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Afinal quem manda no PS?

Opinião  »  2014-09-19  »  João Quaresma

A ”magra” vitória nas eleições europeias abriu uma divisão sem precedentes no Partido Socialista (PS) a nível nacional. A questão que se coloca é a de saber se em Torres Novas a divisão a que se assistiu no PS local resulta dessa luta de poder nacional, ou se é tão só desnorte e desavenças entre quem não pode mais ser candidato à Câmara Municipal pelo PS e quem de facto se candidatou e foi eleito por esse partido.

Isto a propósito daquilo a que assistimos na última assembleia municipal de Torres Novas quanto ao tema da dissolução da Turrisespaços. O que lá se passou merece uma profunda reflexão. Quem e com que ideias governa de facto o município de Torres Novas? Será o executivo PS ou os membros da assembleia municipal eleitos pelo PS e respetivos presidente de junta eleitos pela mesma força partidária?

Entendo que a legitimidade democrática do atual presidente de câmara é absoluta. Mas estará essa legitimidade a ser posta em causa pelo presidente da assembleia municipal?

Assim pareceu ser, pelo que foi com surpresa que assisti ao voto de abstenção com que estes membros, na sua totalidade, brindaram a proposta de dissolução da Turrisespaços preparada pelos seus camaradas no executivo.

Mas consegui ver ainda mais longe, pois vi o voto de abstenção dos membros eleitos pelo Partido Socialista na assembleia municipal na questão da dissolução da Turrisespaços, EM, como um sinal de ”cegueira politica”, irresponsável, um voto onde é manifesta a falta de solidariedade para com o executivo PS e para decisão difícil que tiveram de tomar. Um voto que revelou uma completa deslealdade política.

Um voto que fez transparecer para a opinião publica aquilo que há muito se diz por aí e por acolá: que, na verdade, e no PS se desencadeou a uma luta interna em busca de protagonismos.

Obviamente que Torres Novas nada ganhará com isso.

Aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos.

 

 

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