• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Segunda, 18 Janeiro 2021    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Qui.
 16° / 10°
Céu nublado com chuva fraca
Qua.
 16° / 10°
Céu nublado com chuva moderada
Ter.
 14° / 1°
Céu nublado com chuva fraca
Torres Novas
Hoje  14° / 2°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

No Jornal Torrejano, uma torrejana “dos quatro costados”

Opinião  »  2019-12-05  »  Ana Lúcia Cláudio

"Acredito que a minha participação pode fazer a diferença"

Quase dez da noite da última sexta-feira de Novembro, no aeroporto da Portela. Está quente para quem acaba de chegar de um país mais frio. Apanho um táxi para o centro de Lisboa, uma distância suficientemente curta para não ser do agrado dos taxistas. Eu sei-o e confesso-o ao taxista que me “apanhou” com um sorriso cúmplice para tentar ganhar a sua simpatia. Quase a chegar ao meu primeiro destino, confidencio-lhe que vou buscar o meu carro porque seguirei, ainda nessa mesma noite, para Torres Novas. “Torres Novas, também ia…” Toquei num ponto fraco. Um taxista torrejano, mais concretamente de Alcorochel. Trocámos galhardetes sobre as nossas localidades, entre a nostalgia típica de quem, como ele, vive longe da sua terra. Fala de como Torres Novas está diferente, das coisas boas que tem para oferecer e do muito que ainda falta fazer.
Ao contrário deste taxista, eu não fui “nada nem criada” em Torres Novas.

Nasci em Lisboa há 43 anos no seio de uma família de quatro avós, todos eles nascidos e criados neste concelho ribatejano. Sou, portanto, uma torrejana “dos quatro costados”. Gosto desta expressão. Dizem os especialistas que quando alguém é considerado “de quatro costados”, significa que o é “por parte dos avós paternos e maternos”. Ao que consta, este termo generalizou-se na língua portuguesa e passou a aplicar-se com um sentido próximo dos adjectivos “ferrenho” e “arreigado”. Parece-me bem.

Vivi sempre entre Lisboa e a Zibreira, a primeira aldeia do concelho para quem vem da capital. A terra que viu nascer o Rio Almonda. E aquela que guarda as melhores memórias da minha infância: as férias, o Natal os três meses de verão, o “dolce fare niente”… Na altura, Lisboa era sinónimo de escola e obrigações, Zibreira e Torres Novas significavam lazer e descanso.

Com o tempo, a ligação à Zibreira e a Torres Novas continuou intermitente com a vida na capital. Mas, actualmente, com mais obrigações e menos lazer. Foi, por isso, este concelho ribatejano que eu escolhi e que me escolheu para intervir civicamente e contribuir, à minha escala, para uma região melhor. E faço-o, também, como uma homenagem às três pessoas mais importantes da minha vida. Uma homenagem a quem que me trouxe até cá: a minha avó materna, que me acompanhou 40 anos da minha vida e que me tornou na pessoa que sou hoje. E àqueles que, à data de hoje, me mantêm aqui: os meus dois filhos que sempre viveram e estudaram no concelho. Que usufruem do que Torres Novas tem para lhes dar. E que merecem que o concelho lhes dê o melhor.

E, porque acredito que a minha participação pode fazer a diferença, não só nos órgãos públicos a que pertenço, mas também nos meios de comunicação social com os quais colaboro (esse eterno quarto poder que luta sem se render contra as redes sociais, um rival muitas vezes traiçoeiro com mais desinformação que utilidade)… assim chega, a partir de hoje, ao Jornal Torrejano, uma torrejana “dos quatro costados”.

 

 

 Outras notícias - Opinião


O TGV, o Ribatejo e o futuro das regiões - joão carlos lopes »  2021-01-12  »  João Carlos Lopes

Foi paradigmático o facto de, aquando da confirmação (pela enésima vez) da intenção do Governo em avançar com o TGV Lisboa/Porto, as únicas críticas, reparos ou protestos de autarcas da região terem tido por base a habitual choraminga do “também queremos o comboio ao pé da porta”.
(ler mais...)


Peixoto - rui anastácio »  2021-01-10  »  Rui Anastácio

Há uns meses, em circunstâncias que não vêm ao caso, tive o prazer de privar com José Luís Peixoto e a sua mulher, Patrícia Pinto. Foram dias muito agradáveis em que fiquei a conhecer um pouco da pessoa que está por trás do escritor.
(ler mais...)


A Pilhagem - josé ricardo costa »  2021-01-10  »  José Ricardo Costa

Podemos dizer que um jogo de futebol sem público ou vida sem música é como um jardim sem flores. Não que um jardim sem flores deixe de ser um jardim. Acontece que, como no jogo de futebol, fica melhor se as tiver. Já se for uma sopa de feijão com couves que não tenha couves, a comparação com o jardim sem flores não funciona, pela singela razão de que uma sopa de feijão com couves que não tenha couves, sendo ainda sopa, sopa de feijão com couves não é de certeza.
(ler mais...)


DAR VOZ AO TRABALHO - josé mota pereira »  2021-01-10  »  José Mota Pereira

Entrados na terceira década do século XXI, o Mundo dos humanos permanece o lugar povoado das injustiças, da desigualdade e do domínio de uns sobre os outros. Não é a mudança dos calendários que nos muda a vida.
(ler mais...)


Uma visita à direita nacional - jorge carreira maia »  2021-01-10  »  Jorge Carreira Maia

A sondagem da Aximage, para o DN/JN/TSF, referente ao mês de Dezembro, dá ao CDS uns miseráveis 0,3%. Os partidos também morrem e o CDS está moribundo. Teve um importante papel na transição à democracia e, também, na vida democrática institucionalizada.
(ler mais...)


Coltur… Quoltur… Coultur… Hábito - carlos paiva »  2021-01-10  »  Carlos Paiva

A arte pode dividir-se em dois grandes grupos. A arte comercial e a arte não comercial. A não comercial, por se reger pela criatividade, originalidade, inovação, profundidade, talento e virtuosismo, acaba por ser a produtora de matéria-prima para a arte comercial, regida essa pelas leis de mercado.
(ler mais...)


Resíduos urbanos - antónio gomes »  2021-01-10  »  António Gomes

O sector dos resíduos sólidos urbanos esteve recentemente na agenda mediática devido à revolta das populações que vivem perto dos aterros onde são depositados, pois assistem à constante degradação da sua qualidade de vida.
(ler mais...)


Como serás tu, 2021? - anabela santos »  2021-01-10  »  AnabelaSantos

 

O nosso maior desejo era fechar a porta a 2020 e abrir, com toda a esperança, a janela a 2021. E assim foi. Com música, alegria, festarola e fogo de artifício, tudo com peso e medida, pois havia regras a cumprir.
(ler mais...)


2021: uma vida que afaste a morte - inês vidal »  2021-01-10  »  Inês Vidal

Finalmente 2021. Depois de um ano em que mais do que vivermos, fomos meros espectadores, fantoches num autêntico teatro de sombras, com passos e passeatas manipulados por entre margens e manobras de cordelinhos, chegámos a 2021. E chegámos, como em qualquer ano novo, com vontade de mudar, de fazer planos, resoluções que acabaremos por abandonar antes do Carnaval.
(ler mais...)


2020, um ano para esquecer? - jorge carreira maia »  2020-12-20  »  Jorge Carreira Maia

O ano de 2020 não foi fácil. A pandemia desestruturou os nossos hábitos e começou a desfazer a relação tradicional que tínhamos com a vida. Introduziu a incerteza nas decisões, o medo nos comportamentos, o afastamento entre pessoas.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2020-12-19  »  Inês Vidal Paul do Boquilobo - Inês Vidal
»  2021-01-12  »  João Carlos Lopes O TGV, o Ribatejo e o futuro das regiões - joão carlos lopes
»  2020-12-20  »  Jorge Carreira Maia 2020, um ano para esquecer? - jorge carreira maia
»  2021-01-10  »  Inês Vidal 2021: uma vida que afaste a morte - inês vidal
»  2021-01-10  »  Jorge Carreira Maia Uma visita à direita nacional - jorge carreira maia