• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Domingo, 08 Dezembro 2019    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Qua.
 14° / 5°
Céu nublado com chuva fraca
Ter.
 15° / 5°
Períodos nublados
Seg.
 16° / 7°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  15° / 9°
Céu nublado com chuva fraca
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

O novo modelo de vida português: a austeridade!

Opinião  »  2011-06-09  »  Ana Sentieiro

Após 75 dias de folclore político (desde 23 de Março, data da queda do Governo), das peixeiradas, das arruadas, das sondagens e doutros eventos, no dia 5 de Junho de 2011, aconteceu uma autêntica revolução em Portugal, em que o povo, livremente, escolheu o novo modelo de sociedade: a austeridade!

Eu estive lá, numa Assembleia de Voto e pude testemunhar que as pessoas estavam radiantes por escolherem a austeridade. Mostravam alívio e, também, cumplicidade! Há sado-masoquismo nesta escolha eleitoral!

Procuro pesquisar momentos da História de Portugal que tenham alguma semelhança e não obstante entender as motivações dos 4.355.510 (41,6% dos votantes) cidadãos que votaram pela austeridade, no PPD, PS e CDS (aqui reconheço que as sondagens fizeram um bom trabalho!), só encontro paralelo com a chamada Revolução do 28 de Maio de 1926, quer pelos seus antecedentes, quer, também, por algumas reacções populares à vinda de Salazar para pôr ordem e disciplinar as finanças públicas.

Agora, temos um novo Governo (não um Governo novo, porque este PSD e CDS já governou 19 dos 35 anos, desde a instauração desta democracia. Ou seja, já os conhecemos e bem!

Numa obsessão nunca vista que raiava a psicanálise freudiana todos abominavam Sócrates (este que teimosamente se manteve no Governo, após 23 de Março). Agora que já saiu, Passos Coelho e Paulo Portas são os bons discípulos da Troika para disciplinarem as finanças públicas como fez Salazar, eles (PSD e CDS) que vão tomar posse com 26,37% de votos, tal como Cavaco Silva exerce o cargo, com 23,15% do voto dos portugueses.

A História não se repete, por isso, espero que as medidas severas e duras, impostas pelos países ricos, não sejam fomentadoras de males ainda piores!

Outra leitura que se pode fazer desta manifestação de vontade popular das eleições de 5 de Junho (como gostam de glosar os arautos apaniguados do folclore das eleições à americana), é que a Revolução de Abril, nomeadamente do que dela resta, a CRP, é já passado. Agora, só falta tirar da Constituição o que tenha a ver com aqueles ” desvarios” revolucionários, dos Militares de Abril.

Tudo bem feito, inclusivé o papel preponderante das empresas e dos ”Donos de Portugal” que mandam na Comunicação Social!

Fixemo-nos, então nesta data histórica de 5 de Junho de 2011, como mais um encontro negativo dos portugueses com a sua História.

Estamos em austeridade que aceitámos e aprovámos, agora, não nos devemos queixar de vermos diminuídos os nossos rendimentos, as pensões de reforma, os cuidados de saúde, a educação, a habitação. Agora, o utilizador paga as Scuts e não discute. Os professores vão ser avaliados e as corporações que queiram melhorar regalias, podem esperar mais algumas décadas. O tempo é de austeridade. O novo Governo tem legitimidade e autoridade para disciplinar os gastadores, nomeadamente aqueles que englobam as classes sociais mais desfavorecidas.

Embora adivinhe o que vai acontecer, vou estar atento para saber se a austeridade, também, vai atingir os ”Donos de Portugal”.

Ao povão e a todos os que não se revêem na austeridade e não querem ser colonos dos países ricos, resta-lhes, apenas, resistir, resistir e mais resistir, porque a História e a Vida ditará, proximamente, novos paradigmas.

Tenhamos esperança!

 

 

 Outras notícias - Opinião


A questão ambiental »  2019-12-07  »  Jorge Carreira Maia

A generalidade dos cidadãos, onde se incluem as elites políticas, não tem qualquer capacidade para julgar se as alterações climáticas em curso são de origem humana ou se são apenas efeitos de uma alteração do clima que ocorre independentemente das acções humanas.
(ler mais...)


No Jornal Torrejano, uma torrejana “dos quatro costados” »  2019-12-05  »  Ana Lúcia Cláudio

Quase dez da noite da última sexta-feira de Novembro, no aeroporto da Portela. Está quente para quem acaba de chegar de um país mais frio. Apanho um táxi para o centro de Lisboa, uma distância suficientemente curta para não ser do agrado dos taxistas.
(ler mais...)


Há um elefante na sala: o ensino superior da região! »  2019-12-05  »  Jorge Salgado Simões

Podemos não falar do assunto. Podemos todos ir pensando nisto sem dizer o que quer que seja, ou fazer do tema não mais do que uma conversa de café, para não melindrar ninguém.

Temos um problema na região com o ensino superior público: dois Institutos Politécnicos, Tomar e Santarém (IPT e IPS), demasiado pequenos e demasiado sozinhos, desligados entre si, pouco atrativos, pouco diferenciadores e com uma sustentabilidade mais do que duvidosa.
(ler mais...)


A biblioteca no mercado semanal »  2019-12-05  »  António Gomes

A Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes mudou-se para o mercado, literalmente. Às terças, quinzenalmente, é lá que se encontra.

Misturar as couves, as cebolas, o pão, o queijo, as flores e as pessoas com os livros é uma ideia que deve ser valorizada e apreciada.
(ler mais...)


O senhor da maquineta »  2019-12-05  »  Anabela Santos

Estamos no outono, muito perto da chegada do inverno. Uma estação bonita, de cores únicas, temperatura amena e blá, blá, blá… tudo de bom para dizer desta época do ano.

É também a altura em que as árvores de folha caduca se despem totalmente e deixam os seus ramos apanhar sol, ganhando assim força até à chegada da primavera, momento em que nos presenteiam, novamente, com a sombra das suas folhas.
(ler mais...)


A cantiga é uma arma... »  2019-11-29  »  Hélder Dias

O desafio da direita democrática »  2019-11-22  »  Jorge Carreira Maia

Comecemos pelo trivial, mas que muitas vezes é esquecido. O papel do PSD e do CDS tem sido fundamental para a consolidação de um regime democrático-liberal no nosso país. Uma democracia representativa não pode subsistir sem a existência de pluralidade política e de partidos de direita e de esquerda.
(ler mais...)


Deixaram morrer a tarambola »  2019-11-21  »  António Gomes

Pode dizer-se que é desolador, uma tristeza, que não querem saber, quem pode não quer, está tudo desprezado, é uma grande irresponsabilidade, é um desconsolo e mais uns quantos adjectivos, mas creio que é mais do que isso e mais grave.
(ler mais...)


Eu é que sei »  2019-11-21  »  Miguel Sentieiro

Vinha a ouvir no rádio do carro a rubrica “Eu é que sei!” A ideia passa por lançar perguntas às crianças para elas opinarem sobre o que pensam de cada temática. Eu é que sei…. “O que é um estetoscópio”, “porque há pessoas boas e más”, “porque as pessoas usam malas”, “porque é que as aranhas têm 8 olhos” , “o que é um pirilampo”, “para que serve a manete de mudanças.
(ler mais...)


Nazismo e comunismo »  2019-11-09  »  Jorge Carreira Maia

No mês passado o Parlamento Europeu aprovou uma resolução de condenação dos regimes nazi e comunista. Na verdade, ambos os regimes perseguiram e mataram adversários e o Estado teve neles uma configuração totalitária.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2019-11-09  »  Jorge Carreira Maia Nazismo e comunismo
»  2019-11-22  »  Jorge Carreira Maia O desafio da direita democrática
»  2019-11-21  »  António Gomes Deixaram morrer a tarambola
»  2019-11-21  »  Miguel Sentieiro Eu é que sei
»  2019-11-29  »  Hélder Dias A cantiga é uma arma...