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  Quinta, 02 Abril 2020    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
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 Últimos artigos por...

Ana Lúcia Cláudio

 

O (de) mérito de Chicão »  2020-02-07 


A questão da paridade e da (pouca) intervenção das mulheres na política voltou à ordem do dia, na sequência da eleição do novo presidente do CDS. O jovem Chicão, que, curiosamente, veio ocupar o lugar deixado vago pela primeira mulher-presidente na história do partido – Assunção Cristas –, encabeça uma Comissão Política em ... (ler mais...)


Ano novo, Torres “Novas”? »  2020-01-09 

Cada início de ano é, frequentemente, marcado pelo balanço das coisas que não fizemos nos 365 dias anteriores e que, consequentemente, se transformam, agora, em projectos para o novo ano. Nos primeiros dias de Janeiro, todos os anos se repete o mesmo ritual. Um manancial de desejos e resoluções que, neste caso, pretendemos que se concretizem nos próximos 366 dias. Sim. 2020, este ano redondinho ... (ler mais...)


Violência doméstica »  2019-12-20 

“A violência contra as mulheres é um obstáculo para atingir a igualdade, o desenvolvimento, a paz e o cumprimento dos direitos humanos de mulheres e meninas”, foram as palavras de Amina Mohammed, vice-presidente geral da ONU no último dia 25 de novembro, Dia Internacional pela eliminação da violência contra as mulheres.

Nesse mesmo dia, o governo português lançou u... (ler mais...)


No Jornal Torrejano, uma torrejana “dos quatro costados” »  2019-12-05 

Quase dez da noite da última sexta-feira de Novembro, no aeroporto da Portela. Está quente para quem acaba de chegar de um país mais frio. Apanho um táxi para o centro de Lisboa, uma distância suficientemente curta para não ser do agrado dos taxistas. Eu sei-o e confesso-o ao taxista que me “apanhou” com um sorriso cúmplice para tentar ganhar a sua simpatia. Quase a chegar ao meu prim... (ler mais...)


Ícaro »  2010-11-18 

O sol dos Sonhos derreteu-lhe as asas.
E caiu lá do céu onde voava
Ao rés-do-chão da vida.
A um mar sem ondas onde navegava
A paz rasteira nunca desmentida...
Mas ainda dorida
No seio sedativo da planura,
A alma já lhe pede impenitente,
A graça urgente
De uma nova aventura

in Miguel Torga, Diário, XII
 

O labirinto tomou forma permanente, riscando os herói... (ler mais...)


A estória da laranja »  2010-11-11 
Nada que possa ser dito de novo.

Tu sabes quando não há vontade nem espaço para o excesso do pouco que nos tomou. Perder, quando nem se chegou a ter, é absurdo. Eis o que não há, as coisas ridículas que os encontros sugerem, o coup de foudre cinematográfico, a deixa memorável, o gesto que diz tudo, a timidez inicial, o à vontade que se vai ganhando, os anos a passar, a vida a fazer slaloms à direita e à esquerda, até à constata... (ler mais...)


Mulheres no canto de Avita »  2010-11-04 

Cai chuva sobre a rua, os passos firmes que já foram, a folha do livro solta, o telhado da tua casa, as esplanadas vazias, o barco deixado na margem, o meu vestido desbotado, esta tristeza infinita que se entranha nas pedras, o medo de não encontrar outro rosto tão puro, a coragem para espalhar flores na dor funda, a diáspora numa jangada de papel, a fala aturdida e incoerente de quem ama, a luz feliz na tela do pintor, o canto de... (ler mais...)


Noite »  2010-10-08 
Hoje não acendo a luz das árvores. Andei pelo dia como estou agora nesta noite escura profunda. Estabeleço uma ordem, um ponto, algo que me diga por onde seguir. Os meus dedos nas teclas obedecem sem dar tempo ao tempo, dos abraços e das esperas, de outras coisas também, mas que faço por esquecer. Pergunto se quem escreve para contar uma estória fica assim, como a noite escura e funda de hoje. De hoje, porque amanhã não sei se vai ser a ... (ler mais...)

Monólogo »  2010-10-01 
Ela disse: Repara na transparência do rio. Podes ver o que nele vive, o que somos dentro dele, como chegar ao seu fundo. Sim, tem um fundo que é um céu. Noutro rio outras pessoas como eu e tu estão a dizer o mesmo, a olhar através da mesma claridade. Agora e aqui somos só nós, mas na verdade é o fundo deste rio cristalino que faz de céu em outras estórias e de fundo em outros começos.

Podes ser ilusão quase a tanger a verdade. Qu... (ler mais...)


Oração »  2010-09-24 
Amo os teus olhos porque reflectem o que nunca vi

Amo a tua alma porque é matriz do livro sagrado

Amo a tua força porque traz o fundo ao cume

Amo as tuas mãos porque constroem elementos precisos

Amo o teu suor porque é chuva do teu esforço

Amo o teu canto porque ecoa no pouco que sou

Amo a tua boca porque está na origem do céu

Amo o teu silêncio porque aguarda pelo momento certo

Amo a tua nudez porq... (ler mais...)


Templo »  2010-09-17 
À noite, quando me julgo no limiar da sonolência e caminho para a rede sertaneja, sou despertada por um rumor de asas que quase é voz e sopra no meu ouvido. Esqueço-me do nada que fui minutos antes e entrego-me à interpretação daquela presença. Desdobro-me sozinha em conjecturas, negoceio os medos e as dúvidas, reflicto ponderadamente a parte incomensurável que devo ser algures e aguardo-me. A presença de asas devolve-me pensamentos qu... (ler mais...)

Macramé »  2010-09-10 
Teço fios com os dedos, os meus, porque os teus não são daqui. Teço fios do teu cabelo, da tua voz, dou nós entre um sorriso e um olhar, cruzo-os com as emoções da minha fuga porque nada disto é real ou humano. Sou fio que foi célula, que foi nada antes de decidir ser o nó, que prende esta história na geometria dos desacertos. Prendo-me nos lados e no fundo de ti. Antecipo a obra de arte, projecto-te nos meus espaços, só meus, porque... (ler mais...)

Montanha »  2010-09-03 
O portão de ferro negro mantém-se fechado desde que chegaram. Uma espécie rara de heras protectoras enrolou-se-lhe nas dobradiças e selou a fechadura. Sob a clorofila pacífica de dias felizes resguardam-se do efeito da idade porque ali todos os gestos permanecem inalterados. O cesto de apanhar fruta tombado, o escadote encostado à tangerineira, o livro em cima da manta, a chávena de chá com a asa partida (a preferida dele), o boné de sar... (ler mais...)

O Aviador »  2010-08-27 

”Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou” – Ec 3:1-2

É noite de estrelas com quarto crescente. Olho através da janela rasgada que dá para o jardim seguindo os movimentos de início de noite dos visitantes que se vão chegando. Uns trepam às árvores, outros farejam cuidadosamente os t... (ler mais...)


Mater »  2010-08-20 
O terraço da casa é cercado por uma amurada de sebes lunares. De lá, todas as manhãs, a mulher observa o seu mundo azul envolvido por luzes que se vão espreguiçando. Pequenos seres despertam, bocejam, brincam com as asas uns dos outros e decidem quem fica a guardar o templo sagrado, que é aquele jardim. A mulher saúda-os e oferece os seus cabelos longos para subirem e ficar mais perto deles. São recebidos com gotas de mel e maracujá que... (ler mais...)

Matriz »  2010-07-30 
Há tempo para uma história, num tempo que limpa todas as marcas. Séculos de encontros, vastidões intermináveis, ainda ao meu alcance e possíveis. Tão possíveis como a migração das aves que partem para o desconhecido. Se não adormeceres, juro que canto todo o desencanto preso às asas indomáveis, mesmo que não saiba a letra de cor. Serei tão ousada e leve que não vais sentir o meu peso na tua memória. E na minha ficará guardado pa... (ler mais...)

Merkabah »  2010-07-23 
A Esperança em torno de si mesma; aprendo e aguardo. Eu em torno de mim mesma; defino e avanço. Duas metades que se encaixam e se tornam zodíaco impresso, colocado no centro da mesa. Viagem em círculo sobre a cidade, em torno do planeta, gravado na minha pele feérica, espiral incandescente sobre muitos crepúsculos, símbolo do infinito. A esperança é uma estrela, a estrela faz um círculo, o círculo é o recomeço é uma nova espera... (ler mais...)

Meditação »  2010-07-15 
No agora de mim aconteço sobre um caminho de estrelas súbitas. Como um poeta nascido num rio imaginário (ou não) dou-lhes um som para que elas falem por dentro. Iluminam-me todos os sentidos num corpo preciso, constelação nocturna, um silêncio com sintaxe, um hiato de mim, uma véspera tecida em ponto cheio, uma pálida pele na sintonia dos cristais. Faço de ouro a minha raiz, que se prolonga pelo abstracto. Evoco o vestígio mineral, pe... (ler mais...)

Mantra »  2010-07-08 

Os vinte e quatro Anciãos inclinavam-se profundamente diante daquele que estava no trono e prostravam-se diante daquele que vive pelos séculos dos séculos, e depunham suas coroas diante do trono, dizendo. Tu és digno Senhor, nosso Deus, de receber a honra, a glória e a majestade, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade é que existem e foram criadas.” – Apocalipse (4:10-11)

Existe uma canção usada em todos os... (ler mais...)


Mandala »  2010-07-01 
Antes de olhar para o minarete de Cairuão lavou as mãos e o rosto, limpou-se de tudo o que impede e enluta o espírito, a dor vazia, o corpo no vácuo, o engano torrencial, a precariedade inesperada, a culpa do tamanho deste mar. A água regressa ao início da escrita, a vida no limiar, a alma como um mastro de certeza, que se oferece para colher o sabor. Deixa de ser embrionária e imatura. Emerge das ondas do medo e da renúncia. O a... (ler mais...)

 

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