Uma edição de colecionador - joão quaresma
Opinião
» 2023-09-24
» João Quaresma
"“Não consideramos justa a subsidiação encapotada de uns em detrimento de outros."
O Jornal Torrejano entra nesta edição no seu trigésimo ano de publicações ininterruptas. Facto que é notável nos tempos que correm, com a felicidade de esta data e deste feito entrar pelo ano 2024, em que se comemoram os 50 anos da revolução de abril. Um jornal feito de muita carolice, um jornalismo onde a proximidade e familiaridade têm força, mas onde as pressões políticas não entraram nem entram.
E esta imunidade às pressões políticas, num jornalismo que é regional, é de assinalar pois essa resistência a pressões políticas traduz uma verdadeira e justa homenagem à liberdade de imprensa. Um Jornal Torrejano que, com mais ou menos dificuldades na afirmação da sua autonomia, nos brinda quinzenalmente com liberdade de expressão.
E assim tem de continuar a ser, pois não existindo esta liberdade não poderemos nunca falar em democracia.
Há assim que preservar esta independência, seja perante o poder económico, seja perante o poder político. Mas tal independência não quer dizer que o Município não possa ajudar no desenvolvimento da imprensa local. Importante será garantir que essa política de apoio não ameace a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político.
No nosso caso, o Município deverá ter a consciência de que a sua intervenção apenas deveria complementar a iniciativa dos agentes económicos, sejam estas associações, cooperativas ou sociedades comerciais. Não consideramos assim, justa, a subsidiação encapotada de uns em detrimento de outros. Deveria haver um ponto de partida comum subjacente ao suporte dos órgãos de comunicação do concelho e este deveria focar-se nos encargos base necessários à sua actividade de cada um deles.
Critério, objectividade e igualdade, quer no acesso a subvenções quer na distribuição daquilo que se designa por publicidade do Município ou da publicidade dos actos obrigatórios do Município.
Entendo que, só assim, o Município apostaria no fortalecimento das estruturas dos órgãos de comunicação social do concelho de Torres Novas, estimulando a criação de condições que visassem a melhoria da qualidade, a diversidade e o pluralismo da informação. Sairíamos todos a ganhar.
Independentemente de tudo isto, no ano em que se entra no trigésimo aniversário, o Jornal Torrejano vai seguindo, não deixando ficar a ideia de ser um “parente pobre” da comunicação social na região. Com maior ou menor autonomia financeira, tem assumido a sua responsabilidade e merece um justo reconhecimento pela importância que tem na imprensa regional.
Fica assim uma palavra de enormes felicitações a todos quantos contribuíram e hoje contribuem para o mesmo continue sendo publicado.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Uma edição de colecionador - joão quaresma
Opinião
» 2023-09-24
» João Quaresma
“Não consideramos justa a subsidiação encapotada de uns em detrimento de outros.
O Jornal Torrejano entra nesta edição no seu trigésimo ano de publicações ininterruptas. Facto que é notável nos tempos que correm, com a felicidade de esta data e deste feito entrar pelo ano 2024, em que se comemoram os 50 anos da revolução de abril. Um jornal feito de muita carolice, um jornalismo onde a proximidade e familiaridade têm força, mas onde as pressões políticas não entraram nem entram.
E esta imunidade às pressões políticas, num jornalismo que é regional, é de assinalar pois essa resistência a pressões políticas traduz uma verdadeira e justa homenagem à liberdade de imprensa. Um Jornal Torrejano que, com mais ou menos dificuldades na afirmação da sua autonomia, nos brinda quinzenalmente com liberdade de expressão.
E assim tem de continuar a ser, pois não existindo esta liberdade não poderemos nunca falar em democracia.
Há assim que preservar esta independência, seja perante o poder económico, seja perante o poder político. Mas tal independência não quer dizer que o Município não possa ajudar no desenvolvimento da imprensa local. Importante será garantir que essa política de apoio não ameace a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político.
No nosso caso, o Município deverá ter a consciência de que a sua intervenção apenas deveria complementar a iniciativa dos agentes económicos, sejam estas associações, cooperativas ou sociedades comerciais. Não consideramos assim, justa, a subsidiação encapotada de uns em detrimento de outros. Deveria haver um ponto de partida comum subjacente ao suporte dos órgãos de comunicação do concelho e este deveria focar-se nos encargos base necessários à sua actividade de cada um deles.
Critério, objectividade e igualdade, quer no acesso a subvenções quer na distribuição daquilo que se designa por publicidade do Município ou da publicidade dos actos obrigatórios do Município.
Entendo que, só assim, o Município apostaria no fortalecimento das estruturas dos órgãos de comunicação social do concelho de Torres Novas, estimulando a criação de condições que visassem a melhoria da qualidade, a diversidade e o pluralismo da informação. Sairíamos todos a ganhar.
Independentemente de tudo isto, no ano em que se entra no trigésimo aniversário, o Jornal Torrejano vai seguindo, não deixando ficar a ideia de ser um “parente pobre” da comunicação social na região. Com maior ou menor autonomia financeira, tem assumido a sua responsabilidade e merece um justo reconhecimento pela importância que tem na imprensa regional.
Fica assim uma palavra de enormes felicitações a todos quantos contribuíram e hoje contribuem para o mesmo continue sendo publicado.
O rio que maltratamos mata-nos a sede
» 2026-05-18
» António Mário Santos
Em 20 de Março último publiquei, neste periódico, um artigo intitulado «Falemos de Cultura e do que o Município pode criar». Apontava, entre outros aspectos, um dos erros que, na minha opinião, menorizava a dimensão da actividade, neste sector específico do município: a sua municipalização, assente na pura opção dos seus técnicos, sem atenção ao que, na comunidade, se ia construindo. |
Da importância da redenção
» 2026-05-18
» Jorge Carreira Maia
Descansemos do triste estado do mundo e falemos de outra coisa. Façamos mesmo como os jogadores de Xadrez do poema de Ricardo Reis: Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia /Tinha não sei qual guerra, / Quando a invasão ardia na Cidade / E as mulheres gritavam, / Dois jogadores de xadrez jogavam / O seu jogo contínuo. |
Obras públicas concelhias
» 2026-05-18
» António Gomes
Deviam ser levadas a sério, com rigor e transparência. Mas não, em Torres Novas parece que é tudo ao contrário. Muitos se lembrarão ainda do que foi o calvário para concluir o edifício do antigo hospital, hoje Paços do Concelho, e mais recentemente o “bairro dos pobres”, bairro na Calçada António Nunes, entre outros… fez-se este caminho e parece que vai continuar. |
Todo bem vestido e sem sítio para ir
» 2026-05-18
» Carlos Paiva
Existirá sempre um leque de temas infelizes, más decisões, incompetências, desleixos, corrupção, para alimentar qualquer cronista em qualquer jornal local. A abundância temática por vezes é tal que se perde o foco no essencial e deriva-se para o acessório. |
A aposta na mobilidade não pode parar
» 2026-05-04
» António Gomes
Comemorámos o 25 de Abril e foi uma grande comemoração. Fiquei um pouco mais descansado quanto ao futuro da nossa Liberdade, a rua em 1974 foi o que decidiu o desfecho daquela data e agora, no 52.º aniversário, a rua voltou a não deixar dúvidas absolutamente nenhumas, tantas foram as pessoas por esse País fora que quiseram dizer presente para assegurar a Democracia e a Liberdade. |
Todo o mundo é composto de mudança
» 2026-05-04
» António Mário Santos
E o povo saiu à rua, dançou, cantou, sorriu. Andou de cravo na mão, a dizer aos governantes que o 25 de Abril, ainda que o não tenham maioritariamente, vivido, representa algo de muito importante, para cada geração: a liberdade. |
Resistência
» 2026-05-04
«Chegou a altura de lançarmos um grito de revolta e de alerta. Não era um país com este contexto que queríamos quando fizemos o 25 de Abril». «É inaceitável a crescente injustiça social, o fosso cada vez maior que se está a cavar entre os mais ricos e os mais pobres. |
Pão, Paz e Liberdade
» 2026-05-04
» José Mota Pereira
Não parecia possível. Pela Europa, o fascismo e o nazismo avançavam. Também ali em França, a desumanidade se organizava. Mas o que parecia impossível, tornou-se possível: o Partido Radical, o Partido Socialista Francês e o Partido Comunista Francês, com um entendimento histórico ergueram a Frente Popular. |
Os males do presente
» 2026-05-04
» Jorge Carreira Maia
Por que razão vivemos num momento de grande turbulência mundial? Haverá muita gente com respostas, umas mais sensatas do que outras. Aventuras geopolíticas das grandes potências imperiais e os habituais interesses económicos são razões que surgem para dar um sentido ao que estamos a viver. |
O MERCADO DA INDIFERENÇA
» 2026-04-28
Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, decidiu isentar a organização do Rock in Rio do pagamento de 3 milhões de euros de taxas municipais devidas pela realização daquele mega-evento. Isto é, o autarca prefere abdicar de 3 milhões de euros em favor de uma grande multinacional do entretenimento, que lucra centenas de milhões de lucro nas suas iniciativas planetárias, a alocar esses 3 milhões, que cobraria, para as necessidades da educação, da acção social ou do desporto da população da capital. |
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» 2026-04-28
O MERCADO DA INDIFERENÇA |
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» 2026-05-04
» António Mário Santos
Todo o mundo é composto de mudança |
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» 2026-05-04
» José Mota Pereira
Pão, Paz e Liberdade |
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» 2026-05-04
» Jorge Carreira Maia
Os males do presente |
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» 2026-05-04
Resistência |