• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Domingo, 21 de Outubro de 2018
Pesquisar...
Qua.
 26° / 14°
Céu limpo
Ter.
 24° / 15°
Períodos nublados
Seg.
 25° / 13°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  23° / 15°
Períodos nublados com aguaceiros e trovoadas
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Odores a granel: marketing olfativo ou cascomia?

Opinião  »  2017-11-15  »  Maria Augusta Torcato

"Ora, por aqui onde me encontro, na odorífera capital da pele, vive-se em plenitude"

Afinal, tenho uma boa justificação, científica até,  para a constância desta minha zanga e para este estado de cansaço e ausência de vontade que teimam em desaparecer e me têm feito a vida negra, nestes últimos tempos, além de muito mal cheirosa.

Segundo a ciência, a capacidade de cheirar e sentir odores pode influenciar o humor e provocar sensações de mal estar, caso o odor não seja o melhor, e que o nosso nariz é capaz de sentir até mil milhões  de cheiros diferentes (Ai, meu Deus, tantos cheiros!). Acresce que a capacidade odorífera se “desliga” quando estamos a dormir - é talvez por isso que muitos cheiros gostam particularmente da calada da noite.

Ora, por aqui onde me encontro, na odorífera capital da pele, vive-se em plenitude não sei se uma estratégia de marketing olfativo ou uma cascomia, pois não consigo descortinar. Mas a minha não descortinação só se pode prender com a confusão mental que estes cheiros que por aqui proliferam me têm provocado. A confusão mental, creio, não é só minha. Se houver meia dúzia de pessoas ainda não atingidas é o muito.

E isto porquê? Eis um exemplo: então não é que, não bastando os cheiros virem até nós, mesmo que não os queiramos ou deles desejemos fugir, não há agora um dia por semana em que é possível fazer excursões para aferir bem a origem e natureza  desses cheiros? É o mesmo que abrir, para romaria popular, a sala de operações de um hospital, depois de uma operação ter corrido menos bem. Era talvez uma visita interessante. Não sei é se resolveria o problema.

Talvez se baralhasse o problema, ou então se baralhasse a origem do problema e se baralhassem também as mentes que procuram a razão e a solução para o problema. Aliás, nada há melhor do que baralhar as mentes para que, qualquer dia, as vítimas ou os carrascos, dependendo da perspetiva, sem darem por isso, invertam os papéis. Ou então, está tudo tão misturado e indefinido que a culpa é de todos e não é de ninguém. Uma, entre muitas das inevitabilidades apontadas, é que há que agradecer e ser fiel a um trabalho, mesmo que exija a nossa morte, porque se precisa de viver. O pior é que quem pensa assim já está morto. É tal qual como na fábula “ A rã e o escorpião”. E, seja quem for que coloquemos no lugar da rã ou do escorpião, o resultado será sempre o mesmo: ambos ficam prejudicados, um pela sua bondade e ingenuidade, o outro pela sua natureza.

De tudo quanto tenho lido, creio que se vai generalizando a ideia da inevitabilidade dos cheiros e da incapacidade de se encontrar a sua razão de ser e, consequentemente,  a solução para os maus odores, mesmo que as desodorizações venham a funcionar. A verdade é que eu esperava mais, mais a todos os níveis. Esperava explicações e ações razoáveis que uma leiga cidadã pudesse entender. É a minha confusão mental! Uma coisa eu garanto: não me inscreverei para a dita excursão.

Mesmo imbuída de espírito de romaria, não poderia nunca dar contributos para a resolução do problema, porque acho que isso cabe aos profissionais e aos responsáveis e é para isso que lá estão. E também não gostaria que a minha peregrinação viesse, quiçá, a ser interpretada (ou construída), qual hipálage, como uma declaração de compreensão das  inevitabilidades e decorrente anuência.

É por haver, ou se pensar que há, tantas inevitabilidades que o mundo está como está. Assim, resta-nos aguardar pela intervenção divina e pela sua ação sobre as condições atmosféricas, para que retornemos a uma paz agradavelmente odorífera. Espera-se, também,  e uma vez que o cheiro tem um efeito direto na forma como nos sentimos,  que isso seja motivador para se melhorar, tendo em vista, por exemplo, os desempenhos profissional, escolar, social, cívico, económico e outros que tais... e esta capital bem precisa.

E, a não ser que se esteja a aplicar uma estratégia de marketing olfativo, cuja finalidade ainda não alcancei, ou se sofra de cascomia, o que sei é que isto do mau cheiro cheira mesmo mal.

 

 

 Outras notícias - Opinião


Casimiro Pereira… dedicação e simplicidade »  2018-10-12  »  Anabela Santos

Pego na caneta, no papel, sento-me na mesa do café e questiono-me: como me atrevo a escrever sobre este senhor? – Não sei, corro o risco, simplesmente.

Era uma miúda, criança mesmo, quando Casimiro Pereira começou a sua vida autárquica em Torres Novas.
(ler mais...)


Como prevenir e tratar infeções urinárias »  2018-10-12  »  Juvenal Silva

Como prevenir e tratar infeções urinárias

As infeções urinárias são muito incómodas e mais recorrentes nas mulheres, que as obrigam a consultas médicas algumas vezes ao ano. Normalmente, o tratamento consiste na toma de antibióticos, que matam a infeção presente, mas deixam a bexiga vulnerável a uma próxima invasão bacteriana.
(ler mais...)


Venha daí um refrigerante fresquinho! »  2018-10-12  »  Miguel Sentieiro

Sumol é um dos actuais alvos da implacável máquina fiscal. Essa refrescante bebida de laranja, com bolhinhas, que nos alivia o calor no pingo do verão, afinal é um vilão cheio de sacarose para nos envenenar.
(ler mais...)


Passa »  2018-10-12  »  Inês Vidal

A Golegã auto intitula-se capital do cavalo. Veiga Maltez gostava de cavalos, havia cavalos na vila, sacou daquela da cartola e um dia disse: “cavalos são na Golegã”. A ideia pegou, vendeu e hoje já não é só o presidente que lhe chama assim.
(ler mais...)


The Times They Are A-Changin` »  2018-10-12  »  Jorge Carreira Maia

Ouvida nos dias que correm, a canção de Bob Dylan não deixa de parecer uma singular ironia, uma ironia que atinge o cerne das crenças que estão no coração das gerações que fizeram da balada dylaniana um símbolo do caminho para o paraíso.
(ler mais...)


O papel dos cidadãos »  2018-09-27  »  Jorge Carreira Maia

No início do ano lectivo, costumo explicar aos meus alunos de Ciência Política que a política é o lugar do mal. No seguimento da lição de Thomas Hobbes, tento mostrar-lhes que a política existe porque nós não somos moralmente irrepreensíveis e, movidos por interesses egoístas, fazemos mal uns aos outros.
(ler mais...)


Suave cumplicidade »  2018-09-26  »  Carlos Tomé

Aqui há um ano, prometeram que o homem ia voltar e ele voltou mesmo. Nessa altura o homem era o José Afonso, e a sua música ecoou tão simples e tão pura no auditório do Hotel dos Cavaleiros que os LaFontinha conseguiram o milagre de ressuscitar o genial autor de geniais canções, que agora querem tratar como um vulgar herói nacional grato ao poder, e cuja gratidão o poder reconhece com o panteão, retirando-o da terra e do povo que ele sempre adorou.
(ler mais...)


Podemos ou não prevenir as doenças oncológicas »  2018-09-26  »  Juvenal Silva

Como ocorre em muitas outras doenças crónicas e mortais, e apesar de décadas de investigações e milhões de dólares investidos, a ciência ainda não consegue definir a causa do crescimento descontrolado das células tumorais.
(ler mais...)


Orçamento Participativo, alguém se lembra dele?.. »  2018-09-26  »  Nuno Curado

Vamos ter mais um ano sem um Orçamento Participativo (OP) aqui em Torres Novas. Lembrei-me disso ao ver a notícia dos recentes vencedores do OP em Abrantes. O ano passado, o OP não avançou no nosso concelho com o argumento de ser ano de eleições.
(ler mais...)


As caixas de correio e a liderança »  2018-09-26  »  António Gomes


A imagem que acompanha esta crónica pode ser o espelho da degradação do centro e da cidade de Torres Novas. Chegámos aqui por responsabilidade do PS: abandono, desleixo, insegurança.

A fotografia foi tirada há três anos, mas já tudo estava assim antes.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)
»  2018-10-12  »  Jorge Carreira Maia The Times They Are A-Changin`
»  2018-10-12  »  Inês Vidal Passa