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Contentes e resilientes - jorge salgado simões

Opinião  »  2020-10-23  »  Jorge Salgado Simões

"Há uma parte do país que está, de facto, entregue a si própria."

O Governo apresentou na semana passada, em Bruxelas, os planos de Portugal para os fundos da União Europeia no combate à crise provocada pela pandemia, a famosa bazuca de 13 mil milhões de euros a fundo perdido, transformada em Plano de Recuperação e Resiliência.

A minha implicância com a palavra “resiliência” ficou para sempre definida numa das noites dos grandes incêndios de 2017. Entre a aflição das pessoas, que procuravam safar-se literalmente com o que tinham à mão, lembro-me da chegada dos governantes ao terreno e da maior confissão de fracasso do Estado Português dos últimos anos. Perante as televisões e já com algumas dezenas de mortes confirmadas, anunciavam que não havia nada a fazer e que as populações tinham de ser mais resilientes.

Atenção: o que diziam não era mentira, mas aquele era o último local e momento para o dizer e passados uns dias a própria ministra foi ser resiliente para outro lado, demitida pelas circunstâncias. Ficou a mensagem: há uma parte do país que está, de facto, entregue a si própria.

Analisando o destino a dar aos novos milhões europeus, há uma rubrica que sobressai na área da mobilidade sustentável: 1032 milhões de euros para a designada “Reforma do Ecossistema dos Transportes”. E como se fará esta reforma nacional? Afectando 936 milhões (91%) ao alargamento das redes de metro de Lisboa e Porto, com umas sobras para aquisição de frotas de transportes públicos com motorizações limpas, quem sabe até para autocarros da própria Carris municipal.

Só para que se perceba a dimensão do desequilíbrio aqui implícito, contrário a qualquer ideia de coesão territorial, veja-se que no mesmo plano há uma outra linha destinada ao aumento da capacidade da rede viária estruturante do país, para a qual são destinados uns fantásticos 109 milhões de euros.

É verdade que há no documento outras acções que vão caber a este país que vai resistindo fora das duas áreas metropolitanas, e há ainda outros planos e investimentos já anunciados para 2030 e por aí em diante. O que não há é nenhuma ideia capaz de provocar um novo reequilíbrio entre regiões do país. Nem vontade. Contentes e resilientes, não se preocupem que nós por cá nos aguentaremos.

 

 

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