• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Domingo, 19 Janeiro 2020    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Qua.
 13° / 6°
Céu nublado
Ter.
 14° / 4°
Períodos nublados
Seg.
 11° / 5°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  16° / 6°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Bloco de Esquerda, Rui Rio, União Europeia e Igreja Católica

Opinião  »  2019-07-05  »  Jorge Carreira Maia

"O BE e a escolha dos candidatos, as opções de Rui Rio, os desarranjos na União Europeia e a queda da influência da Igreja Católica, estes são os temas da crónica desta quinzena."

O BLOCO DE ESQUERDA E OS DEPUTADOS. Parece haver divergências entre a distrital de Santarém e a direcção nacional sobre quem deve encabeçar a lista de candidatos pelo distrito às eleições legislativas. Este caso e também o do Porto, onde existe contestação às opções da direcção nacional, mostram que o BE está cada vez mais integrado no espírito do sistema partidário português. A proximidade do poder gera competição pelos lugares elegíveis e as direcções centrais dos partidos preocupam-se em assegurar fidelidades, uma forma de ter um exército coeso e evitar ruído. Todas estas coisas, porém, têm um preço. Para o BE é o da banalização, o ser visto como um partido igual aos outros.

AS OPÇÕES DE RUI RIO. O líder do PSD surpreendeu o establishment político com a escolha dos primeiras cabeças de listas para as eleições de Outubro. Os apoiantes de Rio verão nas escolhas uma excelente ideia para renovar o partido. Outros sublinharão nessas escolhas a estratégia para eliminar os críticos da direcção. Na verdade, tudo isso é irrelevante. O que tem relevo é, a confirmar-se o rumor, o facto de Rui Rio não encabeçar nenhuma lista de candidatos. Por uma questão simbólica e de tributo à democracia representativa, um candidato a primeiro-ministro deve encabeçar uma das listas colocadas à votação.

UNIÃO EUROPEIA. Há dias, Emmanuel Macron disse, a propósito do preenchimento dos lugares de topo da União Europeia, que os líderes europeus deram uma péssima imagem daquela. Em todos os projectos políticos há uma dose de utopia. Esta tem a função positiva de fornecer um horizonte. Tem, porém, uma dimensão negativa: a de querer forçar a realidade. As actuais dificuldades parecem mostrar que se passou a ténue fronteira onde a utopia europeia é positiva e se entrou num não lugar onde, por negação da realidade, a vida é impossível.

A QUEDA DO CATOLICISMO. Um estudo sobre a paisagem religiosa da grande Lisboa, coordenado por Alfredo Teixeira, da Universidade Católica, tem um conjunto de dados que vale a pena prestar atenção. Nesta área do país, apenas 55% das pessoas se dizem católicas, mas uma grande parte destas são não praticantes e muitas contestam as orientações da Igreja. Por outro lado, 35% dos inquiridos dizem-se crentes sem religião (13,1%), ateus (10%), agnósticos (6,9%) ou indiferentes (4,9%). O dado mais importante a realçar é a grande erosão sofrida pela Igreja Católica no seu poder para moldar consciências e atrair as pessoas para os seus valores. Em poucas décadas, a principal fonte de formação de valores morais da sociedade portuguesa parece ter-se esgotado.

 

 

 Outras notícias - Opinião


O discurso do rancor »  2020-01-10  »  Jorge Carreira Maia

Vivemos num país cordato e seguro, onde a violência é diminuta e o respeito pelos outros é significativo. Somos, ao mesmo tempo, medianamente ricos e medianamente pobres e, ao longo destes anos de democracia, temos sabido resolver os problemas com que nos deparámos.
(ler mais...)


As ciclovias e o debate público »  2020-01-09  »  João Quaresma

No último mês de Dezembro, em duas reuniões de câmara sucessivas, discutiu-se o programa base de uma rede de ciclovias para a cidade de Torres Novas, com cerca de 24 Km na sua totalidade, a construir por fases, bem como uma dessas fases na zona da Quinta da Silvã, com cerca de 6 Km, que será a primeira a ser realizada.
(ler mais...)


Saída de Emergência (uma crónica em atraso), por Maria Augusta Torcato »  2020-01-09  »  Maria Augusta Torcato

Madrugada. Janeiro, dia 4. De 2019.

O comboio deslizava nas linhas com o seu ritmo sereno, como se não tivesse pressa ou tivesse de respeitar passagem ou não quisesse, com brusquidão, ferir o ferro.
Há muito que não andava de comboio.
(ler mais...)


CONSIDERAÇÕES A PROPÓSITO DO BREXIT »  2020-01-09  »  José Alves Pereira

As eleições realizadas a 12 de Dezembro passado estão, tal como a situação na Grã-Bretanha, envoltas em tantas contradições que alinhavar comentários, com alguma linearidade e coerência, não é tarefa fácil.
(ler mais...)


O medo »  2020-01-09  »  António Gomes

Temos vindo a assistir, com alguma insistência por parte do presidente da câmara municipal de Torres Novas, ao anúncio da sua candidatura nas próximas eleições autárquicas. Devido à insistência, até parece que o presidente anda obcecado com tal objectivo.
(ler mais...)


A imprensa »  2020-01-09  »  Anabela Santos

Feliz Natal, boas festas, bom ano, foram os votos das últimas semanas do mês de Dezembro. Em ambiente de festa, de partilha e de solidariedade, cumpriu-se mais uma época festiva que iniciou lá para meados do mês e terminou no dia 1 de Janeiro.
(ler mais...)


Brio »  2020-01-09  »  Rui Anastácio


“Um café bem tirado e com bons modos.”
Fiquei com esta frase na cabeça. Foi dita em tom brincalhão por uma Senhora septuagenária, algures num quiosque à beira mar plantado. Uma forma simples e simpática de pedir competência e brio profissional.
(ler mais...)


Ano novo, Torres “Novas”? »  2020-01-09  »  Ana Lúcia Cláudio

Cada início de ano é, frequentemente, marcado pelo balanço das coisas que não fizemos nos 365 dias anteriores e que, consequentemente, se transformam, agora, em projectos para o novo ano. Nos primeiros dias de Janeiro, todos os anos se repete o mesmo ritual.
(ler mais...)


Serviços públicos, superavit, sistemas eleitorais e vergonha »  2019-12-20  »  Jorge Carreira Maia

DEGRADAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS. Existe a ideia de que a degradação dos serviços públicos se resolveria com uma melhor gestão. Qualquer partido a defende desde que esteja na oposição.
(ler mais...)


O PDM e a sua revisão »  2019-12-20  »  António Gomes

Parece que é desta. Ao fim de dezoito anos, o processo de revisão do PDM de Torres Novas dá sinais. Foi preciso o governo ameaçar com cortes nas receitas às autarquias que não completarem a revisão deste importante instrumento de ordenamento do território em 2020, para se iniciar tão importante tarefa.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2020-01-09  »  Maria Augusta Torcato Saída de Emergência (uma crónica em atraso), por Maria Augusta Torcato
»  2019-12-20  »  Jorge Carreira Maia Serviços públicos, superavit, sistemas eleitorais e vergonha
»  2020-01-09  »  António Gomes O medo
»  2020-01-09  »  Rui Anastácio Brio
»  2020-01-09  »  Ana Lúcia Cláudio Ano novo, Torres “Novas”?