O envelhecimento e o acesso à medicina e aos lares
Opinião
» 2011-04-29
» Ana Sentieiro
Os ”velhos”, estão a aumentar em Portugal, mercê da evolução das ciências da medicina que a partir do salto havido a partir de meados do século XIX, foram vertiginosos os seus avanços científicos, para bem de todos nós, não obstante as fratricidas guerras mundiais ocorridas no século XX que mostraram a outra face, abominável, do homem actual.
Ao invés, apesar da universalidade e igualdade destas descobertas científicas, o acesso aos cuidados de saúde é efectuado com grandes discriminações, porquanto, não obstante a existência dum Serviço Nacional de Saúde, com centros de saúde e hospitais públicos e médicos de família, é visível haver uma saúde para pobres e outra para ricos!
Na medicina, duas importantes especialidades tratam das pessoas mais velhas: a gerontologia e geriatria. É que torna-se muito importante a especialização nos cuidados médicos para os ”velhos” que, felizmente, são cada vez mais. Aliás, Portugal é um dos países mais velhos do mundo e o aumento da longevidade não está a ser compensado com a natalidade. Espera-se que, pelos Censos/2011, se apurem os níveis etários da população.
Os ”velhos”, aí estão lutando por uma vida com dignidade, porque sem qualidade de vida seriam pessoas que só estariam vivas no BI e nos cadernos eleitorais para garantirem aos políticos a sua nomeação para ocuparem as cadeiras do poder.
O envelhecimento traz para as pessoas todas as doenças em face da sua maior debilidade, quer no domínio físico, quer no foro mental: a arteriosclerose, os músculos, a pele, a estatura, os olhos, ouvidos, rins, diabetes, fígado, aparelho respiratório, são males que mais facilmente afectam os ”velhos” que, por isso, requerem maiores cuidados e atenções.
Estão as famílias, o Estado e as autarquias apetrechadas e sensibilizadas para acolherem e tratarem estes problemas?
Na parte médica, o acesso ao médico de família, embora seja um grande benefício, pelos laços e empatias que podem ser efectivadas na relação médico/doente, é manifestamente insuficiente, porquanto as especialidades médicas só acolhem os doentes com semanas e meses de atraso, agravando os males diagnosticados na clínica geral. O recurso, para quem tem meios é a medicina privada!
Sobre o acolhimento, a generalidade das famílias, não tem condições para tratar dos seus ”velhos”, quer na parte dos tratamentos, quer no alojamento.
Em 2006, o Estado, criou uma rede de cuidados continuados para acolher as pessoas em situação de dependência, comparticipando no custo do alojamento. Embora o número de vagas seja, ainda, muito exíguo, é um bem este serviço. Mas, quando ouço dizer que o doente – mesmo doente – pode ter alta e ser entregue ao destino, aí, já não entendo qual o alcance do legislador ao criar esta rede.
Outras soluções para o acolhimento dos ”velhos”, serão um centro de dia ou um lar. Mas, aqui, tal como os hospitais privados, também proliferam os lares privados, estes que aceitam acolher os idosos, desde que paguem uma ”mesada” que, muitas vezes, é incomportável para os seus rendimentos.
Aqui, quer o Estado, quer as autarquias, também deveriam comparticipar e ajudar os mais carenciados. Porém, fazem-no, mas, muito timidamente, através das IPSS e das misericórdias.
Além de que, o acesso a estes lares, comparticipados pelo Estado, é muito difícil e com critérios em que a parte comercial, parece sobrepor-se à situação social do idoso.
Um idoso, pobre, para entrar nestes lares, quase precisa de ter a ”bênção dos deuses”, se não quiser morrer sozinho, como, agora, está na moda!
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
O envelhecimento e o acesso à medicina e aos lares
Opinião
» 2011-04-29
» Ana Sentieiro
Os ”velhos”, estão a aumentar em Portugal, mercê da evolução das ciências da medicina que a partir do salto havido a partir de meados do século XIX, foram vertiginosos os seus avanços científicos, para bem de todos nós, não obstante as fratricidas guerras mundiais ocorridas no século XX que mostraram a outra face, abominável, do homem actual.
Ao invés, apesar da universalidade e igualdade destas descobertas científicas, o acesso aos cuidados de saúde é efectuado com grandes discriminações, porquanto, não obstante a existência dum Serviço Nacional de Saúde, com centros de saúde e hospitais públicos e médicos de família, é visível haver uma saúde para pobres e outra para ricos!
Na medicina, duas importantes especialidades tratam das pessoas mais velhas: a gerontologia e geriatria. É que torna-se muito importante a especialização nos cuidados médicos para os ”velhos” que, felizmente, são cada vez mais. Aliás, Portugal é um dos países mais velhos do mundo e o aumento da longevidade não está a ser compensado com a natalidade. Espera-se que, pelos Censos/2011, se apurem os níveis etários da população.
Os ”velhos”, aí estão lutando por uma vida com dignidade, porque sem qualidade de vida seriam pessoas que só estariam vivas no BI e nos cadernos eleitorais para garantirem aos políticos a sua nomeação para ocuparem as cadeiras do poder.
O envelhecimento traz para as pessoas todas as doenças em face da sua maior debilidade, quer no domínio físico, quer no foro mental: a arteriosclerose, os músculos, a pele, a estatura, os olhos, ouvidos, rins, diabetes, fígado, aparelho respiratório, são males que mais facilmente afectam os ”velhos” que, por isso, requerem maiores cuidados e atenções.
Estão as famílias, o Estado e as autarquias apetrechadas e sensibilizadas para acolherem e tratarem estes problemas?
Na parte médica, o acesso ao médico de família, embora seja um grande benefício, pelos laços e empatias que podem ser efectivadas na relação médico/doente, é manifestamente insuficiente, porquanto as especialidades médicas só acolhem os doentes com semanas e meses de atraso, agravando os males diagnosticados na clínica geral. O recurso, para quem tem meios é a medicina privada!
Sobre o acolhimento, a generalidade das famílias, não tem condições para tratar dos seus ”velhos”, quer na parte dos tratamentos, quer no alojamento.
Em 2006, o Estado, criou uma rede de cuidados continuados para acolher as pessoas em situação de dependência, comparticipando no custo do alojamento. Embora o número de vagas seja, ainda, muito exíguo, é um bem este serviço. Mas, quando ouço dizer que o doente – mesmo doente – pode ter alta e ser entregue ao destino, aí, já não entendo qual o alcance do legislador ao criar esta rede.
Outras soluções para o acolhimento dos ”velhos”, serão um centro de dia ou um lar. Mas, aqui, tal como os hospitais privados, também proliferam os lares privados, estes que aceitam acolher os idosos, desde que paguem uma ”mesada” que, muitas vezes, é incomportável para os seus rendimentos.
Aqui, quer o Estado, quer as autarquias, também deveriam comparticipar e ajudar os mais carenciados. Porém, fazem-no, mas, muito timidamente, através das IPSS e das misericórdias.
Além de que, o acesso a estes lares, comparticipados pelo Estado, é muito difícil e com critérios em que a parte comercial, parece sobrepor-se à situação social do idoso.
Um idoso, pobre, para entrar nestes lares, quase precisa de ter a ”bênção dos deuses”, se não quiser morrer sozinho, como, agora, está na moda!
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
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» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
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» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
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» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
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» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
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» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |