Vinho e carvão - carlos paiva
Opinião
» 2023-04-24
» Carlos Paiva
"“Existem monos destes, com nomes formas e cores diferentes, a salpicar o país. Testemunhando com a sua grandeza a pequenez indígena."
Recordo-me de um episódio da personagem de Goscinny e Uderzo, Astérix, onde são explorados com humor alguns conceitos de economia, tendo como objecto a actividade económica exclusiva em toda uma região: comércio de vinho e carvão. Sem me dar ao trabalho de ir buscar o livro à prateleira e transcrever um diálogo que ficou na memória, é qualquer coisa neste género:
“E quando não há clientes para vinho e carvão, o que é que vocês fazem?”
“Vendemos vinho e carvão uns aos outros.”
Se a economia circular é adaptável ao humor, com vinho e carvão, um pavilhão de feiras também deve ser.
Quando o actual mecanismo de apoio e estímulo ao desenvolvimento do tecido empresarial testemunha a queda do seu homólogo e antecessor na indigência, torna-se inevitável tecer algumas considerações acerca do tema. A primeira, recai no planeamento de contexto, deficiente. Traduzido numa redundância, emergente num curto prazo que, remeteu ao inútil o investimento torrejano. A declaração de intenções inicial da Nersant revelou-se incapaz de resistir à realidade geográfica e à passagem do tempo. Depois de tentativas inconsequentes de reinvenção, a balões de oxigénio, agoniza há bastante tempo. A segunda consideração será obrigatoriamente sobre o prolongar inútil desse período agonizante. Enfrentar a realidade e tomar decisões, antes que o capricho se torne demasiado caro, é actividade deveras selectiva na autarquia. É ponto de honra levar os erros até ao fim. Actualmente, (mais) um pavilhão de utilidade tendencialmente nula, aparenta ir custar 2M à câmara. Mais uma despensa milionária para arrumos. A terceira, recai numa necessária reflexão, acerca da pertinência viabilidade e competência implícita, neste género de instituições, neste género de actividade. Expliquem lá à malta, o que é que correu mal? Na altura, os financiamentos europeus eram destinados a fazer pavilhões e formar núcleos empresariais, de maneira que… olha, cá vai, depois logo se vê. Foi isto? É especialmente importante que exista eco desta reflexão, no IEFP, na Escola Profissional, na Associação de Comerciantes, nas StartUp’s, na autarquia, nos partidos políticos. Caso contrário, será legitimo conjecturar quanto irá custar no futuro o que se vai alegremente iniciando hoje. Isto assim, até parece o país dos institutos. Aprender, é o retorno do erro. Se ninguém aprendeu nada… Sem retorno, o erro passa a ser um custo. De 2M, a fundo perdido.
Existem monos destes, com nomes formas e cores diferentes, a salpicar o país. Testemunhando com a sua grandeza a pequenez indígena. Provas físicas de gestão perdulária, carente de sentido, em tempo de vacas gordas. Hoje? Com a taxa de juro a subir, é só ir ao banco arranjar os 2M para pagar o capricho. Não tem problema. A maledicência popularucha tem a mania de ver problemas em todo o lado, que coisa irritante. Pá. Livro-vos de um estádio de futebol. Mas não vos livro de um núcleo empresarial com pavilhão para feiras.
Soa a outros tempos…
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Vinho e carvão - carlos paiva
Opinião
» 2023-04-24
» Carlos Paiva
“Existem monos destes, com nomes formas e cores diferentes, a salpicar o país. Testemunhando com a sua grandeza a pequenez indígena.
Recordo-me de um episódio da personagem de Goscinny e Uderzo, Astérix, onde são explorados com humor alguns conceitos de economia, tendo como objecto a actividade económica exclusiva em toda uma região: comércio de vinho e carvão. Sem me dar ao trabalho de ir buscar o livro à prateleira e transcrever um diálogo que ficou na memória, é qualquer coisa neste género:
“E quando não há clientes para vinho e carvão, o que é que vocês fazem?”
“Vendemos vinho e carvão uns aos outros.”
Se a economia circular é adaptável ao humor, com vinho e carvão, um pavilhão de feiras também deve ser.
Quando o actual mecanismo de apoio e estímulo ao desenvolvimento do tecido empresarial testemunha a queda do seu homólogo e antecessor na indigência, torna-se inevitável tecer algumas considerações acerca do tema. A primeira, recai no planeamento de contexto, deficiente. Traduzido numa redundância, emergente num curto prazo que, remeteu ao inútil o investimento torrejano. A declaração de intenções inicial da Nersant revelou-se incapaz de resistir à realidade geográfica e à passagem do tempo. Depois de tentativas inconsequentes de reinvenção, a balões de oxigénio, agoniza há bastante tempo. A segunda consideração será obrigatoriamente sobre o prolongar inútil desse período agonizante. Enfrentar a realidade e tomar decisões, antes que o capricho se torne demasiado caro, é actividade deveras selectiva na autarquia. É ponto de honra levar os erros até ao fim. Actualmente, (mais) um pavilhão de utilidade tendencialmente nula, aparenta ir custar 2M à câmara. Mais uma despensa milionária para arrumos. A terceira, recai numa necessária reflexão, acerca da pertinência viabilidade e competência implícita, neste género de instituições, neste género de actividade. Expliquem lá à malta, o que é que correu mal? Na altura, os financiamentos europeus eram destinados a fazer pavilhões e formar núcleos empresariais, de maneira que… olha, cá vai, depois logo se vê. Foi isto? É especialmente importante que exista eco desta reflexão, no IEFP, na Escola Profissional, na Associação de Comerciantes, nas StartUp’s, na autarquia, nos partidos políticos. Caso contrário, será legitimo conjecturar quanto irá custar no futuro o que se vai alegremente iniciando hoje. Isto assim, até parece o país dos institutos. Aprender, é o retorno do erro. Se ninguém aprendeu nada… Sem retorno, o erro passa a ser um custo. De 2M, a fundo perdido.
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» Hélder Dias
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Foi em legítima defesa!
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Heil Trump
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O teu petróleo ou a tua vida!
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Não há volta a dar. Não há volta a dar? - antónio mário santos
» 2026-01-14
» António Mário Santos
Não há volta a dar. Trump aplicou a doutrina Monroe e mais do que ela, segundo afirmou na conferência de imprensa sobre a captura de Maduro e de quem é quem no governo venezuelano. Os Estados Unidos da América irão governar, até haver uma transição, quando a considerarem, a seu interesse, possível. |
A esquerda e as presidenciais - jorge carreira maia
» 2026-01-14
» Jorge Carreira Maia
Olhemos para as eleições presidenciais. Mais especificamente, para as esquerdas e os seus candidatos, para comentar a estratégia de hara-kiri em que essas esquerdas parecem ser especialistas. Suicidar-se com honra, como velhos samurais caídos em desgraça perante o seu senhor. |
Silvester - carlos paiva
» 2026-01-14
» Carlos Paiva
A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. |
O primeiro orçamento deste novo ciclo autárquico é a prova dos nove - antónio gomes
» 2026-01-14
» António Gomes
Veremos o que aí vem, uma coisa é certa, orçamento que não olhe para o TUT e para o futuro da mobilidade urbana sustentável no território concelhio, assegurando um serviço de qualidade que passa, necessariamente, pelo aumento de autocarros a circular e alargando o seu âmbito territorial, não é um orçamento para o povo. |
Piratas!...
» 2026-01-04
» Hélder Dias
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Greve vitoriosa, esquerda derrotada - jorga carreira maia
» 2025-12-22
» Jorge Carreira Maia
Não foram os sindicatos, tanto os da UGT como os da CGTP, acusados, pelo governo, de estarem, com a greve-geral de dia 11, a fazer o jogo dos partidos de esquerda? E não foram os sindicatos os vencedores, pela forma como tornaram visível o perigo para os trabalhadores que as propostas do governo representavam? Foram. |
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» 2026-01-04
» Hélder Dias
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» Hélder Dias
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