• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Segunda, 11 de Dezembro de 2017
Pesquisar...
Qui.
 18° / 8°
Céu nublado com chuva fraca
Qua.
 13° / 4°
Céu nublado
Ter.
 13° / 6°
Claro
Torres Novas
Hoje  15° / 7°
Céu nublado com chuva moderada
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Pós-verdade e obras públicas

Opinião  »  2017-02-16  »  Jorge Salgado Simões

"É um verdadeiro ante-pré-plano de intenções, a pós-verdade aplicada à obra pública."

Para quem não deu por isso, António Costa veio cá no passado dia sete apresentar um programa nacional de valorização das áreas empresariais. São 180 milhões de euros para todo o país, dos quais cerca de 100 para acessibilidades a áreas empresariais já existentes, incluindo-se, neste caso, a ligação das zonas industriais do Entroncamento e Riachos à A23.
É claro que este é um investimento mais do que necessário, como muitos outros que têm sido adiados com enormes prejuízos para o país, para as empresas e para o emprego nas diferentes regiões. Contudo, estas apresentações têm a enorme faculdade de reduzir a ação política ao grau zero da credibilidade, contribuindo para o mesmo nível de confiança das populações no Estado e nas instituições públicas.
Há apenas uma semana este Governo anunciou um investimento de 500 milhões para os Metros de Lisboa e Porto, com grande fuzuê a norte porque o do Porto fica com a maior fatia, 290 contra 210 milhões. É claro que não questionamos a relevância destas intervenções, mas quanto ao volume de investimento do programa agora apresentado para as áreas empresariais, estamos esclarecidos.
O pior é quando tentamos perceber o que foi apresentado. Há um montante de referência para a obra, mas pela informação disponível esse deve ser o único dado em concreto.
Ao contrário do que é conhecido sobre os investimentos nos Metros, aqui os municípios têm de “colaborar”, porque de outro modo a obra não vem. Mas mesmo esta colaboração tem versões contraditórias, que vão de 10 a 15% do investimento, ao assumir do valor das aquisições ou expropriações necessárias para a nova estrada, (que pode estar ou não incluído nos 10 a 15%) ou até o assegurar da componente de iluminação. No caso de Riachos e Entroncamento acresce um outro pormenor em falta: não há sequer um traçado definido para a nova via.
Ou seja, isto é um verdadeiro ante-pré-plano de intenções, a pós-verdade aplicada à obra pública. Se não deu por isto ou se ficou confuso, não se preocupe: tão depressa nada acontece.

 

 

 Outras notícias - Opinião


O que se perfila »  2017-11-30  »  Jorge Carreira Maia

Apesar dos trágicos acontecimentos ligados aos incêndios e de algumas patetices governamentais, a esquerda continua, nas sondagens, a ser largamente maioritária. O problema começa agora que os acordos, que estabeleceram a coligação parlamentar, estão praticamente cumpridos.
(ler mais...)


O sentido da vida »  2017-11-29  »  Carlos Tomé

Há pessoas que vivem toda a vida sem se dar por elas. No fundo parece que não calcam o mesmo chão, que não bebem o seu café na Praça, uma italiana com adoçante faxavor, parece que não andam cá por estas bandas, são como o homem invisível, por vezes só se vê o contorno do casaco, remetendo-se a um silêncio exasperante e a uma invisibilidade que nos alimenta a ilusão de termos alguma importância ao pé deles.
(ler mais...)


TRANSIÇÃO EM CURSO »  2017-11-29  »  Denis Hickel

Nos dias que correm, quando falamos sobre o futuro das cidades, devemos acrescentar à lista dos problemas ambientais em curso o futuro robótico que se avizinha e o impacto geral que a tecnologia poderá trazer para as nossas vidas.
(ler mais...)


Palermas de serviço »  2017-11-29  »  Maria Augusta Torcato

Pode inferir-se uma modalidade depreciativa a partir do título, mas esta classe, que se pode subdividir em subclasses, tem um papel fundamental na orgânica da vida e das estruturas organizacionais do sistema (ou sistemas) em que nos integramos e de que dependemos.
(ler mais...)


ORU »  2017-11-29  »  António Gomes

A operação de reabilitação urbana – ORU – que tem estado em discussão pública, é um documento importante pelas consequências que poderá trazer à cidade de Torres Novas.
(ler mais...)


Deus 2.0 »  2017-11-29  »  José Ricardo Costa

O problema da existência de Deus foi, até ao século XIX, tema incontornável da Filosofia, não havendo filósofo que não metesse a sua colherada nem que fosse para deitar veneno. Depois, quase recebeu a extrema-unção.
(ler mais...)


Propólis: um poderoso antibiótico natural »  2017-11-29  »  Juvenal Silva

As abelhas protegem com segurança o seu reduto, a colmeia: contra os fungos, os vírus e as bactérias que se formam com a decomposição dos bichos que tentam entrar nos seus enxames, como ratos, vermes, aranhas, etc.
(ler mais...)


Os corvos-marinhos estão de volta. »  2017-11-29  »  Nuno Curado

Já há alguns anos que os choupos encostados à ponte da Levada são o pouso matinal de um grupo de corvos-marinhos que frequenta a cidade. Para quem não os conhece, parecem umas garças de cor preta e bico mais grosso, com uma mancha branca e amarela na face.
(ler mais...)


“A política é como os amigos” »  2017-11-29  »  Rosa Amora

A política, meus amigos, é como vocês. Por vezes leve, às vezes pesada, pode ser tão brincalhona como tão séria que chega a doer.
E a amizade é mesmo como a política. Tem altos e baixos, é inspiração, é luta, é carinho pelos outros.
(ler mais...)


A Nikita em Torres Novas (ou uma crónica pessoal pouco ou nada revolucionária no Centenário da Revolução de Outubro) »  2017-11-29  »  José Mota Pereira

Recuemos a 1985. Ao final desse ano. Elton John lançou “Nikita” um dos seus maiores sucessos musicais. A temática era claramente influenciada pelo ambiente de mudança que se começava a viver na Europa de Leste, desde que em março, na União Soviética, Gorbachev chegara a secretário geral do PCUS, anunciando um plano de reformas – a Perestroyka – que viria a alterar o mapa do mundo.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)