Casimiro Pereira… dedicação e simplicidade
Opinião
» 2018-10-12
» Anabela Santos
"Casimiro Pereira foi um presidente com ideias e preocupações"
Pego na caneta, no papel, sento-me na mesa do café e questiono-me: como me atrevo a escrever sobre este senhor? – Não sei, corro o risco, simplesmente.
Era uma miúda, criança mesmo, quando Casimiro Pereira começou a sua vida autárquica em Torres Novas. Pela tenra idade, não tinha qualquer perceção do que se passava a nível político e social na altura. Guardo algumas imagens televisivas, meio desfocadas, do dia 25 de Abril de 74. Nada mais.
Assim, só pelos factos históricos e pela voz de quem testemunhou os acontecimentos da época, sei que a situação do país era caótica a nível político, económico e social. O povo gritava por liberdade e por melhores condições de vida. Era inevitável a mudança. Era inevitável a revolução dos cravos.
É neste período conturbado da nossa história que vive Casimiro Pereira, presidente eleito, pela primeira vez em 1979, seguindo-se mais dois mandatos em 1982 e 1985, como candidato do PPD/PSD.
Durante o período em que foi o “capitão” deste barco com o nome de Torres Novas, a sua preocupação foi tentar dar ao concelho o que não tinha e era urgente ter, a grande prioridade… as infraestruturas básicas. Levar até às aldeias energia elétrica, água, esgotos, arruamentos e caminhos, escolas, pontes, etc.
Importante, também, foi a reestruturação dos serviços técnicos municipais, a criação de uma zona industrial para a cidade, a aquisição da Quinta da Lezíria e da fábrica do álcool e dar especial atenção à central de camionagem.
Casimiro Pereira foi um presidente com ideias, preocupações, um orçamento limitado, poucos trabalhadores, poucas máquinas, mas nunca desistiu de dar a todos os torrejanos melhores condições de vida.
Com toda a sua simpatia, atenção e paciência, contou-me que algumas pessoas lhe diziam que a câmara não duraria mais de seis meses… A história fala por si.
Sempre se sentiu acarinhado pela população, que lhe dizia “um senhor como este nunca mais vamos ter”.
E, quando temos no presidente da câmara da nossa cidade, trabalho, luta, obra feita, preocupação, simpatia, humildade e um sorriso… temos orgulho e admiração.
Como escrevi no início do texto, eu era uma criança quando este grande senhor começou a sua vida autárquica. Na altura, nada sabia. Não sabia se vivíamos numa época difícil, não entendia que era uma época de mudança, não sabia se nas aldeias havia água ou energia elétrica, não sabia o que era um presidente da câmara e muito menos sabia o que era o PSD. Mas, por questões familiares, como o facto de os meus pais fazerem parte do grupo fundador do PPD/PSD em Torres Novas e o meu pai ter dedicado vários anos da sua vida à junta de freguesia de Santa Maria e à autarquia, sempre acompanhei o percurso de Casimiro Pereira, e o que não sabia, fiquei a saber.
Acabei por guardar na minha memória conversas, momentos e sorrisos. Sei que este senhor simpático e atencioso não foi o presidente das rotundas, das festas, das romarias, dos orçamentos milionários, mas deixou uma grande obra e preparou o concelho para o futuro.
Casimiro Pereira “fez da sua vida autárquica uma missão de vida”. Palavras do senhor presidente.
Tanto há para dizer sobre este senhor, mas não sou eu, com certeza, que o irei fazer. Será o próprio que irá falar das suas vivências, das suas obras, das suas preocupações, dos seus amigos, companheiros e de quem sempre o ajudou. E eu irei ouvir com muita atenção e muito carinho as suas palavras . Será para mim uma honra estar presente na apresentação do seu livro “Memórias Políticas”, pois é tão raro e muito importante ouvir, na primeira pessoa, relatos históricos vividos e sentidos.
Até já, sr. presidente…
© 2019 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Casimiro Pereira… dedicação e simplicidade
Opinião
» 2018-10-12
» Anabela Santos
Casimiro Pereira foi um presidente com ideias e preocupações
Pego na caneta, no papel, sento-me na mesa do café e questiono-me: como me atrevo a escrever sobre este senhor? – Não sei, corro o risco, simplesmente.
Era uma miúda, criança mesmo, quando Casimiro Pereira começou a sua vida autárquica em Torres Novas. Pela tenra idade, não tinha qualquer perceção do que se passava a nível político e social na altura. Guardo algumas imagens televisivas, meio desfocadas, do dia 25 de Abril de 74. Nada mais.
Assim, só pelos factos históricos e pela voz de quem testemunhou os acontecimentos da época, sei que a situação do país era caótica a nível político, económico e social. O povo gritava por liberdade e por melhores condições de vida. Era inevitável a mudança. Era inevitável a revolução dos cravos.
É neste período conturbado da nossa história que vive Casimiro Pereira, presidente eleito, pela primeira vez em 1979, seguindo-se mais dois mandatos em 1982 e 1985, como candidato do PPD/PSD.
Durante o período em que foi o “capitão” deste barco com o nome de Torres Novas, a sua preocupação foi tentar dar ao concelho o que não tinha e era urgente ter, a grande prioridade… as infraestruturas básicas. Levar até às aldeias energia elétrica, água, esgotos, arruamentos e caminhos, escolas, pontes, etc.
Importante, também, foi a reestruturação dos serviços técnicos municipais, a criação de uma zona industrial para a cidade, a aquisição da Quinta da Lezíria e da fábrica do álcool e dar especial atenção à central de camionagem.
Casimiro Pereira foi um presidente com ideias, preocupações, um orçamento limitado, poucos trabalhadores, poucas máquinas, mas nunca desistiu de dar a todos os torrejanos melhores condições de vida.
Com toda a sua simpatia, atenção e paciência, contou-me que algumas pessoas lhe diziam que a câmara não duraria mais de seis meses… A história fala por si.
Sempre se sentiu acarinhado pela população, que lhe dizia “um senhor como este nunca mais vamos ter”.
E, quando temos no presidente da câmara da nossa cidade, trabalho, luta, obra feita, preocupação, simpatia, humildade e um sorriso… temos orgulho e admiração.
Como escrevi no início do texto, eu era uma criança quando este grande senhor começou a sua vida autárquica. Na altura, nada sabia. Não sabia se vivíamos numa época difícil, não entendia que era uma época de mudança, não sabia se nas aldeias havia água ou energia elétrica, não sabia o que era um presidente da câmara e muito menos sabia o que era o PSD. Mas, por questões familiares, como o facto de os meus pais fazerem parte do grupo fundador do PPD/PSD em Torres Novas e o meu pai ter dedicado vários anos da sua vida à junta de freguesia de Santa Maria e à autarquia, sempre acompanhei o percurso de Casimiro Pereira, e o que não sabia, fiquei a saber.
Acabei por guardar na minha memória conversas, momentos e sorrisos. Sei que este senhor simpático e atencioso não foi o presidente das rotundas, das festas, das romarias, dos orçamentos milionários, mas deixou uma grande obra e preparou o concelho para o futuro.
Casimiro Pereira “fez da sua vida autárquica uma missão de vida”. Palavras do senhor presidente.
Tanto há para dizer sobre este senhor, mas não sou eu, com certeza, que o irei fazer. Será o próprio que irá falar das suas vivências, das suas obras, das suas preocupações, dos seus amigos, companheiros e de quem sempre o ajudou. E eu irei ouvir com muita atenção e muito carinho as suas palavras . Será para mim uma honra estar presente na apresentação do seu livro “Memórias Políticas”, pois é tão raro e muito importante ouvir, na primeira pessoa, relatos históricos vividos e sentidos.
Até já, sr. presidente…
Brasil, China, Entre-os-Rios e Novo Banco
» 2019-03-09
» Jorge Carreira Maia
1. A DOENÇA DO BRASIL. Apesar de sermos latinos e de permitirmos coisas inaceitáveis nos países do centro e do norte da Europa, ainda é difícil para os portugueses compreender a doença que ataca com virulência inusitada o Brasil. |
Remodelação, Bloco, Greves e Exames
» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
1. REMODELAÇÃO DO GOVERNO. A importância da remodelação do governo ocorrida no início da semana é, do ponto de vista da orientação política, tendencialmente nula. |
Mulher
» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Se é adquirido que com o 25 de Abril de 1974, as mulheres alcançaram o reconhecimento dos seus direitos mais fundamentais, exigindo a igualdade na vida, entre mulheres e homens, certo é, que fora o que seria obrigatório conceder, com o objectivo de serenar os ânimos reivindicativos femininos, praticamente tudo continua por fazer. |
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar.
» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Por estranho que pareça, houve um tempo em que se ia ao restaurante sobretudo para comer. Sim, também para conviver, comemorar, fazer negócios, mas sempre com o prazer da boa mesa como alvo. Nós, portugueses, para além de comer adoramos falar sobre o que comemos, nem que seja para lembrar, com a expressão lúbrica do lobo dos desenhos animados, o maravilhoso cabrito com grelos que comemos há 20 anos. |
Aero… coisa, mas muito séria
» 2019-02-21
» António Gomes
A noticia teve origem na informação prestada em reunião de câmara pelo vice-presidente da mesma: aeroporto internacional, 4 Kms de pista, 160 voos/dia, 200 milhões de investimento, etc.. E foi apresentada com pompa e circunstância, uma grande mais valia para Torres Novas e arredores. |
Opções
» 2019-02-21
» Anabela Santos
E de repente, quando somos agradavelmente surpreendidos por um montante razoável em euros de que não estávamos à espera, a reação é de espanto e de alegria. Faz falta, é sempre bem vindo. A partir do momento em que recebemos tão agradável notícia, impõe-se um pensamento … o que fazer com todo o dinheiro recebido? |
Para quê tanto vermelho?
» 2019-02-21
» Ana Sentieiro
O Dia de São Valentim é, à semelhança do Carnaval, do Dia da Mulher, do Dia da Aproximação do Pi ou do próprio Dia do Pi, uma celebração à qual não foi atribuída o estatuto de feriado e, como tal, não é respeitada no agregado de festividades. |
Beija o chão e abraça a humilhação
» 2019-02-15
» Ana Sentieiro
Olá! O meu nome é Ana, mas podes tratar-me por “caloira” num tom agressivo e um tanto incomodativo ou, se preferires, “besta”, acompanhado com “Enche vinte!” entoado de um modo pouco sugestivo. |
Caixa, Marcelo, Venezuela e Papa
» 2019-02-08
» Jorge Carreira Maia
1. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. O que se tem vindo a saber da Caixa Geral de Depósitos dá razão aos que, na União Europeia, julgam ser necessário impor uma espécie de protectorado aos países do sul da Europa. |
Lisboetas?
» 2019-02-07
» Inês Vidal
Tento fazer este exercício: o que é que as pessoas que não conhecem Torres Novas ficaram a saber sobre o nosso concelho, depois de lerem o artigo publicitário disfarçado de reportagem, que saiu no sábado numa alegada revista, de um honrado semanário nacional? Ora bem. |
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» 2019-02-22
» Jorge Carreira Maia
Remodelação, Bloco, Greves e Exames |
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» 2019-02-21
» Anabela Santos
Opções |
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» 2019-02-21
» António Gomes
Aero… coisa, mas muito séria |
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» 2019-02-21
» José Ricardo Costa
Em suma, não se fotografa o que se come, come-se para fotografar. |
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» 2019-02-21
» Margarida Oliveira
Mulher |