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Cancro: a doença maldita

Opinião  »  2016-11-29  »  Juvenal Silva

"Não seria mais fácil e mais vantajoso procurar a principal causa destas doenças?"

As doenças cancerosas representam um grave problema de saúde a nível mundial e, não se vislumbra retrocesso…
Em 2015, a Organização Mundial de Saúde estimou que no ano de 2030 poderão existir 27 milhões de pessoas cancerosas, 17 milhões de mortes por cancro e 75 milhões de casos cancerosos.
Em Portugal e de acordo com o INE, em 2015 o cancro já é a primeira causa de morte.
Este aumento, cada vez mais crescente, é verdadeiramente assustador e prova de forma inequívoca, que apesar dos inegáveis progressos da medicina e da cirurgia, a nossa civilização multiplicou mais rapidamente as causas da doença que os meios de cura.
Caso para dizer que estamos perante uma grave doença civilizacional.
Esta é uma situação que me intriga, porque não só está destruindo a humanidade, como também tem um impacto negativo e brutal nas contas da saúde pública de todos as Nações.
Pergunto:
Não seria mais fácil e mais vantajoso procurar a principal causa destas doenças?
Não seria mais fácil sensibilizar e educar as populações para hábitos alimentares e estilos de vida mais saudáveis?
Não seria mais fácil e mais honroso, que todos os profissionais de saúde se dedicassem seriamente a esta causa humanitária?
Para análise e reflexão, analisemos um estudo deveras inquietante:
No segundo decénio do século 20, morriam anualmente com doenças cancerosas, nos países civilizados, cerca de 500.000 pessoas.
No período equivalente do século 21, morrem cerca de 8 milhões de pessoas com cancro e cerca de 35.000 milhões de pessoas com cancro lutam pela vida!
Para dor e sofrimento da humanidade, mas alimentando a indústria da doença…
Andam por aí tantas pessoas preocupadas pelas evidências científicas e tão pouco preocupados pelos valores humanos!
Enquanto não existir uma educação social, orientada para a verdadeira saúde pública, cabe aos profissionais de saúde ensinar às populações a essência e os segredos da vida, promovendo as bases do equilíbrio vital.
É importante fazer compreender que a doença não começa no dia em que se manifesta e que, quando se declara, há muito que o organismo sofria de toxicidade e ou carências alimentares.
Considerando este princípio, somente a medicina preventiva baseada na natureza, poderá contrariar a evolução da doença.
Acerca da doença e na persistência do erro que a desencadeia, Gandhi dizia: “O erro não se transforma em verdade só porque se propaga e multiplica”.

 

 

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