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Educação e cultura, onde não devemos falhar!

Opinião  »  2011-07-14  »  Ana Sentieiro

No dia 5 de Junho de 2011, o povo soberano votou na mudança, contra a continuidade. Votou pela austeridade!

Para executarem as medidas para a mudança já tomaram posse 47 elementos (39 homens e 8 mulheres), a maioria não eleitos, logo ao arrepio da democracia, ou seja, foram nomeados. Um deles até vivia e trabalhava no Canadá e outra diz que não percebe nada de agricultura, sempre dizendo ao ouvido de cada um dos filhos que já era ministra!

É assim a democracia representativa que nos governa!

Agora, há que cumprir as ordens dos nossos credores, se não vêm aí os ”cobradores de fraque”, para imporem a sua disciplina!

Quer o Presidente da República, quer o novo primeiro Ministro, já disseram que não vão falhar. Vamos cumprir!

Toda a gente sabe que em Portugal o maior défice é na educação e na cultura. O nosso histórico atraso é sócio-cultural, porque, assim, o têm determinado, ao longo dos tempos, os dominantes instalados e os donos de Portugal.

E um povo atrasado e iletrado é, mais, facilmente, aliciado para escolher as pessoas e o modelo de sociedade, como, agora, aconteceu nas eleições de 5 de Junho, sendo que em termos naturais ninguém gosta que lhe tirem direitos!

Há muitos anos que venho denunciando a falta dos investimentos necessários para que a todos os portugueses – todos os portugueses – seja facultado e facilitado o acesso ao ensino, ao conhecimento e à investigação. Aliás, foi no domínio da educação e na cultura que o 25 de Abril mais falhou, não obstante algumas melhorias verificadas, que, então, já se vinham verificando desde a década de 60, reconheça-se!

Por isso, não venham com as mesmas receitas e os mesmos modelos, porque onde não devemos falhar é nas actividades do nosso atraso, ou seja, na educação e na cultura, porque, só assim, ergueremos esta histórica nação ao nível das nações desenvolvidas, sendo que os portugueses são tão capazes e tão inteligentes, como os alemães, franceses ou ingleses, de quem não precisamos de esmolas!

Pelo que, já, se viu deste XIX Governo Constitucional, é o mesmo do mesm tirar aos pobres e dar aos ricos!

Na ”caça ao voto” não aumentava os impostos, agora, tal como em 1983 quando tiraram 28% do subsídio de Natal, agora, são 50%. E ainda ”a procissão está no adro”!

Os sinais de mudança deste novo governo, tem de ser dados na educação e na cultura. É necessário saber-se para quê estudar e frequentar a escola, se o objectivo se confinar, apenas, a preencher estatísticas e a instruir licenciaturas, mestrados e doutoramentos que não servem para nada, salvo a saída para a política, como agora aconteceu com a maioria destes 47 novos governantes.

É verdade que nestes 37 anos de liberdade e democracia têm saído das universidades portuguesas, académicos de elevados saberes, mas tem sido muito reduzido o seu contributo para evitar o descalabro dos desequilíbrios sociais e económicos, basta lembrar os depoimentos televisivos diários de muitos desses ilustres lentes que pouco têm ajudado na solução da crise. Ao invés, o que mostram é protagonismo para continuarem a integrar o banquete do poder. A escola, a universidade e os universitários pouco têm feito para evitarem a crise.

A educação e a cultura é um direito consagrado no Artº 73º da Constituição, texto que os senhores nobres governantes proclamaram, ao tomarem posse!

Eu não tenho dúvidas que as minhas utopias, na solução do atraso português pela via da educação e da cultura, não têm qualquer exequibilidade com este governo do PPD/PSD e CDS/PP, cujos valores e princípios não são os meus.

Ainda assim, desenganem-se aqueles que pensam que a solução da crise portuguesa passa pela economia e finanças.

A solução está na educação e na cultura!

 

 

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