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Boas intenções e boas ações

Opinião  »  2018-01-04  »  Maria Augusta Torcato

"O nascimento de um ano é também um momento de desejos, de sonhos, de expressar vontades"

Diz-se que de boas intenções está o inferno cheio, o que contradiz a ideia de que o que conta é a intenção. Se assim fosse, as boas intenções não teriam esse desfecho.
O novo ano aqui está e não basta ser novo para que as coisas sejam diferentes, não obstante existir como que uma crença, ou algo que germina no interior de cada um de nós, de que há um recomeço, um renascimento e uma renovação da esperança nem se sabe bem de ou em quê.
Assistir-se à entrada de um novo ano é sinónimo de se estar vivo, representa a soma de mais um ano no percurso que é a vida e há um sentimento mesclado de prazer, alegria, vontade e desejo de que este ano que começa é que é o tal ano, o ano em que as coisas vão acontecer como gostaríamos que acontecessem, mesmo que não saibamos muito bem como e o que será isso.
É, talvez, esse sentimento que alimenta a necessária força e a resiliência em cada dia, do primeiro ao último do ano. E, depois, há um término e um novo recomeço. Dir-se-ia que os anos caíram num círculo vicioso. A única diferença é que neste círculo, que reiteradamente percorremos, enquanto há coisas que se mantêm iguais ou muito semelhantes, nós vamos mudando e a forma como vemos e lemos essas coisas também muda.
Mas, o nascimento de um ano implica, necessariamente, a morte de outro. E, em relação ao ano velho, há que fazer um balanço ou então fingir que se faz. É algo intuitivo, que parece não ter efeitos práticos. Lá se vão as boas intenções. Se se fizessem verdadeiros balanços, de certeza que o ano novo seria diferente, para melhor.
Este velho ano foi pouco agradável. E foi pouco agradável, porque houve muitas pessoas a sofrer. Perto e longe de nós. E, por muito boas que sejam as contas, por muito bom que seja o crescimento económico, por muito bons que sejam os resultados financeiros, nada disto se deve sobrepor às pessoas. Nunca. Aliás, as contas, a economia e as finanças só interessam na medida em que deveriam servir as pessoas e não apenas umas pessoas.
Este velho ano foi pouco agradável. E foi pouco agradável, porque houve pessoas desiludidas e magoadas. Perto e longe de nós. Por muitas coisas, umas com importância, outras, afinal, sem importância alguma, como a vaidade, a inveja, a mania, a ânsia do poder e do reconhecimento, algumas apenas pelo “posso, quero e mando”.
Mas, o nascimento de um ano é também um momento de desejos, de sonhos, de expressar vontades. E eu, que tenho muito menos voltas a dar ao círculo do que já dei, desejo para este novo ano coisas muito simples, como saúde, saúde para todos, e um mundo melhor e o mundo começa sempre em nós. E há muito a fazer pelo mundo. É preciso que, perto e longe de nós, aqueles que têm poder de decisão (ou porque lhes foi democraticamente facultado ou porque dele se apropriaram) tenham tino, muito tino, recuperem o tino, porque os desatinos têm sido mais que muitos, surpreendentes até, e o tempo que se perde a refazer o que fazem é uma perda irrecuperável, com prejuízo sempre para os mais frágeis, os mais pobres e os mais desfavorecidos. E são estes que precisam de ter voz. Quem os representa tem de ter, além de boas intenções, boas ações. No fim, o inferno lá estará à espera dos que se ficam apenas pelas primeiras. A não ser que até aí se possam corromper e enviesar os destinos.
Pelo que se percebe, a vida é sempre a perder, mas é a ilusão do seu contrário que lhe dá sentido. E o novo ano aí está, para nos pôr a dar mais uma volta...no círculo...habitual. Mas, mesmo assim, um bom ano novo!

 

 

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