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O consumo, o consumismo e o consumidor

Opinião  »  2011-06-22  »  Ana Sentieiro

O sistema político, económico e social que emergiu a partir da revolução industrial e da Revolução Francesa, de 1789, alargou e democratizou a distribuição dos bens de consumo e criou um novo parceiro, o consumidor.

O capitalismo, enquanto sistema de troca de dinheiro por bens e vice-versa, fundou os mercados, estes que tudo controlam, através das instituições financeiras e dos bancos, ou seja, como se tem visto na crise portuguesa, são os banqueiros que estabelecem as regras vivenciais dos portugueses e os políticos obedecem.

Convinha-lhes venderem dinheiro e por isso, abriram as portas ao consumismo e proclamaram solenemente, aquela velha máxima: ”consome agora e paga depois”. E foi assim, na compra de casas, nas viagens, nas férias ricaças, nos automóveis, nas indumentárias da moda, nos computadores, telemóveis, etc, etc. Tudo se compra!

Na época de férias e de Natal, o sistema paga o 13.º mês e 14.º mês de salários ou pensões e fá-lo não por benemerência, mas sim para alimentar o consumismo.

E foi assim que as famílias se endividaram e o país também e parece que só agora descobrimos que consumimos mais do que produzimos. E, agora, todos, os consumistas por vocação e aqueles que, apenas, consomem de acordo com os seus rendimentos, vão, todos, pagar o endividamento.

Analisemos os três temas com mais detalhes.

O consumo e as necessidades básicas para a sobrevivência humana são a alimentação, a saúde, as indumentárias e a habitação.

Lamentavelmente, milhões de pessoas em todo o mundo e maioria dos portugueses, não aufere rendimentos que lhes permita suportar os custos das necessidades primárias.

Quanto ao consumismo, na economia de mercado que vigora entre nós, o consumidor é aliciado para aderir ao consumo, nem que seja de coisas que não são imprescindíveis nem prioritárias.

O aliciamento é feito, sobretudo, por um processo que o sistema criou e alimenta: a publicidade que, por vezes, atinge descaramentos gigantescos.

Alguns exemplos: inundação das caixas do correio com atraente publicidade, na qual tudo se oferece a ”bacalhau a pataco”.

Damos créditos aos seus sonhos, invista e compre, compre, compre, assim diz a publicidade num jornal diário.

Veja-se o caso da RTP (para onde pagamos 5.750$00 anuais de imposto, acrescentado na factura da EDP), diariamente temos um programa televisivo de uma hora – o Preço Certo – pelo qual se faz publicidade a tudo o que é electrodomésticos.

Sobre o consumidor, este é o principal sujeito do sistema que a tudo está obrigado, apesar de estar protegido pela Constituição (Art.º 60º), com alguns direitos, mas que é obrigado a pagar IVA nos produtos que consome.

É verdade que o Estado protege o consumidor e até existem associações de defesa do consumidor e cooperativas de consumo mas, hoje, neste sistema capitalista e de mercado, o consumidor não passa de um mero objecto, adentro do mercado de consumo.

Ter ou não ter dinheiro, consumidores somos todos nós!

 

 

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