Floyd não é daqui - josé mota pereira
Opinião
» 2023-08-12
» José Mota Pereira
"“A cidade é para discutir e a monumentalização do espaço público deve fazer parte dessa discussão."
Primeiro as estátuas começaram a ser derrubadas em série depois do negro George Floyd ter sido assassinado nos Estados Unidos. Por todo o mundo ocidental, desde 2020 inúmeras estátuas e monumentos que evocavam o colonialismo foram vandalizados e derrubados. A moda havia um dia de cá chegar. Foi no sábado e a vítima foi o Santo António da rotunda, inaugurado há tão pouco tempo.
Vinque-se: a decapitação da estátua foi um crime, cometido anónima e cobardemente e é como crime que deve ser justamente tratado. Estou à vontade em dizê-lo já que nestas mesmas páginas deste jornal fiz crítica pública à instalação do monumento.
Mas além do crime, o acto foi também uma estupidez que serviu para que os que defendem que a monumentalização do espaço público é uma coisa cuja discussão e decisão deve ficar num ou dois gabinetes, se vitimizarem. Houve logo quem embarcasse à boleia do aproveitamento político. Não é por acaso que poucas horas depois do sucedido, a concelhia local do PS divulgou um comunicado que partilhou pelas redes sociais. Note-se que nos últimos tempos (arriscaria a dizer anos), não há notícia de qualquer outro comunicado do PS de Torres Novas. Nada, mas nada, nem sequer outros crimes aqui ocorridos (como alguns crimes ambientais) mereceram do PS qualquer palavra. Ficou a indignação toda para o Santo António - sem cabeça mas com as costas bem largas.
A cidade é para discutir e a monumentalização do espaço público deve fazer parte dessa discussão. As memórias que se homenageiam, as personalidades ou os acontecimentos, a linha estética (não confundir com o gosto) e a relação do monumento com o local de implantação são coisas que não podem ser decididas de forma casuística. Enfim, dar sentido às coisas que colocamos e arrumamos no chão comum. Era isso que devíamos estar a discutir. Sem perdermos a cabeça.
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Floyd não é daqui - josé mota pereira
Opinião
» 2023-08-12
» José Mota Pereira
“A cidade é para discutir e a monumentalização do espaço público deve fazer parte dessa discussão.
Primeiro as estátuas começaram a ser derrubadas em série depois do negro George Floyd ter sido assassinado nos Estados Unidos. Por todo o mundo ocidental, desde 2020 inúmeras estátuas e monumentos que evocavam o colonialismo foram vandalizados e derrubados. A moda havia um dia de cá chegar. Foi no sábado e a vítima foi o Santo António da rotunda, inaugurado há tão pouco tempo.
Vinque-se: a decapitação da estátua foi um crime, cometido anónima e cobardemente e é como crime que deve ser justamente tratado. Estou à vontade em dizê-lo já que nestas mesmas páginas deste jornal fiz crítica pública à instalação do monumento.
Mas além do crime, o acto foi também uma estupidez que serviu para que os que defendem que a monumentalização do espaço público é uma coisa cuja discussão e decisão deve ficar num ou dois gabinetes, se vitimizarem. Houve logo quem embarcasse à boleia do aproveitamento político. Não é por acaso que poucas horas depois do sucedido, a concelhia local do PS divulgou um comunicado que partilhou pelas redes sociais. Note-se que nos últimos tempos (arriscaria a dizer anos), não há notícia de qualquer outro comunicado do PS de Torres Novas. Nada, mas nada, nem sequer outros crimes aqui ocorridos (como alguns crimes ambientais) mereceram do PS qualquer palavra. Ficou a indignação toda para o Santo António - sem cabeça mas com as costas bem largas.
A cidade é para discutir e a monumentalização do espaço público deve fazer parte dessa discussão. As memórias que se homenageiam, as personalidades ou os acontecimentos, a linha estética (não confundir com o gosto) e a relação do monumento com o local de implantação são coisas que não podem ser decididas de forma casuística. Enfim, dar sentido às coisas que colocamos e arrumamos no chão comum. Era isso que devíamos estar a discutir. Sem perdermos a cabeça.
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade. |
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
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» 2026-06-23
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes |
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» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia |
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» 2026-06-20
» Carlos Paiva
CH4 |
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» 2026-06-20
» António Mário Santos
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança? |
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» 2026-06-20
» António Gomes
Julgam-se donos disto tudo |