O futebol e os negócios estão de volta
Opinião
» 2011-09-01
» Ana Sentieiro
Comecei por ter uma bola de trapos e com ela organizava jogos no largo baldio, em volta da histórica e grande sobreira que deu nome à actual Rua da Sobreira, aqui no Entroncamento, árvore que foi abatida para dar lugar ao imobiliário.
Futebol (em inglês, football, pé na bola), foi uma das primeiras modalidades desportivas a organizarem-se, após as primeiras olímpíadas da Era Moderna, de Pierre Coubertin, em 1896, embora só em 1908, em Londres participasse nos Jogos Olímpicos, com cinco países amadores.
A primeira Federação foi a inglesa, criada em 1863, enquanto a FIFA, só nasceu em 1905.
Certo dia perguntei a um jovem, o que gostava de ser quando fosse crescido. De pronto respondeu: ”jogador de futebol para ganhar muito dinheiro”. É verdade, o futebol, enquanto prática desportiva, deu lugar a altos negócios, em que os jogadores são comprados, vendidos e cotados na bolsa e os grandes clubes até criaram sociedades anónimas (as famigeradas SADs). E, em tempos de crise, homens poderosos e com muito dinheiro, até compram os clubes.
Existem em Portugal, muitas centenas de clubes a praticar futebol (aliás, em qualquer lugar ou aldeia, dois edifícios existem: uma igreja e um campo de futebol) e, existem, centenas de milhares de jovens a praticar o ponta-pé na bola. No entanto, um batalhão de jornalistas, jornais, rádios, e TVs, ocupam-se, apenas, com o Porto, Benfica e Sporting e deles falam de tudo, só faltando revelar as cores das cuecas dos jogadores.
É a sociedade do futebol e dos seus negócios!
Mas, além dos negócios, e até, de alguma mistura entre o futebol, a política e os políticos, existe a verdadeira prática da modalidade que prolifera por tudo o que é aldeia ou pequeno lugarejo.
Por exemplo, aqui no nosso Ribatejo, em qualquer dos 21 concelhos existem clubes e associações que se dedicam à prática do futebol, embora limitados a certo amadorismo, porquanto não dispõem de meios financeiros para pagarem salários aos jogadores. É o caso da Associação que se constituiu aqui, no Entroncamento, para preencher o vazio deixado pelo abandono e extinção do histórico Ferroviários do Entroncamento.
Denominada Cidade Ferroviária, ADCFE, com um conjunto de jovens e empenhados futebolistas, conseguiu vencer o campeonato distrital secundário e subir à divisão principal. Agora, ei-los já a treinar para o seu primeiro embate, numa deslocação a Vila Chã de Ourique, a 18 de Setembro, seguindo-se dois jogos aqui no Entroncamento, com o União de Tomar e o ”velho rival”, Torres Novas (que grandes lembranças tenho dos jogos no campo pelado do Bairro Camões e de ver o Fernando Preto, o Bernardo, o Canelas, Furriel, o Calado, o Zeca Mendes ou o seu irmão, Virgílio Mendes que veio a consagrar-se o ”Leão de Génova”, e foi, até, capitão da Selecção de Portugal.
A história do Entroncamento não pode ignorar o futebol e o seu Ferroviários!
Eram actividades que mexiam com toda a população, antes desta terra dos comboios e dos quartéis, cair no abandono, embora tenha crescido no imobiliário e, consequentemente, no aumento de população.
O futebol quando disputado com virilidade, mas não violência, é um desporto que dá gosto de ver. É por isso que facilmente tem muitos adeptos e logo é aproveitado por apitos dourados, negócios de milhões, violação da verdade desportiva, enfim, todo o lixo e lixeiras se misturam com o futebol, cujos negócios passam ao lado da crise. Por exemplo, a Troika esqueceu-se do futebol!
Gosto muito de ver um jogo de futebol bem disputado, mas abomino e detesto as paixões e as emoções que gravitam à sua volta!
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
O futebol e os negócios estão de volta
Opinião
» 2011-09-01
» Ana Sentieiro
Comecei por ter uma bola de trapos e com ela organizava jogos no largo baldio, em volta da histórica e grande sobreira que deu nome à actual Rua da Sobreira, aqui no Entroncamento, árvore que foi abatida para dar lugar ao imobiliário.
Futebol (em inglês, football, pé na bola), foi uma das primeiras modalidades desportivas a organizarem-se, após as primeiras olímpíadas da Era Moderna, de Pierre Coubertin, em 1896, embora só em 1908, em Londres participasse nos Jogos Olímpicos, com cinco países amadores.
A primeira Federação foi a inglesa, criada em 1863, enquanto a FIFA, só nasceu em 1905.
Certo dia perguntei a um jovem, o que gostava de ser quando fosse crescido. De pronto respondeu: ”jogador de futebol para ganhar muito dinheiro”. É verdade, o futebol, enquanto prática desportiva, deu lugar a altos negócios, em que os jogadores são comprados, vendidos e cotados na bolsa e os grandes clubes até criaram sociedades anónimas (as famigeradas SADs). E, em tempos de crise, homens poderosos e com muito dinheiro, até compram os clubes.
Existem em Portugal, muitas centenas de clubes a praticar futebol (aliás, em qualquer lugar ou aldeia, dois edifícios existem: uma igreja e um campo de futebol) e, existem, centenas de milhares de jovens a praticar o ponta-pé na bola. No entanto, um batalhão de jornalistas, jornais, rádios, e TVs, ocupam-se, apenas, com o Porto, Benfica e Sporting e deles falam de tudo, só faltando revelar as cores das cuecas dos jogadores.
É a sociedade do futebol e dos seus negócios!
Mas, além dos negócios, e até, de alguma mistura entre o futebol, a política e os políticos, existe a verdadeira prática da modalidade que prolifera por tudo o que é aldeia ou pequeno lugarejo.
Por exemplo, aqui no nosso Ribatejo, em qualquer dos 21 concelhos existem clubes e associações que se dedicam à prática do futebol, embora limitados a certo amadorismo, porquanto não dispõem de meios financeiros para pagarem salários aos jogadores. É o caso da Associação que se constituiu aqui, no Entroncamento, para preencher o vazio deixado pelo abandono e extinção do histórico Ferroviários do Entroncamento.
Denominada Cidade Ferroviária, ADCFE, com um conjunto de jovens e empenhados futebolistas, conseguiu vencer o campeonato distrital secundário e subir à divisão principal. Agora, ei-los já a treinar para o seu primeiro embate, numa deslocação a Vila Chã de Ourique, a 18 de Setembro, seguindo-se dois jogos aqui no Entroncamento, com o União de Tomar e o ”velho rival”, Torres Novas (que grandes lembranças tenho dos jogos no campo pelado do Bairro Camões e de ver o Fernando Preto, o Bernardo, o Canelas, Furriel, o Calado, o Zeca Mendes ou o seu irmão, Virgílio Mendes que veio a consagrar-se o ”Leão de Génova”, e foi, até, capitão da Selecção de Portugal.
A história do Entroncamento não pode ignorar o futebol e o seu Ferroviários!
Eram actividades que mexiam com toda a população, antes desta terra dos comboios e dos quartéis, cair no abandono, embora tenha crescido no imobiliário e, consequentemente, no aumento de população.
O futebol quando disputado com virilidade, mas não violência, é um desporto que dá gosto de ver. É por isso que facilmente tem muitos adeptos e logo é aproveitado por apitos dourados, negócios de milhões, violação da verdade desportiva, enfim, todo o lixo e lixeiras se misturam com o futebol, cujos negócios passam ao lado da crise. Por exemplo, a Troika esqueceu-se do futebol!
Gosto muito de ver um jogo de futebol bem disputado, mas abomino e detesto as paixões e as emoções que gravitam à sua volta!
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
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» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
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» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
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» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
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» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
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» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |