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Doenças do sistema circulatório

Opinião  »  2017-01-04  »  Juvenal Silva

"Todo o órgão é um campo de actividades, cuja eficácia, em princípio, atinge todo o ser humano"

Em todos os países da esfera cultural do Ocidente tornam-se cada vez mais ameaçadoras as doenças do coração e da circulação. Não é para nós uma experiência estranha que um homem, que se julga na posse de todas as suas forças, de repente interrompe o seu trabalho e em poucos segundos seja arrebatado pelas garras da morte. A apoplexia cardíaca é uma doença dos maus hábitos, cada vez mais presentes na sociedade moderna.
Temos de nos convencer de que só a prudência e a forma de vida regrada evitarão falhas das forças do coração e da circulação, pois estas não se perdem fulminantemente, mas fazem-se anunciar muito antes pelos transtornos do metabolismo.
Uma lesão do miocárdio enfraquece o seu funcionamento como bomba do coração, de modo que se produza perturbações na circulação, quando as exigências impostas ao coração para andar, correr, subir escadas ou trabalhar, excedem a sua capacidade de rendimento. Os transtornos circulatórios fazem-se notar pelas acumulações de sangue e humores nos mais diversos órgãos, como estômago, fígado, pulmões e rins.
As pernas também podem inchar. A diminuição do ritmo da circulação tem como consequência notáveis mudanças no metabolismo. Conduz ao encharcamento dos tecidos por sangue venoso, que leva resíduos metabólicos como ácido carbónico, ureia, ácido lático e muitos outros elementos que devem passar para os órgãos de evacuação e para os pulmões para sua depuração e renovação. A obstrução de tal eliminação prejudica a marcha do processo metabólico, isto é, as funções das células. Isto ocasiona o primeiro passo da saúde para a doença.
Actualmente, os médicos de todos os países organizados, estão de acordo para alcançar formas na melhoria dos hábitos de vida, envolvendo os ministérios da saúde para acções de sensibilização e até na organização legislativa de procedimentos, como por exemplo a redução obrigatória de sal e açúcar.
Este tema tem merecido uma atenção muito particular na comunidade científica e muitos estudos têm sido efectuados para se encontrarem fórmulas de controle, visando a redução de sal. A este propósito, foi divulgado recentemente que investigadores da Universidade do Porto patentearam este mês uma máquina que mede sal na comida em três minutos.
A ingestão de sal não deverá ultrapassar cinco gramas por dia, mas em Portugal há crianças a consumir 17 gramas de sal por dia.
Como medidas preventivas, e de forma a conseguir-se reforçar os bons hábitos para uma saúde melhor, é importante diminuir a quantidade de sal e açúcar, baseando a qualidade nutricional nas verduras de folha verde escuro, vegetais coloridos e frutos.
Este procedimento tem efeitos positivos sobre o sistema renal e todo o tipo de enfermidades, incluindo as oncológicas. Conseguem-se assim efeitos sobre as glândulas de secreção interna, como hipófise, diencéfalo, cápsulas suprarrenais, que regulam o metabolismo da água e do sal.
Convém referir que uma boa conduta do estilo de vida beneficia a totalidade do SER. Não há nenhuma doença limitada a um só ponto.
Todo o órgão é um campo de actividades, cuja eficácia, em princípio, atinge todo o ser humano, em maior ou menor grau. Não é o estômago que tem fome, ou a garganta que tem sede, nem é o cérebro que está alegre ou triste, nem o coração ou os rins que estão doentes: é o homem que está esfomeado ou sequioso, triste ou alegre, doente ou saudável.

 

 

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