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Que dure muitos anos é o meu desejo!

Opinião  »  2014-09-25  »  Santana-Maia Leonardo

Desde os doze anos que escrevo com regularidade em jornais locais, regionais e nacionais. Inicialmente, comecei a fazê-lo crente de que conseguiria, dessa forma, mudar o mundo; hoje, desfeita a ilusão da adolescência, faço-o apenas por teimosia.

Ao contrário do que muita gente pensa, Democracia e Liberdade não só não são sinónimos, como nem sempre vivem de mãos dadas. A Venezuela, Angola e a Rússia, por exemplo, são democracias, uma vez que os governos são eleitos através de sufrágio universal, mas são países onde as liberdades individuais e os direitos das minorias não são minimamente respeitados.

Em Portugal, a situação, sendo substancialmente diferente dos casos apontados, não é, no entanto, totalmente diferente. Com efeito, se é verdade que Portugal é hoje uma verdadeira democracia, ainda não é, no entanto, uma verdadeira democracia liberal (democracia + liberdade). No nosso país, o presidente, seja do que for, em regra continua a conviver mal com a crítica e só se sente realizado perante plateias que o venerem e beijem o chão que pisa. E, não tendo os nossos municípios dimensão suficiente, continua a ser muito doloroso e a ser necessária muita coragem para a imprensa regional não se vergar ao senhor presidente.

Esta é, aliás, a principal razão por que uma grande parte da nossa imprensa regional funciona como uma mera extensão do boletim municipal onde, à boa maneira da imprensa cor-de-rosa do Estado Novo, só são divulgadas as realizações e as versões do poder instituído, em tom laudatório e de forma absolutamente acrítica, assim como as realizações individuais ou colectivas que servem, directa ou indirectamente, para o enaltecer.

Mesmo os nossos tribunais, só há bem pouco tempo e fruto das consecutivas e vexatórias sentenças condenatórias do Estado português, no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, por violação do direito à liberdade de expressão, começaram a deixar de dar cobertura às perseguições, por via judicial, que eram movidas contra aqueles que tinham a coragem de criticar e denunciar os abusos dos donos das autarquias.

«O direito à liberdade de expressão não protege o direito a ter razão mas o direito a não a ter». Foi desta forma, lapidar, que um juiz norte-americano, numa sua sentença, definiu o objecto e a latitude deste direito que, em Portugal, toda a gente invoca e pouco gente pratica e respeita.

Quem me conhece sabe que não sou nem de meias palavras, nem de meias tintas, o que significa que não sou boa companhia para um jornal que queira ganhar a sua vida de cócoras. Ora, apesar de só conhecer o JORNAL TORREJANO de nome quando fui convidado para ser seu colaborador, precisamente no final do século passado, o simples facto de ter sido convidado foi o bastante para simpatizar com o jornal, tanto mais que o convite era feito por quem conhecia o género contundente, directo e vertical da minha escrita.

É, pois, com estima e um grande carinho que vejo este jornal festejar o seu vigésimo aniversário, num tempo conturbado para a imprensa regional devido à quebra do mercado publicitário por força da actual crise económica. Que dure muitos anos é o meu desejo! E que os seus leitores nunca se esqueçam da máxima japonesa: ”quando duas pessoas pensam da mesma maneira, uma é dispensável”.

 

 

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