• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Sábado, 23 de Junho de 2018
Pesquisar...
Ter.
 27° / 15°
Céu limpo
Seg.
 27° / 18°
Céu nublado
Dom.
 32° / 17°
Céu limpo
Torres Novas
Hoje  33° / 19°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Boas intenções e boas ações

Opinião  »  2018-01-04  »  Maria Augusta Torcato

"O nascimento de um ano é também um momento de desejos, de sonhos, de expressar vontades"

Diz-se que de boas intenções está o inferno cheio, o que contradiz a ideia de que o que conta é a intenção. Se assim fosse, as boas intenções não teriam esse desfecho.
O novo ano aqui está e não basta ser novo para que as coisas sejam diferentes, não obstante existir como que uma crença, ou algo que germina no interior de cada um de nós, de que há um recomeço, um renascimento e uma renovação da esperança nem se sabe bem de ou em quê.
Assistir-se à entrada de um novo ano é sinónimo de se estar vivo, representa a soma de mais um ano no percurso que é a vida e há um sentimento mesclado de prazer, alegria, vontade e desejo de que este ano que começa é que é o tal ano, o ano em que as coisas vão acontecer como gostaríamos que acontecessem, mesmo que não saibamos muito bem como e o que será isso.
É, talvez, esse sentimento que alimenta a necessária força e a resiliência em cada dia, do primeiro ao último do ano. E, depois, há um término e um novo recomeço. Dir-se-ia que os anos caíram num círculo vicioso. A única diferença é que neste círculo, que reiteradamente percorremos, enquanto há coisas que se mantêm iguais ou muito semelhantes, nós vamos mudando e a forma como vemos e lemos essas coisas também muda.
Mas, o nascimento de um ano implica, necessariamente, a morte de outro. E, em relação ao ano velho, há que fazer um balanço ou então fingir que se faz. É algo intuitivo, que parece não ter efeitos práticos. Lá se vão as boas intenções. Se se fizessem verdadeiros balanços, de certeza que o ano novo seria diferente, para melhor.
Este velho ano foi pouco agradável. E foi pouco agradável, porque houve muitas pessoas a sofrer. Perto e longe de nós. E, por muito boas que sejam as contas, por muito bom que seja o crescimento económico, por muito bons que sejam os resultados financeiros, nada disto se deve sobrepor às pessoas. Nunca. Aliás, as contas, a economia e as finanças só interessam na medida em que deveriam servir as pessoas e não apenas umas pessoas.
Este velho ano foi pouco agradável. E foi pouco agradável, porque houve pessoas desiludidas e magoadas. Perto e longe de nós. Por muitas coisas, umas com importância, outras, afinal, sem importância alguma, como a vaidade, a inveja, a mania, a ânsia do poder e do reconhecimento, algumas apenas pelo “posso, quero e mando”.
Mas, o nascimento de um ano é também um momento de desejos, de sonhos, de expressar vontades. E eu, que tenho muito menos voltas a dar ao círculo do que já dei, desejo para este novo ano coisas muito simples, como saúde, saúde para todos, e um mundo melhor e o mundo começa sempre em nós. E há muito a fazer pelo mundo. É preciso que, perto e longe de nós, aqueles que têm poder de decisão (ou porque lhes foi democraticamente facultado ou porque dele se apropriaram) tenham tino, muito tino, recuperem o tino, porque os desatinos têm sido mais que muitos, surpreendentes até, e o tempo que se perde a refazer o que fazem é uma perda irrecuperável, com prejuízo sempre para os mais frágeis, os mais pobres e os mais desfavorecidos. E são estes que precisam de ter voz. Quem os representa tem de ter, além de boas intenções, boas ações. No fim, o inferno lá estará à espera dos que se ficam apenas pelas primeiras. A não ser que até aí se possam corromper e enviesar os destinos.
Pelo que se percebe, a vida é sempre a perder, mas é a ilusão do seu contrário que lhe dá sentido. E o novo ano aí está, para nos pôr a dar mais uma volta...no círculo...habitual. Mas, mesmo assim, um bom ano novo!

 

 

 Outras notícias - Opinião


Dias difíceis »  2018-06-22  »  Jorge Carreira Maia

A situação política está mais confusa do que parece. Só há um dado claro e inequívoco. Exceptuando os socialistas, todos os actores agem com o objectivo de evitar que o PS obtenha maioria absoluta nas próximas legislativas.
(ler mais...)


Aloé Vera, a planta milagrosa »  2018-06-21  »  Juvenal Silva

Aloé Vera, também conhecida por planta do milagres pelos médicos da antiguidade, é uma planta medicinal cujo uso tem sido intensificado ao longo dos séculos e, nas últimas décadas, tem sido motivo de interesse de pesquisas, com vários estudos científicos na aplicação de uma grande variedade de doenças e com grande destaque nas doenças oncológicas.
(ler mais...)


Cumpre-se a tradição »  2018-06-21  »  Anabela Santos

Junho, mês dos santos populares… António, Pedro e João.
Santo António, conhecido por Santo António de Lisboa, o santo que pregou aos peixes, o Santo casamenteiro, não é exclusivo da nossa capital e não é de Pádua.
(ler mais...)


A água »  2018-06-21  »  António Gomes

É de todos conhecida a escassez de água doce existente no planeta. Em Portugal, o ano de 2017 foi particularmente avisador para toda a gente: lembramos bem o transporte de água de umas regiões para outras e os condicionalismos impostos ao seu consumo (jardins, rotundas, etc).
(ler mais...)


O governo e os professores »  2018-06-07  »  Jorge Carreira Maia

O que terá levado o ministro da Educação a afirmar que, perante a posição dos sindicatos, o governo, que tinha prometido recuperar quase três anos do tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas, não contará qualquer tempo para a progressão docente? O ministro pode achar que é uma estratégia brilhante para enfrentar os sindicatos, mas não percebeu como ela é humilhante para os professores, que se sentem tratados como crianças que são castigadas por um ministro a quem, na verdade, não reconhecem qualquer autoridade política ou educativa.
(ler mais...)


Torres Novas está lá dentro »  2018-06-06  »  Carlos Tomé

Casa Espanhol, uma das três lojas mais antigas de Torres Novas, fechou as suas portas no passado dia 30 de Maio. Torres Novas nunca mais será a mesma terra. Com este encerramento encerra-se uma determinada forma de estar na vida, a generosidade e a inteligência de conseguir estar quase 80 anos à frente de um estabelecimento comercial que marcou indelevelmente a vida da cidade.
(ler mais...)


As Claques »  2018-06-06  »  José Ricardo Costa

Há quatro anos, naquela derradeira fase em que cada jogo é uma final, fui a Aveiro ver o Benfica-Arouca. Indo inocentemente para trás de uma baliza acabei engolido por uma ubérrima claque encarnada transformada num grupo de ménades em pleno desvario, que, apesar do meu cachecol também encarnado, fizeram-me sentir tão em casa como a atravessar o cruzamento de Shibuya em hora de ponta.
(ler mais...)


Empurrar com a barriga »  2018-06-06  »  António Gomes

O edifício dos “Lourenços”, ocupado há 14 anos pela câmara, vai ser adquirido pelo município (390 mil euros). A ocupação do edificio foi acordada por um período de 18 meses, em 2004, sem hipóteses de renovação.
(ler mais...)


A medicina na idade antiga e as plantas medicinais »  2018-06-06  »  Juvenal Silva

A medicina sempre foi considerada uma arte sagrada e era ensinada nos templos. O diagnóstico da doença estava associado ao pecado, e o paciente era isolado para evitar a contaminação a outras pessoas, tanto físicas como espirituais e psicológicas.
(ler mais...)


Espanhol »  2018-06-06  »  Inês Vidal

A minha filha pedia-me hoje que a ajudasse a escolher um local e uma figura da nossa terra. Procurava uma resposta para um trabalho de estudo do meio. Lembrei-me do castelo, por conhecer o seu gosto pela história dos reis e rainhas de Portugal, mas quanto às figuras, andámos por ali as duas a deambular entre várias hipóteses, mas nenhum que nos arrebatasse de uma só vez.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)
»  2018-06-22  »  Jorge Carreira Maia Dias difíceis
»  2018-06-21  »  Juvenal Silva Aloé Vera, a planta milagrosa
»  2018-06-21  »  Anabela Santos Cumpre-se a tradição