Apesar de tudo devemos votar em 5 de Junho!
Opinião
» 2011-05-13
» Ana Sentieiro
Já em plena crise financeira, em Setembro de 2009, houve eleições para a escolha do Governo que governou o país, até que em 23/03/2011, os partidos da oposição (da esquerda à direita) votaram pela sua queda e o Presidente da República, em vez de procurar outro Governo, no âmbito dos 230 deputados eleitos em 2009, preferiu dissolver a Assembleia da República e, a meio do mandato da legislatura, convocou novas eleições que se vão realizar no próximo dia 5 de Junho.
As causas das desinteligências entre os políticos instalados não têm a ver com o modelo que cada um escolheu para Portugal – o sistema capitalista, com saliência para a economia de mercado, este que é o causador das desigualdades sociais – o desacordo, entre eles, nasce pelo facto de todos quererem ter poder para mandarem e usufruírem privilégios e mordomias. Porque, no essencial, eles entendem-se e bem!
Ao mesmo tempo que convocavam novas eleições, pediam ajuda aos organismos internacionais (FMI/BCE/UE), responsáveis pela gestão do modelo capitalista, para nos emprestarem dinheiro que nos permita solvermos os nossos compromissos, resultantes das erradas e ruinosas governações, ocorridas nos 37 anos de Abril e de democracia.
O povo é que, livremente, tem escolhido estes governantes quer seja, no poder central (PR e AR) e poder local (308 municípios e 4200 freguesias). Obviamente, tem escolhido mal, porquanto os resultados estão à vista. Aliás, foi o reconhecimento da sua incapacidade e incompetência que os levou a pedir ajuda técnica e financeira a instituições estrangeiras que aqui se instalaram e ditaram um programa que os partidos políticos do ”arco constitucional” (que ninguém sabe o que é este ”arco”!) logo o subscreveram, impondo um conjunto das chamadas ”reformas estruturais” (palavrões que o povo desconhece). E, assim, vão emprestar 78 mil milhões de euros, mas desses, 12 mil milhões vão para os banqueiros!
Para compor o ramalhete, logo aparece a lista dos 100 mais influentes de Portugal e se associam outros da mesma cartilha na ”Mais Sociedade”!
Eles entendem-se!
É evidente que o país vai ser nos próximos anos governado com o programa imposto pelas instituições internacionais. Então, votar para quê, dirão muitos ?
Eu tenho reflectido se vale a pena votar e concluí que no dia 5 de Junho devo utilizar o meu voto, com seriedade, apesar de saber que vou participar numa ”paródia democrática”. E tenho várias alternativas que não vou desperdiçar. Eu sei bem quem me tem enganado. Eles estão bem identificados, basta ver as preferências dos comentadores que temos e que estão, na maioria dos casos, ao serviço dos ”donos do dinheiro”.
O método para a minha escolha resultou de ver o comportamento que cada partido tem tido sobre a austeridade imposta aos portugueses.
Os partidos do ”arco constitucional” (PS, PSD e CDS), são aqueles que têm governado o país há mais de 36 anos. Já os conhecemos e muito bem. Estão todos bem na vida, enquanto o povão está à beira da miséria. Existem mais partidos, dois deles até têm desempenhado um papel patriótico, recusando sentarem-se à mesa com os ”donos do dinheiro” para lhes prestarem vassalagem e lhes entregar a soberania de Portugal. São eles, o PCP e o BE. Estes merecem o voto do povão.
Santarém tem 404.095 eleitores, distribuídos por 21 concelhos e elege 10 deputados. Ideologicamente apoio estes dois partidos, mas votarei no BE por reconhecer nos seus candidatos mais mérito e competência, além de concordar, mais, com a prática política dos bloquistas.
Por isso, sendo o voto ”a arma do povo” usemo-lo, como voto útil, contra a abstenção e contra o voto nulo ou branco.
Em 5 de Junho de 2011, nenhum eleitor, no Ribatejo, deverá ficar em casa.
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Apesar de tudo devemos votar em 5 de Junho!
Opinião
» 2011-05-13
» Ana Sentieiro
Já em plena crise financeira, em Setembro de 2009, houve eleições para a escolha do Governo que governou o país, até que em 23/03/2011, os partidos da oposição (da esquerda à direita) votaram pela sua queda e o Presidente da República, em vez de procurar outro Governo, no âmbito dos 230 deputados eleitos em 2009, preferiu dissolver a Assembleia da República e, a meio do mandato da legislatura, convocou novas eleições que se vão realizar no próximo dia 5 de Junho.
As causas das desinteligências entre os políticos instalados não têm a ver com o modelo que cada um escolheu para Portugal – o sistema capitalista, com saliência para a economia de mercado, este que é o causador das desigualdades sociais – o desacordo, entre eles, nasce pelo facto de todos quererem ter poder para mandarem e usufruírem privilégios e mordomias. Porque, no essencial, eles entendem-se e bem!
Ao mesmo tempo que convocavam novas eleições, pediam ajuda aos organismos internacionais (FMI/BCE/UE), responsáveis pela gestão do modelo capitalista, para nos emprestarem dinheiro que nos permita solvermos os nossos compromissos, resultantes das erradas e ruinosas governações, ocorridas nos 37 anos de Abril e de democracia.
O povo é que, livremente, tem escolhido estes governantes quer seja, no poder central (PR e AR) e poder local (308 municípios e 4200 freguesias). Obviamente, tem escolhido mal, porquanto os resultados estão à vista. Aliás, foi o reconhecimento da sua incapacidade e incompetência que os levou a pedir ajuda técnica e financeira a instituições estrangeiras que aqui se instalaram e ditaram um programa que os partidos políticos do ”arco constitucional” (que ninguém sabe o que é este ”arco”!) logo o subscreveram, impondo um conjunto das chamadas ”reformas estruturais” (palavrões que o povo desconhece). E, assim, vão emprestar 78 mil milhões de euros, mas desses, 12 mil milhões vão para os banqueiros!
Para compor o ramalhete, logo aparece a lista dos 100 mais influentes de Portugal e se associam outros da mesma cartilha na ”Mais Sociedade”!
Eles entendem-se!
É evidente que o país vai ser nos próximos anos governado com o programa imposto pelas instituições internacionais. Então, votar para quê, dirão muitos ?
Eu tenho reflectido se vale a pena votar e concluí que no dia 5 de Junho devo utilizar o meu voto, com seriedade, apesar de saber que vou participar numa ”paródia democrática”. E tenho várias alternativas que não vou desperdiçar. Eu sei bem quem me tem enganado. Eles estão bem identificados, basta ver as preferências dos comentadores que temos e que estão, na maioria dos casos, ao serviço dos ”donos do dinheiro”.
O método para a minha escolha resultou de ver o comportamento que cada partido tem tido sobre a austeridade imposta aos portugueses.
Os partidos do ”arco constitucional” (PS, PSD e CDS), são aqueles que têm governado o país há mais de 36 anos. Já os conhecemos e muito bem. Estão todos bem na vida, enquanto o povão está à beira da miséria. Existem mais partidos, dois deles até têm desempenhado um papel patriótico, recusando sentarem-se à mesa com os ”donos do dinheiro” para lhes prestarem vassalagem e lhes entregar a soberania de Portugal. São eles, o PCP e o BE. Estes merecem o voto do povão.
Santarém tem 404.095 eleitores, distribuídos por 21 concelhos e elege 10 deputados. Ideologicamente apoio estes dois partidos, mas votarei no BE por reconhecer nos seus candidatos mais mérito e competência, além de concordar, mais, com a prática política dos bloquistas.
Por isso, sendo o voto ”a arma do povo” usemo-lo, como voto útil, contra a abstenção e contra o voto nulo ou branco.
Em 5 de Junho de 2011, nenhum eleitor, no Ribatejo, deverá ficar em casa.
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
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» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
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» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
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» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
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» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
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» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |