença humana nesta faixa ocidental, banhada pelo mar Atlântico, com 96 mil Km2 e que constitui, desde 1249, o território de Portugal, data em que empurrámos os sarracenos para o norte de África e depois, em 1415, iniciámos, em Ceuta, as aventuras marítimas por esses mares fora, fomos à Madeira, Açores, Cabo Verde, São Tomé, Angola, Moçambique, Brasil, Índia, Guiné, Timor, China e Macau. Fomos os maiores!
A todos estes – o homem simples e comum – os historiadores ignora-os. Para a história só constam os nomes sonantes – os dominantes instalados!
Que língua se falava no tempo do Condado Portucalense, quando o Papa concedeu a bula e fez nascer Portugal como nação independente?
Quando se fala nos Portugueses e em Portugal devemos ter em atenção a sua pequena densidade populacional. No primeiro censo, realizado em 1864, éramos, apenas, 4.188.419, reduzidas gentes para tamanha aventura onde nos metemos, sem resultados concretos para o desenvolvimento do país!
Fomos sempre colonizados por Espanha, França, Inglaterra e agora, pela Alemanha, França, Itália, as nações que mandam na União Europeia!
A nossa cultura foi sempre estrangeirada, embora, desde Fernão Lopes, passando pelo século XVI e seguintes, muita gente tivesse deixado obra feita.
Ajudámos a expulsar os muçulmanos da Ibéria; entregámos a governação aos Filipes de Espanha; abastecemo-nos com os ”restos” daquilo que sobrava das riquezas das colónias
O bom foi para Inglaterra, para sustentar a sua primeira revolução industrial. Em 1820 tentámos imitar as monarquias constitucionais; fomos mais uma vez enganados pela Regeneração, de 1852, quando surgiram os ”bigodaças” burgueses que ficaram conhecidos pelos ”vencidos da vida” e são eles que, com a República de 1910, lançam o país numa grande confusão, até à ditadura de Maio de 1926 que vigorou até 1974, com o consentimento e silêncio da esmagadora maioria da população, cuja solução foi a emigração!
Há muitos anos que me interrogo sobre as razões do nosso histórico atraso cultural! A nação mais antiga do Mundo não passa da cepa-torta. Qual a razão?
O que tem falhado para o Homem Português não passar de ser um servil dos outros povos?
É trágico e penoso ver o patrioteiro fatalismo nacional que, diz-nos, sempre foi assim!
Trágico e penoso constatar que continuamos a ser um povo com elevado número de analfabetos e de analfabetos funcionais!
Trágico e penoso ver que a educação e o ensino retroagiu para o patriotismo-empirista e que o estudo da filosofia, da história, da matemática e do português, foi substituído pelos telemóveis, computadores e Internet!
As crianças que hoje têm entre 3 e 10 anos de idade nunca ouviram falar da cartilha de João de Deus !!!
Ou conseguimos revolucionar as mentalidades nas nossas escolas, ou daqui por 100 anos estaremos muito mais atrasados em relação ao Mundo, porque foi isso que sempre quiseram os dominantes instalados!
Nem o 25 de Abril abriu novos horizontes ao Homem Português!
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
O Homem Português, quem é, donde veio!
Opinião
» 2011-04-22
» Ana Sentieiro
Estamos em 2011 e enquanto Nação quase milenária somos surpreendidos, mais uma vez, por uma situação de quase bancarrota que nos obriga a sermos governados pelos organismos internacionais. Na prática, deixamos de ser um povo soberano a mandar na nossa pátria, pelo que, vou tentar caracterizar o Homem Português, sendo que, o que sabemos das nossas genealogias são aquelas que os nossos intelectuais, académicos e escritores, nos têm transmitid os reis, rainhas, príncipes e cavaleiros e as guerras entre eles; os castelos, conventos e mosteiros. As pedras vivas (no dizer da António Sérgio), as pessoas, simples e humildes, essas pouco contam para a História.
O portugueses, que Ferreira de Castro, em 1929, na ”Selva”, designa de ”desbravadores e deserdados” e Alves Redol, em 1939, nos Gaibéus, lhes chama ”alugados, sobre as ordens do capataz”, homem de estatura mediana e de crânio oval.
Afinal, quem são e foram ”o ilustre peito Lusitano”, como o disse Luís de Camões, há 437 anos?
Quem são os ”lusitanos”, os ”magriços”, os ”tugas” e os nossos ”egrégios avós?”.
Ou resumimo-nos ao fado, da Amália, ao futebol, do Eusébio, e à Senhora da Fátima, das aparições ?
Ou os portugueses, enquanto integrados num colectivo nacional, nunca ultrapassaram a tradicional trilogia de clero, nobreza e povo, grupos sociais bem caracterizados, dos quais estavam excluídos o povão e os escravos, ou seja, a maioria dos que trabalhavam?
Hoje, sabemos que há centenas de milhares de anos se regista a presença humana nesta faixa ocidental, banhada pelo mar Atlântico, com 96 mil Km2 e que constitui, desde 1249, o território de Portugal, data em que empurrámos os sarracenos para o norte de África e depois, em 1415, iniciámos, em Ceuta, as aventuras marítimas por esses mares fora, fomos à Madeira, Açores, Cabo Verde, São Tomé, Angola, Moçambique, Brasil, Índia, Guiné, Timor, China e Macau. Fomos os maiores!
A todos estes – o homem simples e comum – os historiadores ignora-os. Para a história só constam os nomes sonantes – os dominantes instalados!
Que língua se falava no tempo do Condado Portucalense, quando o Papa concedeu a bula e fez nascer Portugal como nação independente?
Quando se fala nos Portugueses e em Portugal devemos ter em atenção a sua pequena densidade populacional. No primeiro censo, realizado em 1864, éramos, apenas, 4.188.419, reduzidas gentes para tamanha aventura onde nos metemos, sem resultados concretos para o desenvolvimento do país!
Fomos sempre colonizados por Espanha, França, Inglaterra e agora, pela Alemanha, França, Itália, as nações que mandam na União Europeia!
A nossa cultura foi sempre estrangeirada, embora, desde Fernão Lopes, passando pelo século XVI e seguintes, muita gente tivesse deixado obra feita.
Ajudámos a expulsar os muçulmanos da Ibéria; entregámos a governação aos Filipes de Espanha; abastecemo-nos com os ”restos” daquilo que sobrava das riquezas das colónias
O bom foi para Inglaterra, para sustentar a sua primeira revolução industrial. Em 1820 tentámos imitar as monarquias constitucionais; fomos mais uma vez enganados pela Regeneração, de 1852, quando surgiram os ”bigodaças” burgueses que ficaram conhecidos pelos ”vencidos da vida” e são eles que, com a República de 1910, lançam o país numa grande confusão, até à ditadura de Maio de 1926 que vigorou até 1974, com o consentimento e silêncio da esmagadora maioria da população, cuja solução foi a emigração!
Há muitos anos que me interrogo sobre as razões do nosso histórico atraso cultural! A nação mais antiga do Mundo não passa da cepa-torta. Qual a razão?
O que tem falhado para o Homem Português não passar de ser um servil dos outros povos?
É trágico e penoso ver o patrioteiro fatalismo nacional que, diz-nos, sempre foi assim!
Trágico e penoso constatar que continuamos a ser um povo com elevado número de analfabetos e de analfabetos funcionais!
Trágico e penoso ver que a educação e o ensino retroagiu para o patriotismo-empirista e que o estudo da filosofia, da história, da matemática e do português, foi substituído pelos telemóveis, computadores e Internet!
As crianças que hoje têm entre 3 e 10 anos de idade nunca ouviram falar da cartilha de João de Deus !!!
Ou conseguimos revolucionar as mentalidades nas nossas escolas, ou daqui por 100 anos estaremos muito mais atrasados em relação ao Mundo, porque foi isso que sempre quiseram os dominantes instalados!
Nem o 25 de Abril abriu novos horizontes ao Homem Português!
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
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» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
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» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
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» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
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» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
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» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |